segunda-feira, 2 de julho de 2012

História: 45 anos do Grande Prêmio da França de 1967


O Grande Prêmio da França, que tenta retornar à F1 nos próximos anos, teve como característica até os anos 70 a rotatividade entre suas sedes. Rouen, Reims, Clermont-Ferrand... todas essas pistas míticas fizeram parte em algum momento do calendário da F1, mas por motivos diversos, sempre saíam do campeonato de F1e entrava outra pista tão boa e famosa quanto a anterior. A França tem o circuito mais conhecido do mundo do endurance em Le Mans, com mais de 13 km e a Federação local resolveu construir uma pista para sediar uma escola de pilotagem no local da famosa corrida de 24 horas, denominada de Bugatti Le Mans. Porém, a parte boa do circuito, como a reta Mulsanne ficou de fora do novo circuito, considerado extremamente sem graça por todos que por lá correram. Querendo mudar esse cenário, resolveram trazer a F1 para o circuito de Bugatti Le Mans, mas os pilotos não gostaram nada da pista.

A Lotus ainda desenvolvia seu novíssimo motor Ford-Cosworth, tão forte e potente como inconfiável. Graham Hill, que liderava a maior parte dos treinos por causa dos problemas de Jim Clark com o fisco inglês, ficou com a pole, superando por muito pouco o regular carro de Brabham, com seu dono ao volante. Jack ainda não tinha conseguido bons resultados por ele mesmo fazer boa parte dos testes de novas peças, ficando na mão algumas vezes, deixando o segundo piloto, Denny Hulme, ficar com os melhores resultados. Grandes pilotos nas 24 Horas de Le Mans, mesmo não correndo na pista principal, Dan Gurney e Bruce McLaren se colocaram bem com o carro do americano, superando Hulme e a solitária Ferrari de Amon.

Grid:
1) Hill(Lotus) - 1:36.2
2) Brabham(Brabham) - 1:36.3
3) Gurney(Eagle) - 1:37.0
4) Clark(Lotus) - 1:37.5
5) McLaren(Eagle) - 1:37.6
6) Hulme(Brabham) - 1:37.9
7) Amon(Ferrari) - 1:38.0
8) Rindt(Cooper) - 1:38.9
9) Irwin(BRM) - 1:39.4
10) Stewart(BRM) 1:39.6

O dia 2 de julho de 1967 amanheceu quente e ensolarado, como sempre acontece no forte verão francês, que já havia causado sérios problemas em outras edições e outros circuitos. Mesmo com um novo tipo de corrida, o público de Le Mans não se animou muito com uma corrida mais curta do que sua tradicional longa corrida de 24 horas e pouco mais de 20.000 pessoas compareceram ao autódromo, frustrando os promotores da corrida. Na largada, no formato 3x2x3, Graham Hill se manteve na ponta da corrida, mas acossado por Dan Gurney e Jack Brabham.

Os três primeiros colocados cruzaram a primeira volta colados, mas Brabham vinha mais forte e tentando se recuperar no campeonato, assumiu a ponta ainda no decorrer da segunda volta. A boa corrida de Dan Gurney durou pouco tempo, sendo superado pela segunda Lotus de Jim Clark. O escocês sempre tinha certa desvantagem em relação à Hill, pois enquanto o inglês havia treinado com o carro antes, Clark só tinha contato com seu Lotus quando chegava ao autódromo, já que morava na França naquele tempo. Talvez se sentindo em casa, Clark rapidamente subiu para o terceiro lugar e na quinta volta já aparecia em primeiro, em duas ultrapassagens seguidas em Hill e Brabham. Provando o enorme potencial do Lotus 49-Ford Cosworth, Graham Hill subiu para segundo, mas Brabham se manteve por perto. Porém, a juventude do novo conjunto da Lotus-Ford cobraria seu preço. Ainda na volta 11, com Hill na ponta, o inglês abandonou com a transmissão quebrada, enquanto nove voltas depois, Clark teve destino semelhante. Conta a lenda que a superioridade da Lotus era tamanha, que Clark e Hill negociavam antes das corridas quem lideraria até o carro quebrar...

