quinta-feira, 6 de maio de 2021

A primeira de Dixon

 


A Indy ainda tentava achar respostas para o vexaminoso cancelamento da corrida no Texas na semana anterior quando chegou à Nazareth, a tradicional casa da família Andretti para uma de suas corridas mais tradicionais. Porém, muito se falava que a pista de uma milha seria limada de um campeonato que começava a entrar numa séria crise que acabaria levando ao seu surpreendente fim ao término daquele ano de 2001.

Com a saída de Mark Blundell no final de 2000, a equipe PacWest investiu num neozelandês que acabara de conquistar a Indy Lights e se mostrava extremamente talentoso e promissor. Com apenas 20 anos, Scott Dixon estreava na principal categoria de monopostos dos Estados Unidos após uma curta e vitoriosa carreira nas categorias de base americanas. Mesmo a PacWest não ter o peso de uma Penske ou Ganassi, a competitiva Indy de vinte anos atrás era capaz de boas surpresas, principalmente por causa das estratégias.

A PacWest correria a corrida em Nazareth desfalcada do experiente Maurício Gugelmin, uma das vítimas da perigosa pista do Texas e ainda tendo que enfrentar a dor da morte do seu filho de seis anos. Dixon correria sem companheiro de equipe e talvez pela falta da referência de Maurício, conseguiu apenas a 23º posição no grid. Aquele 6 de maio de 2001 não parecia muito promissor ao neozelandês, mas como Dixon mostraria em sua carreira, ele não desistiria fácil, além de se tornar um ótimo piloto tático, principalmente no quesito economia de combustível.

Outro novato largava na pole naquele dia: o brasileiro Bruno Junqueira. Porém, o piloto da Ganassi não resistiria aos ataques de Kenny Brack, que assumiu a primeira posição e liderou boa parte da corrida. O sueco vivia uma excelente fase naquele começo de campeonato. Porém, a primeira metade da prova foi cheia de bandeiras amarelas e isso fez com que a PacWest mudasse a estratégia de Dixon, que arriscou no final numa tática de economia de combustível para subir ao pelotão dianteiro logo depois da metade da corrida. Scott ultrapassou Paul Tracy e com os principais pilotos parando, assumiu a ponta nas voltas finais, mas tendo que economizar muito combustível.

Uma última bandeira amarela faltando dez voltas seria decisiva. Enquanto Dixon ganhava uma boa chance de economizar combustível, o segundo colocado Kenny Brack colaria no novato para uma relargada de tirar o fôlego. Ainda em sua terceira corrida na Indy, Dixon segurou magistralmente um claramente mais rápido Brack para vencer pela primeira vez na carreira na Indy. Com 20 anos, 9 meses e 14 dias de idade Scott Dixon se tornava o piloto mais jovem a vencer uma corrida na Indy até então. Ele se tornaria o Rookie of the year, mas a CART praticamente terminaria naquele ano de 2001, mas não a carreira de Scott Dixon. O neozelandês ficaria com a PacWest no ano seguinte, mas o time encerraria suas atividades no começo de 2002, contudo, um piloto tão talentoso não ficaria à pé por pouco tempo e nos meses seguintes Dixon seria contratado pela equipe Ganassi. O resto é uma história que tornaria Scott Dixon num dos pilotos mais laureados da história do automobilismo e tudo começou naquele começo de maio de 2001 em Nazareth.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Figura(POR): Lewis Hamilton

 A grande maioria das corridas vencidas por Hamilton em sua laureada carreira foi com o inglês não tendo muito trabalho, vencendo de ponta a ponta ou retomando a ponta na base do famoso 'undercut'. Porém, em 2021 Lewis Hamilton não poderá se acomodar no que foi visto nos anos anteriores, pois um rival muito duro e perigoso está à espreita na equipe Red Bull. Em Portimão, Hamilton foi ultrapassado por Max Verstappen na relargada, caindo para terceiro. Esperar pela equipe Mercedes fazer o undercut? Hamilton preferiu mostrar que finalmente está aumentando o sarrafo do seu potencial. Com duas belas manobras na curva um, ultrapassou Verstappen e seu companheiro de equipe Bottas para assumir a ponta da corrida e vencer pela 97º vez na F1, mas mostrando que ele tentará outras vitórias como a deste domingo.

