quarta-feira, 7 de julho de 2021
Que pena...
segunda-feira, 5 de julho de 2021
Figura(AUT): Lando Norris
Uma semana atrás, na mesma pista de Red Bull Ring e com o mesmo clima de domingo passado, Lando Norris finalizou o Grande Prêmio da Estíria em quinto, uma volta atrás do vencedor Max Verstappen. Nesse final de semana Norris fez o 'algo a mais' e tirou mais da sua McLaren para não apenas beliscar o pódio, como ficar apenas 20s atrás do mesmo Verstappen. E isso porque Lando tomou uma duvidosa punição de 5s. Já no sábado Lando mostrara a que vinha quando por muito pouco não tirou o doce da boca de Verstappen, perdendo a pole por menos de um décimo. Com o ritmo de Max, Pérez e dos carros da Mercedes, era esperado que Norris fosse engolido por esse pelotão ainda nas primeiras voltas, mas não foi isso o que aconteceu. O piloto da McLaren se manteve em segundo, não se intimidou com os ataques de Pérez e atacado por Hamilton durante vinte voltas, só foi ultrapassado depois de muita luta, o que valeu um elogio via rádio de Lewis. Punido pelo incidente com Pérez, perdeu a posição para Bottas, mas em nenhum momento o inglês da McLaren se viu distante do segundo carro da Mercedes e quando Hamilton passou a ter problemas com seu carro, ganhou um merecido lugar no pódio numa pilotagem de alto nível. Ainda em quarto no Mundial de Pilotos, Lando Norris vem sendo um dos destaques positivos de 2021.
Figurão(AUT): Sergio Pérez
O mexicano da Red Bull finalmente está alcançando o objetivo de quando foi contratado, que é andar no mesmo ritmo de Max Verstappen, ajuda-lo quando necessário e conseguir bons pontos no Mundial de Construtores. Porém, Sergio Pérez teve uma pequena recaída na segunda passagem do Red Bull Ring e fez uma corrida bastante ruim e não conseguiu os objetivos do dia. Tudo começou com uma tentativa de ultrapassagem para lá de otimista em cima de Lando Norris na primeira volta, que o fez sair da pista. Completando 200 GP's nesse final de semana, Pérez deveria saber que se colocar por fora naquela situação é potencialmente perigoso para sair da pista e ir para a brita, num dos poucos locais onde ainda há brita no Red Bull Ring. Caindo para a décima posição, era esperado que Pérez conseguisse uma corrida de recuperação, lembrando que a pista austríaca permite ultrapassagens, porém, o que se viu foi um corrida irritantemente burocrática de Pérez, onde não ultrapassou ninguém na pista. Ao contrário, pois Pérez tomou uma de Sainz e para não completar o duplo carimbo ferrarista, por que Checo colocou Leclerc para fora da pista duas vezes, lhe rendendo 10s de punição. Apenas sexto colocado usando o mesmo carro do dominador da corrida, Pérez viu a Red Bull marcar apenas dois pontos a mais do que a Mercedes no cômputo geral. Muito aquém para quem foi contratado para marcar bons pontos para a equipe e pelo contexto do que foi a corrida, tirar importantes pontos de Hamilton.
domingo, 4 de julho de 2021
Fim da zica
Em certos momentos a prova de Mid-Ohio nessa tarde parecia um pouco com a corrida austríaca pela manhã, com um piloto dominando da prova e sem ser incomodado. Newgarden fez três quartos de prova muito parecido com Verstappen na F1, onde massacrou a concorrência sem ser incomodado. A briga parecia restrita à segunda posição, entre Colton Herta e o surpreendente Marcus Ericsson, que somente em sua terceira temporada na Indy e segunda na poderosa Ganassi, começa a mostrar bons resultados. No entanto, a Andretti não esteve num bom dia nos pit-stops e Herta perdeu tempo precioso nas suas duas visitas programadas, deixando Ericsson sozinho, mas 7s atrás de Newgarden.
Grande dominador no circuito em Ohio, Scott Dixon fazia uma corrida discreta, onde tocou em Will Power na relargada e com um ritmo lento, segurava um trenzinho a prova inteira. Na saída da segunda parada, apenas um piloto saiu desse trem e foi justamente o líder do campeonato Alex Palou, que pulou para terceiro e se isolou na posição, ganhando pontos importantes frente à Pato O'Ward, um dos que ficaram no rastro de Dixon, junto com Alexander Rossi, Graham Rahal e Romain Grosjean, em ótimo temporada de estreia na Indy.
A temporada de azares da Penske parecia restrita ao abandono de Power, que após toque com Dixon ainda foi abalroado por Ed Jones e saiu do carro com a mão direita machucada. Mesmo Simon Pagenaud e Scott McLaughlin fazendo corridas medíocres, Newgarden parecia intocável na frente. Parecia. Num desgaste anormal de pneus, Ericsson dizimou a diferença que tinha para Newgarden e abriu a última volta menos de 1s atrás do piloto da Penske, que nessa hora rezava para todos os santos que a corrida terminasse sem maiores problemas, o que acabou acontecendo. Bem na semana em que a Penske comemorou os cinquenta anos da primeira vitória na Indy, o incômodo jejum da equipe terminou em grande estilo, com Josef Newgarden espantando os fantasmas para voltar a vencer.