Brabham assumiu a liderança com a classe e experiência de sempre. Atrás do australiano, vinha Dan Gurney e o segundo piloto da Brabham, Denny Hulme. Chris Amon começa a mostrar a força da Ferrari e inicia uma briga com o compatriota Hulme, que duraria algumas voltas, mas a luta pelo terceiro lugar se transforma numa batalha pelo segundo lugar com a quebra de Gurney, com o problema de vazamento de combustível. Com sua falta de sorte incrível, Amon abandonou na 47º volta e deixava os dois pilotos da Brabham dominarem o resto da corrida. Quem se aproveitava para assumir o lugar mais baixo do pódio foi Jackie Stewart. O escocês, limitado pelo BRM, subiu ao terceiro lugar depois de largar apenas em décimo, mas sendo inteligente como é, Stewart soube ficar atrás dos superiores Brabhams, mesmo uma volta atrás. Jack e Denny dominaram o que seria o sonho de ver a F1 correndo em Le Mans. O fracasso de crítica e público fizeram com que essa fosse a única e última edição do Grande Prêmio da França em Le Mans.

Chegada:
1) Brabham
2) Hulme
3) Stewart
4) Siffert
5) Irwin
6) Rodriguez

domingo, 1 de julho de 2012

É melhor nem comparar...

Hoje pela manhã fui saudado por uma das melhores corridas de turismo que tive a chance de acompanhar nos últimos tempos. Sem o patriotismo piegas pelo acidente que provocou o precoce abandono de Augusto Farfus, a prova de Norisring do DTM foi de arrepiar do começo ao fim! Se não bastasse o belo e peculiar circuito de rua alemão de Norisring, muito rápido e separado por dois grampos, a chuva se fez presente e animou ainda mais a corrida. A prova parecia nas mãos dos belos carros da BMW guiados por Martin Tomcyck e Bruno Spengler, que até a penúltima volta lideravam uma dobradinha para a marca bávara. Porém, o inglês Jamie Green da Mercedes vinha voando e rapidamente tirou a diferença, ultrapassando Spengler na penúltima volta e conseguindo a manobra vencedora na última curva, num mole inacreditável do atual campeão Tomcyck, que ficou uma arara após a corrida!

Green pode ter provocado o acidente da primeira volta, mas fez uma excelente corrida de recuperação nas voltas finais, que deu uma inesperada vitória para a Mercedes, para júbilo de Norbert Haug e desespero do box da BMW. Foi uma corridassa, bem diferente do que aconteceu em Londrina, onde se realizou mais uma etapa da Stock-Car. Foi a primeira corrida que assisti da categoria nacional e mais uma vez vi uma prova sem muitas emoções, tirando a briga pelo quarto lugar no final, quando um Thiago Camilo sem pneus segurava um enorme pelotão atrás de si.

Porém, o ponto não é esse. O DTM tem carros com investimento de fábrica e quando Green venceu hoje, a Mercedes também venceu, assim como se Tomcyck não tivesse vacilado, a vitória seria da BMW, ou então se Mattias Eriksson, por exemplo, tivesse ganho, o triunfo seria da Audi. A Stock com suas bolhas não tem nada disso. Mesmo com a confusão que é a corrida com dois pit-stops obrigatórios (e também a confusa da transmissão da Bandsports, onde o duo que narrava e comentava não percebeu a forte chegada de Green nas voltas finais e até agora não sei se Green estava com pneus diferentes da dupla da BMW nos momentos finais), as corridas do DTM são melhores, o nível técnico é muito melhor, isso sem contar a beleza dos carros!

sábado, 30 de junho de 2012

Diárreia mental

Jorge Lorenzo fazia um campeonato espetacular, conseguindo 140 pontos em 150 possíveis num certame onde tem que disputar curvas com alguém como Casey Stoner, que tem a Honda por trás e tentará de tudo para ser campeão em sua anunciada última temporada da carreira. Era um campeonato impecável para o espanhol da Yamaha, até encontrar um tresloucado Álvaro Baustista na primeira curva de Assen e ver sua temporada quase perfeita ir ao chão e seu campeonato a perigo.