Figurão (POR): Nikita Mazepin

 O próprio nome do russo já é um meme ambulante. Mazepin ou... MazeSpin! Extremamente polêmico fora das pistas, Nikita nunca empolgou ninguém dentro da pista nas categorias de base, mas como seu pai é um bilionário e a Haas precisa de dinheiro, foi fácil para Mazepin conseguir um lugar na equipe americana, sem contar que pintou o carro com as cores da sua bandeira natal. Porém, não demorou muito para perceber que Nikita Mazepin está muito abaixo do nível de um piloto mediano de F1. Lento, desajeitado e desastrado, Nikita Mazepin até que não rodou muito no final de semana português, algo que aconteceu bastante nas duas corridas anteriores, mas chamou atenção que Nikita tomou um (!) minuto do seu companheiro de equipe, o também novato Mick Schumacher na bandeirada em Portimão. Uma clara demonstração do que uma carteira cheia de dinheiro pode trazer um piloto antipático fora das pistas e uma clara chicane ambulante (Sergio Pérez que o diga) dentro dela.

Que pena...

 


Clãs familiares dentro do automobilismo são bastante comuns, particularmente nos Estados Unidos. No Colorado havia uma família que emanava gasolina. Eram os Unser. Desde a década de 1920 eles competiam e o patriarca da família Louis foi um dos percursores da famosa corrida de Montanha em Pikes Peak. O filho de Louis, Jerry, teve quatro filhos e o terceiro se chamaria Robert William, ou simplesmente Bobby. Assim como seus irmãos, pai e tios, Bobby Unser se tornou piloto e na década de 1960 se tornou profissional na USAC, onde disputaria a famosa 500 Milhas de Indianápolis. A primeira vitória aconteceria em 1968, mesmo ano em que venceria o campeonato da USAC. Ainda em 1968 Bobby Unser teve um pequeno contato com a F1 quando foi convidado pela equipe BRM a participar das corridas finais daquele ano. Bobby venceria inúmeras vezes em Pikes Peak, além de voltar a vencer as 500 Milhas em 1975, usando um Eagle, do seu amigo Dan Gurney. Dono de uma tocada agressiva e muito expansivo, Bobby Unser se tornou um dos atletas mais populares dos Estados Unidos na década de 1970, fazendo um contraponto com seu irmão mais novo e também lenda, Alfred, mais conhecido como Al Unser. Bobby tinha como grande rival Mario Andretti, vindo de outro clã famoso do automobilismo americano. O clímax dessa rivalidade veio nas 500 Milhas de Indianápolis de 1981, quando os dois disputaram palmo a palmo a prova, que acabou nas mãos de Bobby Unser, que na época corria com um Penske. Porém, a corrida foi muito controversa e o resultado chegou a ser alterado a favor de Andretti. Meses depois o resultado da pista foi mantido, mas Bobby Unser, aos 47 anos e sendo até então o mais velho a vencer em Indianápolis, ficou demasiado triste com a polêmica e se aposentou das pistas. Bobby permaneceu ligado ao automobilismo ao se tornar um popular comentarista e em 1987 ele estava na cabine da TV comentando a quarta vitória de Al Unser, além de acompanhar as duas vitórias do seu sobrinho, Al Unser Jr. Bobby Unser vivia uma aposentadoria tranquila em Albuquerque até esse domingo, quando faleceu de causas naturais aos 87 anos. Uma verdadeira lenda do automobilismo que nos deixa, mas seu legado ficará para sempre. 

domingo, 2 de maio de 2021

Arrancada para a vitória

 


Normalmente as vitórias de Lewis Hamilton são conseguidas de forma tão natural, que poucos triunfos do laureado inglês realmente levantam sobrancelhas. Vitórias de ponta a ponta ou com uma ultrapassagem surgida de um undercut nos boxes estão na maioria do menu de Hamilton em suas quase cem vitórias. Contudo, numa temporada onde Hamilton está explorando ainda mais seu potencial para poder derrotar um rival perigoso e muito forte, o inglês da Mercedes teve que fazer duas ultrapassagens na pista para se colocar em primeiro e aí, sim, comemorar seu triunfo na bandeirada, porém, Hamilton viu que Max Verstappen conseguiu um incômodo segundo lugar, deixando o campeonato ainda em aberto num final de semana claramente à favor da Mercedes.


