No começo de sua carreira, Felipe Massa foi muito comparado à Nigel Mansell pelo fato do inglês não ter sido um primor de técnica, mas com sua valentia, agressividade e coragem, Nigel conseguia andar no mesmo nível das grandes estrelas de sua época. Assim foi Felipe Massa em seus já muitos anos de F1. Longe de ser o melhor piloto da F1 de sua geração, Massa sempre andou no limite e com sua pilotagem forte, teve um bom período enfrentando pilotos melhores do que ele de igual para igual, os superando algumas vezes. Como Mansell. E como Mansell, Felipe Massa parece conseguir poderes mágicos quando está correndo em casa. Esse final de semana em Interlagos mostrou um Felipe Massa forte como há muito tempo não se via, mas ainda assim cometendo presepadas dignas de pastelão. Como Mansell. Com a Mercedes basicamente imbatível nesse ano, Massa chegou a dar um susto nos carros prateados ao ficar menos de um décimo atrás do duo Rosberg-Hamilton no Q3 e se não fosse uma problemática última volta rápida, Felipe poderia dar um pouquinho mais de trabalho aos favoritos da Mercedes. Na corrida, com toda a torcida fazendo uma enorme festa para ele, Massa fez uma ótima largada e corria muito forte, algumas vezes no mesmo ritmo das Mercedes à sua frente, superando com alguma facilidade seu forte companheiro de equipe Bottas. Porém, a vida de Felipe não seria totalmente tranquila por trapalhadas do próprio brasileiro em dois dos seus três pit-stops, onde passou do limite de velocidade no primeiro momento e depois entrou no pit errado, confundindo os seus mecânicos com os da McLaren. Sorte que Bottas fez uma corrida ainda mais problemática e Massa foi soberbo na pista, conseguindo um emocionante pódio na frente de sua torcida, que invadiu a pista no melhor estilo Monza. A boa exibição de Massa demonstra do que o brasileiro é capaz num bom dia, relembrando seus tempos de 'Nigel' Massa. Pena que essas exibições são mais exceções do que regra.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Figurão(BRA): Ferrari
Neste final de semana em Interlagos, pode-se fazer um resumo do quão ruim foi 2014 para a Ferrari. Durante a classificação, a câmera on-board de Fernando Alonso flagrou o espanhol fazendo o típico gesto italiano de que não estava acreditando no que via. O rádio denunciou a revolta de Alonso com o fato da Ferrari ter liberado o espanhol com as baterias ainda não carregadas, deixando o carro de Alonso sem potência bem no momento em que o desmotivado espanhol tentaria fazer outro 'algo mais' em sua pobre Ferrari. Foi apenas um pequeno exemplo da falta de gestão dentro da Ferrari este ano, onde coisas simples, até mesmo banais, são deixadas ao acaso. O treino e a corrida em Interlagos viu os dois carros da Ferrari longe da briga por, sequer, um pódio, se isolando cada vez mais como a quarta força do ano, com Alonso e Raikkonen ficando apenas em sexto e sétimo respectivamente, com Fernando não tendo mais a motivação para conseguir tirar tudo e mais um pouco da Ferrari, esse final de ano ferrarista, e também final de relacionamento com Alonso, tende a ser melancólico.
domingo, 9 de novembro de 2014
Decisão esquentou
Quando a Pirelli anunciou que utilizaria em Interlagos os pneus duros e médios, os pilotos, liderados por Felipe Massa, reclamaram bastante da escolha e a Pirelli acabou mudando para os pneus médios e macios. O que os italianos não contavam era com o calor em São Paulo que produziu uma das maiores secas da história daquela região do país. Se a estratégia era de duas paradas, o forte calor e as bolhas fez com que a maioria dos pilotos visitassem os boxes três vezes, inclusive os dois pilotos da Mercedes, que dominaram a corrida inteira, com Rosberg superando Hamilton num final de corrida tenso, onde havia a expectativa de Lewis tentar outra manobra vencedora sobre o companheiro de equipe, mas o inglês deve ter pensado mais no campeonato, mesmo que em Abu Dhabi, Hamilton tem que chegar no mínimo em segundo lugar. Para delírio da torcida, Felipe Massa superou duas trapalhadas em suas paradas para ser o terceiro colocado, o que nos dias atuais significa ser o 'melhor do resto'.