Massacre da laranja mecânica
O veterano inglês teve um domingo totalmente esquecível nesse domingo. Mesmo não tendo ritmo para chegar em Verstappen, manter a segunda posição era primordial para diminuir os danos, porém, Hamilton forçou demais e acabou danificando o carro numa zebra, aumentando o consumo de pneus. Alcançado por Bottas, Hamilton se viu numa situação fragilizada quando o finlandês trouxe à reboque Norris, se tornando impossível uma ordem de equipe, não restando outra alternativa para a Mercedes pedir que Hamilton deixasse Bottas passar, além de ser ultrapassado por Norris. O pálido quarto lugar faz com que a diferença para Verstappen suba para mais do que uma corrida, mas o aspecto psicológico pode ser ainda mais danoso para Hamilton, conhecido por seu ponto fraco ser justamente o lado psicológico. Foram dois finais de semana onde a Red Bull tinha claramente um carro mais rápido e a Mercedes ficou sem respostas, deixando Hamilton na mão. Como líder da equipe, Hamilton tem obrigação de trabalhar em duas frentes. Fora da pista, tirar um algo mais da poderosa Mercedes. Dentro da pista, tirar mais coelhos da cartola, como no Bahrein e se a soberania da Red Bull continuar, que isso se torne mais frequente.
sábado, 3 de julho de 2021
E a galera vibra
Com apenas uma semana separando as duas provas no Red Bull Ring, a chance de surpresas caiu drasticamente e foi o que se viu nesse sábado. Após ter seu contrato renovado com a Alpine, Esteban Ocon entrou numa espiral descendente, claro que ajudado pelo crescimento de Fernando Alonso, que após um início claudicante em sua volta, começa a mostrar sua magia e tesão. A forma como reagiu quando foi atrapalhado por Sebastian Vettel no final do Q2 deu a medida do tamanho da gana de Alonso. Falando em Q2, George Russell finalmente quebrou a barreira dessa parte do treino e pela primeira vez na carreira foi ao Q3 com a Williams, mas houve detalhes que aumentam o feito de Russell. Se alguns pilotos à sua frente estavam com os pneus macios, George conseguiu ir ao Q3 com os pneus médios, superando no processo a dupla da Ferrari, que usava o mesmo composto. Foi uma das grandes exibições em classificação em 2021 a de Russell. Porém, Lando Norris foi tão espetacular quanto Russell, colocando sua McLaren na primeira fila com uma volta sensacional, deixando a situação de Daniel Ricciardo ainda mais crítica, pois novamente o australiano sequer foi ao Q3.
Se os ingleses tem a certeza que seu futuro na F1 está muito bem, obrigado, eles se preocupam com o presente. Com o contrato renovado com a Mercedes por mais dois anos, Lewis Hamilton fez o que dele se espera, lutou muito, mas o heptacampeão só foi capaz de ser quarto colocado, derrotado pelo compatriota Norris e por Pérez, que fazia até o Q1 um final de semana opaco. Hamilton precisa começar a tirar coelhos da cartola, se quiser ter chances de lutar com Verstappen nesse ano. Max esteve simplesmente imparável nesse sábado. Mais rápido o tempo todo, levantou sua torcida a cada passagem, como se fosse aquele centroavante que marca os gols que faltaram à Holanda na Eurocopa, fazendo com que os torcedores fossem para a Áustria torcer por Max. Se a Orange decepcionou nos gramados, Max está compensando nas pistas.
sexta-feira, 2 de julho de 2021
A última de Montoya
Apesar da fama de veloz, Montoya parecia uma pálida e gorda sombra de si mesmo, um piloto desmotivado numa McLaren funcionando em torno de Kimi Raikkonen. Correndo em Indianápolis, templo onde vencera as 500 Milhas seis anos antes, Montoya tinha ao lado de si boa parte da torcida colombiana, mas Juan Pablo não era favorito em 2006. Fernando Alonso vinha de quatro vitórias consecutivas, pavimentando o caminho para o bicampeonato, mas a Ferrari reagiu na América, com Michael Schumacher vencendo facilmente e Felipe Massa completando a dobradinha da Ferrari.
Um ano antes Indianápolis tinha visto o vexaminoso evento em que os pneus da Michelin não aguentavam o tranco na parte inclinada da curva do oval, forçando o abandono voluntário de quatorze carros ainda na volta de apresentação, deixando a corrida em Indianápolis com apenas seis carros, destruindo naquele momento a chance da F1 conseguir seu sonhado mercado nos Estados Unidos. O público apareceu em 2006, mas infelizmente os americanos novamente veriam poucos carros correndo. Um múltiplo acidente na primeira curva acabou em sete abandonos na hora, mas outros três carros encostariam nas voltas seguintes. De verdade, apenas doze carros correram à vera em Indianápolis. Um dos que se enroscaram na primeira curva do Grande Prêmio dos Estados Unidos de 2006 foi Juan Pablo Montoya, que tocou em Raikkonen e causou o duplo abandono da McLaren.
Montoya nem parecia ligar para o acidente e nas horas seguintes chocaria o mundo ao anunciar que iria retornar à equipe Ganassi que tanto sucesso conquistou na Indy, mas dessa vez correria na Nascar. Todos pensavam que Montoya havia enlouquecido, inclusive Ron Dennis, que praticamente dispensou Montoya após a prova em Indianápolis e aquela curtíssima corrida foi a última de Montoya na F1. Para quem imaginava que o colombiano se tornaria um estrela consolidada, Montoya saiu da F1 mais como uma estrela cadente.