Se as duas primeiras corridas foram bastante emocionantes, a prova em Portimão ficou ligeiramente abaixo, mas ainda assim foi uma boa corrida para se assistir, principalmente nas primeiras voltas. A curva um em descida e não sendo uma freada muito forte proporcionou belas manobras em toda a corrida, sendo que os protagonistas fizeram ali suas principais manobras. A primeira foi de Verstappen. Mesmo largando melhor do que o segundo colocado Hamilton, o neerlandês não conseguiu a ultrapassagem na primeira volta, mas o piloto da Red Bull não perdeu a oportunidade na relargada, quando Bottas claramente atrapalhou Hamilton e Max foi por fora na curva para ser segundo. Contudo, poucas voltas depois, Hamilton daria o troco em Verstappen quando o piloto da Red Bull errou na curva 14, o deixando fragilizado frente a Hamilton, que emulou a manobra do rival para ser segundo. À essa altura, era nítido que Bottas não tinha ritmo para liderar a corrida e a partir de então ficou o clima de que Toto Wolff mandaria um 'Lewis is faster than you' a qualquer momento. Não foi necessário. Com pressa de não destruir seus pneus ao ficar no vácuo do companheiro de equipe, Hamilton ultrapassou Bottas na pista para assumir a ponta da corrida e administrar a prova até o final. 


A alegria de Hmailton só não foi maior por causa de Verstappen, que ao não conseguir ultrapassar Bottas na pista, trocou de estratégia ao antecipar sua parada. A Mercedes foi rápida no gatilho e trouxe o nórdico para os boxes, o colocando na frente de Max. Porém, com os pneus duros ainda frios, Bottas foi um alvo fácil para Verstappen e o neerlandês assumiu a segunda posição metros depois para segurar a pseudo-pressão de Bottas. Pseudo porque Bottas nunca esteve em posição real de ultrapassar Max, mesmo tendo claramente o carro mais rápido. Bottas ainda levou um susto quando sofreu com um problema de motor, mas Valtteri ainda salvou um pouco a lavoura ao ficar com o ponto da volta mais rápida. Só que Michael Masi, o STJD da F1, resolveu dar as caras. Bottas e Verstappen colocaram pneus macios no final da prova para marcar a volta mais rápida da corrida e ficar com o ponto extra. Max conseguiu por muito pouco, porém, ele saiu com as quatro rodas da pista, trazendo à baila a estúpida regra do 'track limits'  e Verstappen perdeu o ponto da volta mais rápida. E se o campeonato se decidir por um ponto no final do ano, sr Masi?


Essa briga por cada ponto possível, algo que até Hamilton cogitou, é um claro sinal da briga fratricida entre Hamilton e Verstappen, algo que os fãs a muito tempo desejam. Os segundos pilotos poderiam influenciar isso, mas até o momento Valtteri Bottas e Sérgio Pérez pouco fizeram para realmente fazer a diferença. Do total de pontos em disputa, Bottas conseguiu tirar apenas dois pontos de melhores voltas. De resto, Hamilton tem duas vitórias, um segundo lugar e um ponto extra, enquanto Verstappen tem uma vitórias e dois segundos lugares. São apenas três corridas, mas os protagonistas já estão claramente na cabeceira da mesa.