Se havia a previsão de chuva, para alegria dos que queriam uma corrida tumultuada e também dos paulistanos, ávidos por água em seus reservatórios, o domingo reservou um forte calor que acabou mudando um pouco a cara do Grande Prêmio do Brasil, mas não influenciando muito o resultado, com os três pilotos que foram à entrevista coletiva de sábado terem ido ao pódio, na mesma formação. Rosberg largou bem, seguido por Hamilton e todo o pelotão. O forte calor fez com que os pneus macios durassem, em média, sete voltas para todos os pilotos e ainda assim os compostos médios sofreram bastante, com bolhas aparecendo principalmente nos pneus dianteiros. Quando todos estavam calçados com os pneus de banda branca, Hamilton parecia melhor do que Rosberg, que reclamava que estava saindo de frente e de traseira. Quando Nico fez sua segunda parada, Hamilton aproveitou para fazer uma assombrosa melhor volta, com os pneus desgastados e cheio de bolhas, fazendo com que o inglês ficasse uma volta a mais para dar o bote em Nico. Essa aposta acabou falhando quando Lewis saiu da pista na curva do Lago e perder muito tempo. Se a expectativa era que Hamilton saísse de sua segunda parada à frente de Nico, ele acabou mais 7s atrás do alemão, mas quem disse que Lewis desiste fácil? Sofrendo menos do que o companheiro de equipe com os pneus, Hamilton foi tirando a diferença e na terceira rodada de paradas, Hamilton colou no companheiro de equipe. Por sinal, nos rádios, os engenheiros nunca se referiam 'Nico' ou 'Lewis', mas seu 'companheiro de equipe'. Como falou Felipe Nasr antes da prova: acabou o amor. E foi por essa falta de amor que o final da corrida foi tenso, com os dois carros da Mercedes próximos e Hamilton vindo com um histórico de ultrapassagens decisivas em cima de Rosberg nas últimas provas. Hamilton colocou o carro por dentro algumas vezes, mas em nenhum momento forçou a barra. O inglês parecia mais rápido, mas pensou no campeonato e ficou em segundo, posição que terá que repetir em Abu Dhabi, se quiser se tornar bicampeão daqui a duas semanas. Nico Rosberg encerrou um incômodo jejum que durava já alguns meses, mas sua situação ainda é complicada, pois mesmo vencendo, um resultado altamente possível no Oriente Médio, ele terá que torcer que Hamilton fique de terceiro para baixo. Com o domínio da Mercedes atualmente, somente problemas atípicos poderá fazer com que um ou dois carros prateados fiquem nas duas primeiras posições em qualquer pista.
Se não fosse duas trapalhadas em duas das três visitas aos boxes neste domingo, Felipe Massa poderia ter conquistado o terceiro lugar com ainda mais facilidade. Primeiro, Massa não respeitou o limite de velocidade no pit-lane no primeiro pit-stop e por isso, o brasileiro teve sua segunda parada atrasada em 5s por punição. Em sua parada final, Massa confundiu os mecânicos da Williams com os da McLaren, que também usam branco, e perdeu um tempinho. Sorte que na pista, Felipe fez uma de suas melhores corridas nos últimos tempos, sendo muito sólido e rápido em praticamente as setenta e uma voltas da corrida de hoje. Em vários momentos Massa andou no mesmo ritmo da Mercedes e em condições iguais, mostrando do que Felipe Massa é capaz num bom dia, mas o problema que a corrida de hoje é cada vez mais uma exceção do que uma regra. Desta vez Bottas fez uma corrida para esquecer, com o finlandês também enfrentando pequenos problemas (seu cinto de segurança se soltou e precisou ser ajustado na segunda parada e uma sobreviseira que ficou enganchada na asa traseira) que o fizeram chegar apenas em décimo, após ficar em quarto no começo da corrida, andando na mesma balada de Felipe Massa. Muita gente reclama que o Galvão Bueno torce demais para os brasileiros, Felipe Massa em particular, mas hoje o narrador global se comportou bem, torcendo para o amigo Massa, mas sem ser ridículo, ao contrário dos comentaristas, principalmente Luciano Burti, que torcia por um toque dos dois carros da Mercedes para favorecer Felipe.... Mas depois de Massa, o melhor brasileiro em Interlagos foi Nelson Piquet, que foi simplesmente hilário brincando com Niki Lauda!