A cagada mental de Bautista de um molho ao campeonato, já que Stoner capitalizou o zero ponto de Lorenzo para empatar com o espanhol e derrotar o cada vez mais derrotado Daniel Pedrosa dentro da Repsol Honda. Como sempre, Dani largou melhor e liderou a maior parte da corrida em Assen, a Catedral do motociclismo, mas sucumbiu a Stoner já na parte final da prova, levando 5s do rápido companheiro de equipe, que ontem sofreu uma forte queda e sentia dores na mão esquerda no final da prova. Não sei se é psicológico ou mental, mas a verdade é que Pedrosa nunca entregou o que dele prometia, se tornando num dos maiores cheques sem fundo da história do Mundial de Motovelocidade. Já Stoner, que foi bem menos badalado do que Pedrosa ao longo da carreira, conseguiu uma boa vitória psicológica sobre Lorenzo, já que o espanhol ficou muito abalado pela queda logo na primeira curva e como teremos duas corridas em sequencia, a forma como Lorenzo se comportará dirá muita coisa. 

A corrida foi seccionada em brigas pela terceira e quinta posições. Na luta pelo lugar mais baixo do pódio, Ben Spies sofreu outro golpe ao ser derrotado pela Yamaha satélite de Andrea Doviziozo na última volta. O italiano quer a vaga do americano, que não vem apresentando os bons resultados de outras temporadas e dificilmente ficará na Yamaha oficial em 2013. E falando na próxima temporada, a paciência de Valentino Rossi com a desequilibrada Ducati parece ter acabado e ele tentará um lugar numa equipe japonesa ano que vem, sendo que a Honda oficial parece ser o caminho, já que a Honda também perdeu a paciência com Pedrosa e a Repsol já estaria satisfeita com Marc Márquez no time oficial em 2013. Hoje a prova de Rossi beirou o ridículo, com o italiano fazendo um inesperado pit-stop para trocar o pneu traseiro por desgaste, quando era o último entre as motos oficiais. 

Mas como ainda estamos em 2012, a briga será novamente entre Lorenzo e Stoner, com o australiano ganhando um presente dado pela asneira de Baustista.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

História: 15 anos do Grande Prêmio da França de 1997

A conturbada corrida em Montreal havia deixado marcas para a prova seguinte em Magny-Cours, na França. Aliando os ótimos resultados de Olivier Panis e o comando do ídolo Alain Prost na equipe que passava a levar o nome do tetracampeão, os franceses tinham muito com que vibrar em seu GP local depois de anos até o forte acidente de Panis no Canadá acabar com as chances dos gauleses verem um compatriota seu vencer, literalmente, no quinta de casa, até por que a fábrica da antiga Ligier ficava próximo a curva 1 de Magny-Cours e Panis, em ótima fase, seria um dos favoritos a vitória na França se não fosse o acidente. Sem nenhum piloto francês à disposição, Prost tirou Jarno Trulli da Minardi, que o substituiu pelo brasileiro Tarso Marques, enquanto a Sauber trazia o mediado Norberto Fontana para o lugar de Gianni Morbidelli, machucado em um teste privado. Fontana tinha bom apoio de patrocinadores do seu país e só por isso ele alinharia com a Sauber, pois seu desempenho como piloto de testes deixava muito a desejar.

O norte europeu estava chuvoso naqueles primeiros dias de verão e a sexta-feira foi debaixo de chuva, onde os usuários da Bridgestone mostraram muita força, com Rubens Barrichello, da Stewart, ficando em primeiro. Porém, o sábado estava quente e claro, fazendo com que a ordem voltasse ao normal e os usuários da Goodyear - das equipes principais - voltassem ao primeiro plano. Schumacher dominou a classificação, algo que ainda não havia feito desde que estreara pela Ferrari em 1996, e ficou com a pole, deixando para trás a Williams, que esteve cambaleante o final de semana inteiro, principalmente Villeneuve, que sofreu um acidente no sábado pela manhã e teve muito trabalho para se classificar em quarto.