Enquanto os segundos pilotos de Mercedes e Red Bull derrapam, Lando Norris vai se mantendo num interessante terceiro lugar no campeonato e hoje o piloto da McLaren terminou em quinto lugar, ou seja, no melhor do resto. Norris fez uma corrida valente, pois foi um dos poucos a colocar pneus macios após a primeira parada e completou a corrida com essa borracha, segurando a Ferrari de Charles Leclerc, que estava com a borracha mais adequada. Sainz foi outro que escolheu ir com pneus médios e se arrependeu, saindo da zona de pontuação após largar em quinto e chegado a tomar o quarto lugar de Pérez na largada. A Alpine conseguiu sua melhor corrida do ano com Ocon e Alonso marcando bons pontos, sendo que o espanhol se recuperou de uma má classificação. Outro que se recuperou foi Ricciardo, que ficou no Q1 no sábado e colocou a segunda McLaren nos pontos. Porém, é inegável que o australiano está levando um banho de Norris. Pierre Gasly salvou um pontinho para a Alpha Tauri no que vem sendo uma temporada abaixo da equipe que deu pinta que poderia andar no ritmo da Red Bull, mas está mesmo no coração do pelotão intermediário.


Após conseguir, finalmente, ir ao Q3 Vettel fez outra corrida medíocre, ficando fora dos pontos e conseguindo uma ultrapassagem na última volta sobre o fraco companheiro de equipe valendo a P13. Se Bottas é um leão de treino, o mesmo vale para George Russell, que largou em décimo primeiro, mas em ritmo de corrida caiu drasticamente e nem de longe esteve perto dos pontos. Giovinazzi ficou por pouco fora dos pontos, enquanto Kimi Raikkonen foi o único abandono do dia numa barbeiragem incrível do nórdico, ao bater na traseira do seu companheiro de equipe no complemento da primeira volta. Inacreditável para um campeão do mundo. Mick Schumacher começa a mostrar o 'algo a mais' ao ficar na frente de uma Williams, enquanto Mazepin passou a corrida inteira sem rodar, mas foi punido por atrapalhar Pérez e tomou um minuto do seu companheiro de equipe. O russo claramente está vários níveis abaixo de um real piloto de F1.


Numa pista escorregadia e diferente da maioria do calendário, Portimão viu Lewis Hamilton dominar a corrida, mas não da maneira usual. O piloto da Mercedes teve que arrancar rumo à vitória e o fez com sucesso. Porém, Hamilton terá que enfrentar um rival muito mais duro do que o dócil companheiro de equipe Bottas. Max Verstappen estará sempre por perto para garantir uma vitória ou aproveitar qualquer vacilo de Hamilton. A temporada está no começo, mas ainda passará muita água por debaixo dessa ponte. 

Dobradinha vermelha


 Após três etapas do Mundial 2021 da MotoGP, o australiano Jack Miller já começava a ser questionado dentro do paddock. Líder da pré-temporada após ser promovido à equipe oficial da Ducati, Miller colecionava resultados ruins e uma queda, enquanto seu companheiro de equipe e piloto menos badalado Pecco Bagnaia exibia fortes performances e brigava pela liderança do campeonato. Comparado ao compatriota Casey Stoner, Miller precisava dar uma resposta imediata e o local não seria o mais apropriado, afinal, a Ducati não vencia em Jerez faziam quinze anos. A travada pista andaluz não combina em nada com a potência da Ducati, mas os italianos conseguiram uma incrível dobradinha liderada por Miller, que não tomou conhecimento da queda acentuada de Quartararo.

O francês da Yamaha largava como favorito à vitória, onde garantiria um duplo hat-trick, pois Quartararo venceria pela terceira vez consecutiva no campeonato e em Jerez. O começo da prova de Fabio foi bastante promissor, não ligando ao ser ultrapassado pelos pilotos da Ducat e seu incrível sistema de largada. Quartararo ultrapassou um a um até chegar à primeira posição e se manter na ponta com decisão, confirmando o favoritismo. Mesmo numa pista que parecia desfavorável à sua moto, Miller se manteve em segundo e não muito distante de Quartararo, mas quando o francês começou a perder rendimento, Miller foi o primeiro a capitalizar os problemas do representante da Yamaha e liderar a corrida até a bandeirada. Bagnaia brigou boa parte da corrida com Franco Morbidelli e quando assumiu a segunda posição, até tentou se aproximar do companheiro de equipe, mas Bagnaia completou a dobradinha da Ducati, além de se colocar como o novo líder do campeonato.