Jenson Button, possivelmente em suas últimas corridas pela F1, fez uma boa prova, terminando num bom quarto lugar, chegando a ameaçar Felipe, mas ficando distante no final. Quando o inglês teve que suar para ultrapassar Raikkonen, um dos poucos que fez duas paradas, Button viu a aproximação de Vettel nas voltas finais, mas o piloto da McLaren segurou bem a posição e amealhou importantes pontos no campeonato, principalmente de construtores. Já Kevin Magnussen foi mais discreto, mas ainda assim conseguiu bons pontos com um nono lugar. Vettel fez uma prova correta, após um erro na primeira volta ter anulado sua boa largada e ficar numa posição difícil nas primeiras voltas, atrás da Ferrari de Alonso. Livre do espanhol, Vettel chegou bem próximo de Button, num fim de semana em que a McLaren andou mais do que a Red Bull, que viu um estranho abandono de Ricciardo, quando a suspensão dianteira esquerda aparentemente arriou bem no final da reta dos boxes, mas sem maiores danos ao carro, mas garantindo o segunda abandono do australiano. A Ferrari fez o seu papel em ficar com as posições finais de pontos, com Alonso sempre lutando muito, mas sem ter o que fazer com um carro ruim e sem velocidade de ponta. Raikkonen tentou uma estratégia arriscada de duas paradas num dia em que o desgasta excessivo de pneus deu o tom, mas desta vez o finlandês fez uma boa corrida, onde pela primeira na temporada travou uma briga acirrada com Alonso, só superado pelo espanhol, com melhores pneus, já no finalzinho da corrida. Hulkenberg também não fez suas paradas na janela normal de pit-stops e garantiu uma boa subida no pelotão, marcando pontos depois de um incômodo jejum, chegando a liderar a corrida de forma efêmera. A Sauber deu a impressão de marcar pontos finalmente com Gutierrez, que largou melhor do que Raikkonen, mas o tempo provou que o mexicano não tem um ritmo de corrida consistente, e logo Gutierrez foi ficando pelo caminho, enquanto Sutil acabou com todos os sonhos da Sauber ao ter um pit-stop errático e ser o último a completar a corrida. Kvyat tentou uma estratégia diferente, mas acabou próximo do seu companheiro de equipe Vergne, enquanto a Lotus proveu o segundo abandono do dia com Grosjean e não repetiu a boa exibição de Austin semana passada.
Foi uma corrida interessante essa em Interlagos e com Felipe Massa no pódio, garantiu o júbilo da torcida em São Paulo. Para o campeonato, a quinta vitória do ano de Nico Rosberg abre novamente a luta pelo título para a prova final, em Abu Dhabi. Se os pontos fossem distribuídos de forma normal no Oriente Médio, Hamilton estaria com uma mão na taça, mas como a pontuação será dobrada, um mal dia do inglês poderá entregar a taça de badeja para Rosberg. Nas outras duas oportunidades em que Hamilton esteve envolvido diretamente na luta pelo título, o inglês se mostrou frágil e longe de brigar de verdade pela vitória. Essa será a cartada de Nico Rosberg daqui a duas semanas, quando esse campeonato, que já é histórico, será decidido dentro do seio da Mercedes.
sábado, 8 de novembro de 2014
Domínio apertado
Ver o grid com a Mercedes fazendo nova dobradinha na fila um, com a Williams completando a segunda fila pode dar a impressão de outro domínio dos tedescos em Interlagos, mas observando mais de perto como foi o Q3, o time da estrela de três pontas teve um pouco mais de trabalho do que nas provas anteriores, com sua cliente apertando um pouco mais, particularmente nos setores de reta em Interlagos.