Grid:
1) M.Schumacher(Ferrari) - 1:14.548
2) Frentzen(Williams) - 1:14.749
3) R.Schumacher(Jordan) - 1:14.755
4) Villeneuve(Williams) - 1:14.800
5) Irvine(Ferrari) - 1:14.860
6) Trulli(Prost) - 1:14.957
7) Wurz(Benetton) - 1:14.986
8) Alesi(Benetton) - 1:15.228
9) Coulthard(McLaren) - 1:15.270
10) Hakkinen(McLaren) - 1:15.339

O dia 29 de junho de 1997 havia amanhecido chuvoso em Magny-Cours, mas o warm-up havia acontecido com pista praticamente seca no seu final, com a Ferrari continuando com seu domínio, porém, nuvens ameaçadoras pairavam sobre o circuito francês quando a hora da largada se aproximou. Por isso, houve quem apostasse em estratégias diferentes, como foi o caso de Villeneuve, apostando em um set-up para pista molhada. Ele se arrependeria amargamente durante a corrida, com um carro desequilibrado o tempo inteiro. Quando as luzes vermelhas apareceram, a dupla da primeira fila largou bem e Schumacher se manteve na ponta à frente de Frentzen. Já o pessoal da segunda fila não fez o mesmo e foram ultrapassados por Irvine, em seu melhor final de semana em muito tempo pela Ferrari.

Schumacher fazia uma corrida magistral com sua Ferrari, abrindo vantagem sobre Frentzen, que por sua vez não era ameaçado pela segunda Ferrari de Irvine. O alemão da Ferrari abria 1s por volta sobre o compatriota da Williams, enquanto Villeneuve pressionava Irvine, que fazia o irlandês encostar em Frentzen, mas como Magny-Cours não era muito favorável a ultrapassagens, os três pilotos andavam em trenzinho, mas sem ameaçar o rival à frente, enquanto Ralf Schumacher não repetia a ótima exibição do sábado e claramente segurava as duas McLarens. As primeiras paradas ocorreram sem nenhum problema e os quatro primeiros colocados, ambos com Ferrari e Williams, permaneceram nas mesmas posições, o que denotava uma corrida chata. Porém, a esperança de momentos melhores viam do céu. Nuvens escuras circundavam o circuito de Magny-Cours na medida em que o segundo round de paradas se aproximava. Schumacher já tinha 22s de vantagem sobre Frentzen quando as primeiras gotas começaram a cair em Magny-Cours, deixando a corrida, monótona até o momento, emocionante para saber quem pararia e quais pneus utilizaria.

Irvine fez sua parada e colocou pneus slicks, mas para azar do irlandês, logo depois a chuva aumentou de intensidade, porém, quando foi a vez de Schumacher, o alemão resolveu escolher também os pneus slicks! Além de um piloto excepcional, Schummy percebeu que a chuva seria pouca e mesmo com a pista escorregadia, preferiu arriscar os pneus para piso seco, o que fizeram o restante dos pilotos fazerem o mesmo, menos Trulli, que botou intermediários. E se arrependeria por isso! A chuva não veio da intensidade esperada do italiano da Prost e seus pneus se desgastaram rapidamente. Contudo, quando faltavam exatamente dez voltas, uma pancada de chuva se abateu em Magny-Cours e vários pilotos foram aos boxes, menos Schumacher e Frentzen, que permaneceram na pista com pneus slicks, mesmo com a pista claramente molhada. Foi um show de pilotagem de ambos, que lhe garantiram uma incrível dobradinha alemã. Mais atrás, uma confusão generalizada de pilotos entrando e saindo dos boxes bagunçou a ordem da corrida, fazendo dessas dez voltas muito mais emocionantes do que as demais sessenta! Villeneuve foi aos boxes e caiu para sexto, pressionando Ralf Schumacher e Coulthard, que resolveram arriscar com pneus slicks. O canadense da Williams ultrapassou ambos de forma agressiva e ainda teve tempo de atacar Irvine nas últimas curvas, mas Villeneuve acabaria rodando e quase perdendo o quarto lugar para Alesi, que uma volta antes tinha colocado Coulthard para fora da pista numa manobra polêmica. Porém, o grande personagem do dia foi Michael Schumacher, que venceu de forma espetacular em Magny-Cours, fazendo um hat-trick empolgante e aumentava sua vantagem no campeonato.