Quartararo foi perdendo rendimento até cair para a décima terceira posição e ao cruzar a bandeirada, as câmeras chegaram a flagrar lágrimas do francês. Como acontecera ano passado, Quartararo perdeu a consistência e a liderança do campeonato, enquanto Viñales fez outra corrida burocrática após outra largada ruim. Problema de pneus para Fabio? Pode até ser, mas ele foi o único. O melhor piloto da Yamaha foi Morbidelli, que ficou com o degrau mais baixo do pódio, muito à frente de um decepcionante Valentino Rossi. Talvez falte à Yamaha um piloto mais consistente e para os japoneses nem precise fazer uma contratação milionária para isso, pois esse piloto (Morbidelli) já corre com suas motos. Márquez continuou sua volta justamente na pista onde sofreu seu acidente que tanto o marcou. O espanhol da Honda caiu duas vezes no final de semana e ainda sem confiança, Márquez só garantiu uma nona posição, ficando logo à frente do seu companheiro de equipe Pol Espargaró, mas a melhor Honda ficou com o quarto colocado Nakagami. O acidente de Márquez ainda parece afetar o emocional do espanhol e essas cicatrizes são ainda mais difíceis de curar do que sua grave contusão no braço direito.

Enquanto suas rivais sofrem com seus problemas, a Ducati garantiu uma dobradinha num lugar incomum e com um piloto que estava pressionado, mas que com essa vitória, Jack Miller talvez consiga a confiança necessária para entrar na briga pelo título. 

sábado, 1 de maio de 2021

Quando ninguém esperava...

 


Antes da classificação desse sábado, pensava como a chegada de Max Verstappen como rival verdadeiro pelo título tinha feito Lewis Hamilton subir finalmente o sarrafo e mostrar ainda mais do seu talento. Afinal, derrotar Bottas não fazia Lewis usar a totalidade do seu potencial e nas duas primeiras corridas o nórdico esteve à léguas do seu companheiro de equipe. Porém, o escorregadio circuito de Portimão fez com que Bottas surgisse do nada e tirasse a centésima pole de Hamilton na F1, num dia em que a Red Bull não se mostrou no mesmo nível das corridas anteriores.

Além de Bottas, outros pilotos começavam a ser questionados e continuarão a se-lo pelos resultados de agora em Portugal. Contratado como estrela da McLaren, Daniel Ricciardo vem se mostrando uma enorme desilusão e nesse sábado o simpático australiano ficou de fora de Q2, um segundo mais lento do que Lando Norris. Desolado, Ricciardo foi flagrado sentado num canto do boxe da McLaren, como querendo entender um desempenho tão ruim. Algo que Fernando Alonso já começa a querer entender também. Pela segunda corrida consecutiva o espanhol da Alpine tomou tempo de Ocon, sendo que hoje foram nada mais, nada menos do que oito décimos. Prestes a chegar na barreira dos 40 anos, os reflexos já não são os mesmos e somado aos dois anos fora da F1 pode estar afetando o desempenho de Alonso, sem contar seu humor. Em entrevista à Mariana Becker, foi mal educado nas respostas. E sejamos justos. Quinzena passada Nikita Mazepin fora tão babaca quanto e malharam muito mais o russo do que Alonso. O pau que bate em Francisco, deveria bater no Chico também...

Já Vettel deu sinais de vida e após longo e tenebroso inverno o alemão conseguiu vaga no Q3, enquanto o péssimo Lance Stroll não passou do Q1. Outro destaque positivo vai para George Russell, que por centésimos não foi para o Q3, mas garantindo com a 11º posição seu melhor lugar no grid em sua carreira. Na briga pela pole, a Red Bull nunca pareceu estar no páreo contra a Mercedes, que conseguiu o melhor tempo do final de semana no Q2 com os pneus médios. Max Verstappen sentiu o golpe e como seu antigo companheiro de equipe Ricciardo, ficou sentado um tempo, tentando digerir a superioridade da Mercedes em Portimão. Menos mal para Max que o pole ficou com Bottas, mas os últimos anos mostraram que Valtteri raramente repete o ritmo de sábado no domingo, com Hamilton normalmente subindo para primeiro em algum momento da corrida rumo à vitória. A F1 torce para que o visto em Portimão não se torne um novo normal. Ou nesse caso, um velho normal.