Tentando se manter na briga pelo título, Nico Rosberg marcou a sua terceira pole consecutiva e aproveitando o novo asfalto em Interlagos, fez a volta mais rápida do circuito paulistano com um F1. Mesmo errando feio em sua volta derradeira, Lewis Hamilton ficou em segundo, mas em sua situação no campeonato, basta ao inglês marcar Rosberg para papar o título em Abu Dhabi, só resta saber se Hamilton, tão frágil quando brigou pelo título em 2007 e 2008, terá essa paciência para controlar o campeonato e fazer provas impecáveis como as duas anteriores. Felipe Massa, sempre comparado a Nigel Mansell, teve uma performance hoje de Leão em Silverstone em seu Williams. Usando a força da torcida, que urrava quando Felipe passava pela reta principal, Massa fez sua melhor classificação no ano, talvez até melhor do que quando foi pole na Áustria. Felipe não apenas superou seu companheiro de equipe Bottas, algo não muito comum em 2014, como se aproximou das Mercedes a ponto de ficar menos de um décimo atrás de Rosberg na primeira tentativa de todos no Q3. Andando no fio da navalha para tentar o feito de derrotar a Mercedes, Massa e Bottas erraram em suas tentativas finais e abortaram as suas respectivas voltas, deixando a tradicional primeira fila para Rosberg e Hamilton decidirem a vitória amanhã.
A esperada (literalmente!) chuva ainda não chegou a afetar o final de semana na F1, mas ela pode aparecer justamente na corrida, trazendo um tempero especial à prova. Ao contrário do que os torcedores brasileiros esperam, a chuva não deverá ser tão boa para Massa, já que a Williams mostrou ao longo da temporada não andar bem em piso molhado, fora a pequena aversão de Massa a esse tipo de condições. Mas que uma chuva animaria ainda mais uma corrida tensa entre os dois pilotos da Mercedes, ah, seria bem interessante!
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Bolso cheio
Nos últimos anos, Galvão Bueno implicou bastante com dois pilotos pelo mesmo motivo, por serem pilotos-pagantes: Sergio Pérez e Romain Grosjean. No caso do francês, a birra era ainda maior porque Grosjean 'tirou' o lugar de Bruno Senna na Lotus no início de 2012. Porém, pilotos-pagantes são muito comuns na história da F1 e alguns dão certo, com Niki Lauda sendo a maior referência, além de Michael Schumacher no comecinho da carreira do alemão. Ou seja, ser piloto-pagante não é nenhum grande demérito, desde que tenha talento para se manter na F1 por seus próprios meios.
Nesta quarta-feira Felipe Nasr anunciou, no Jornal Nacional, que assinara um contrato de dois anos com Sauber a partir de 2015, pegando de surpresa muita gente. A Sauber já havia contratado o também piloto-pagante Marcus Ericsson para a próxima temporada e como a equipe suíça está passando por um sério problema financeiro, era esperado que a segunda vaga permanecesse com Esteban Gutierrez e os milhões da Telmex, fora que o mexicano já tem duas temporadas de experiência. Nasr tem o forte patrocínio do Banco do Brasil e o dinheiro brasileiro falou mais alto que o mexicano, garantindo um lugar para Felipe na equipe no próximo ano.
O fato de ter dois pilotos-pagantes demonstra o quão a Sauber está afundada em sua crise financeira e isso não pode ser um bom sinal para Nasr. Mesmo a Sauber já tendo revelado vários pilotos ao longo de sua vida na F1, a equipe suíça está tendo um 2014 tenebroso, ficando atrás até mesmo da quase falida Marussia sem nenhum ponto marcado, o que poderá caracterizar a atual temporada como a pior da Sauber em sua longa história. Com dois pilotos quase novatos e sem tanto dinheiro para investir, a Sauber poderá ter outro ano bastante complicado em 2015. Ericsson já mostrou não ser nenhum virtuose, mas montado na grana, o sueco garantiu outro ano na F1, mas pelo o que já fez nas categorias de base e nos poucos testes como piloto reserva da Williams, Nasr tem a obrigação de derrotar Ericsson mesmo o nórdico partindo para a sua segunda temporada na F1.
Esse é o mundo cruel da F1. Se não quiser ficar tachado unicamente como 'pay-driver' e ser ridicularizado por Galvão (algo que não ocorrerá com Nasr por ser brasileiro), Felipe Nasr necessita superar seu companheiro de equipe e, como eu falo, fazer um diferente, mostrar algo mais, para se estabelecer na F1 nos próximos anos e, com a possível aposentadoria de Felipe Massa nas próximas temporadas, ser o único brasileiro na F1. Mesmo não ganhando a GP2 em três tentativas, Nasr mostrou talento em outras categorias e foi muito bem no primeiro treino livre em Austin semana passada. O dinheiro já garantiu o brasiliense na F1, mas só o talento de Nasr garantirá sua continuidade na categoria.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
A difícil arte de parar
Certa vez o ex-jogador Falcão disse que o jogador de futebol morre duas vezes. A primeira, quando para de jogar e a segunda é a natureza humana que faz seu trabalho. As atitudes de Rubens Barrichello nos últimos tempos mostram que o brasileiro ainda não se tocou que a F1 virou passado para ele e a própria F1 o vê apenas como um cara legal, que passou muitos anos na categoria e é o recordista de corridas.