Chegada:
1) M.Schumacher
2) Frentzen
3) Irvine
4) Villeneuve
5) Alesi
6) R.Schumacher

terça-feira, 26 de junho de 2012

Que pena...

É a primeira vez que falarei de motocross aqui no blog, mesmo gostando bastante do esporte e acompanhar com interesse os campeonatos americano e mundial, mas infelizmente falarei de um tema triste, pois hoje morreu o catarinense João Paulino, mais conhecido como Marronzinho, vítima de um acidente enquanto treinava em sua Florianópolis natal. Campeão brasileiro algumas vezes, Marronzinho era um ícone do motocross nacional na década passada. Mesmo sem grandes chances de atuar em palcos maiores, Marronzinho era ídolo e todos temos a lamentar no dia de hoje.

Fez história

Quando foi demitido da Renault e estourou o escândalo em Cingapura/08 em meados de 2009, Nelsinho Piquet estava definitivamente banido do automobilismo europeu, mesmo não tendo nenhuma punição oficial. Sem espaço no Velho Continente, Piquet cruzou o Atlântico, mas ao contrário do normal, que seria a Indy, Nelsinho preferiu arriscar na Nascar, categoria notoriamente fechada e que nenhum estrangeiro fez sucesso. Neste sábado, correndo no belo e mítico circuito de Elkhart Lake, Nelsinho conseguiu a primeira vitória brasileira na Nascar, mesmo sendo na Nationwide Series, a Série B da Nascar, mas tão forte que chega a ser mais popular que a Indy. Mesmo correndo num circuito misto, pista em que os ianques não são muito chegados, Piquet entrou para a história do automobilismo brasileiro e pode refazer sua promissora carreira desbravando a difícil trajetória da Nascar.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Figura(EUR): Fernando Alonso

Simplesmente monumental! Fernando Alonso fez uma corrida para entrar na história não apenas de sua carreira, como da F1 na Espanha. Se antes do aparecimento de Alonso a F1 era tratado com certo desdém pela Espanha, a Alonsomania fez com que o país ibérico não apenas torcesse, como também se envolvesse com a F1. Porém, nem o mais ferrenho torcedor de Alonso estava otimista após o décimo primeiro lugar do piloto da Ferrari no sábado. Nem o próprio piloto estava confiante, quando disse que esperava apenas diminuir os prejuízos. Porém, Fernando Alonso esteve iluminado neste domingo. Primeiramente ganhou três posições na largada e numa atitude agressiva, ultrapassou a Force India de Nico Hülkenberg. Numa estratégia esperta dele e da Ferrari, Alonso retornou à pista na frente de Kobayashi e Raikkonen, mas com um trânsito incríve na sua frente. Não é segredo que a Ferrari não tem o melhor carro do grid e que Valencia nunca se mostrou um circuito de se passar, mas Alonso não se fez de rogado e fez belíssimas ultrapassagens em cima de Webber e Schumacher praticamente em voltas seguidas. Como todo campeão, Alonso teve sorte algumas vezes. Primeiro, quando Lewis Hamilton sofreu outro problema durante um pit-stop e cedeu sua posição à Alonso. Quando já estava em terceiro, Alonso efetuou uma ótima ultrapassagem sobre Grosjean na mesma volta quando o dominante Vettel abandonava com o seu Red Bull quebrado. A sorte apareceu pela terceira vez com a quebra de Grosjean e uma vitória histórica, não apenas como foi, como também pelo momento de seu país. Alonso parou seu carro na frente da arquibancada, mostrou a bandeira da Espanha e chorou muito no pódio. A Espanha passa por uma crise sem precedentes e a vitória de Alonso fez que o sofrido povo espanhol tenha algum motivo para sorrir. Dezenove anos atrás, Ayrton Senna venceu um épico Grande Prêmio do Brasil e fez seu povo em crise sorrir. Como Alonso agora!