Comentarista da Globo nos últimos anos, Barrichello tentou várias vezes um lugar na F1. No ano passado, ele negociou com Sauber e Lotus para participar do Grande Prêmio Brasil, fracassando em ambas as tentativas. Neste ano, viajando para Cingapura pela Globo para comentar a corrida, Rubens se ofereceu à Mercedes como piloto reserva, Isso foi um dos motivos para a Globo educadamente chutar o traseiro de Barrichello de suas transmissões e muitas pessoas que fazem as transmissões globais falaram que Rubinho ainda não se aceita como um ex-piloto de F1.
Isso ficou evidenciado com a informação desse tarde, onde Rubens Barrichello estava praticamente acertado com a Caterham para fazer as últimas três provas de 2014, só não consolidando o negócio pela falência do time verde.
Em entrevistas com ex-atletas, todos falam que o momento de parar é um dos mais difíceis da carreira. É quase unânime. Barrichello, mesmo sendo líder do Brasileiro da Stock Car, parece que está tendo essa dificuldade, algumas vezes se colocando em situações até mesmo vergonhosas, onde força a barra para entrar na F1. Quando já corria por uma decadente Williams, Rubens cansou de dizer que ainda sonhava em ser campeão e talvez por não ter conseguido seu objetivo, Barrichello sente-se em dívida consigo mesmo e tenta, mesmo sendo basicamente impossível hoje em dia, concretizar esse sonho. Barrichello poderia muito bem se focar na Stock, cuidar do início da carreira dos filhos no kart e comentar aqui e ali a F1, mas Rubens ainda se vê como um piloto de F1 sem cockpit, à espera de um lugar para realizar o seu sonho. Porém, a realidade é outra e já passou a hora de Barrichello ver que seu tempo já passou e parar com a F1.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Figura(EUA): Lewis Hamilton
Se ano passado Sebastian Vettel ganhou as nove provas finais, este ano corre-se o 'risco' de se ver algo parecido com Lewis Hamilton. O inglês da Mercedes conseguiu a quinta vitória consecutiva nesta temporada, a décima em 2014, e se colocou como o grande favorito para conquistar o campeonato deste ano e se tornar bicampeão mundial. Hamilton mostrou mais uma vez ser um piloto muito mais maduro do que em outros tempos. Com problemas nos freios durante a classificação, Lewis perdeu a pole para Rosberg por uma boa margem. Em outros tempos, isso poderia fazer a cabeça de Hamilton entrar em parafuso, ainda mais que o inglês largaria no lado sujo da pista texana. Porém, Lewis Hamilton se preocupou apenas em largar bem o suficiente para se manter em segundo e atacar Nico Rosberg mais tarde. Concentrado apenas em atacar o seu 'companheiro' de equipe, Hamilton forçou o ritmo assim que colocou os pneus médios e identificou que o melhor lugar para se ultrapassar é no final da reta oposta. Hamilton tentou uma vez, mas Nico Rosberg se defendeu bem. Na segunda tentativa, Hamilton foi com decisão e quando Rosberg percebeu, já tinha o inglês do seu lado de dentro. Nico ainda jogou o seu Mercedes contra Hamilton, mas o inglês não se intimidou e completou a ultrapassagem na freada, deixando a Nico a zebra externa e o segundo lugar. Assim como aconteceu no malogrado Grande Prêmio do Japão, Hamilton saiu de Austin não apenas com a vitória na pista, como também com uma vitória psicológica, justamente o antigo ponto forte de Rosberg e o ponto fraco de Lewis. O inglês da Mercedes não foi mais incomodado até a bandeirada e ao abrir 24 pontos no campeonato, Lewis Hamilton começa a pensar se comemorará o seu bicampeonato com a sétima vitória consecutiva e décima segunda em 2014 em Abu Dhabi.
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