quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

F1-75

 


Das muitas equipes que focaram em 2022 com os novos regulamentos, a Ferrari é o time que mais se tem expectativas. Completando quinze anos sem título e desde 2019 longe das vitórias, a Ferrari vai com uma dupla de pilotos muito forte tentar alçar voos maiores nessa temporada e voltar aos tempos de glória.

A Ferrari foi mais uma equipe que apostou alto no novo regulamento desse ano e mesmo evoluindo bastante em 2021, após um 2020 horroroso, o time de Maranello olhou com muito carinho para 2022 e muitas vezes declarou que o desenvolvimento do bólido do ano passado ficou de lado para olhar para o carro desse ano. O resultado foi um novo carro muito bonito e a volta do preto nos aerofólios, lembrando o visual dos anos 1980 e 1990, tempos muito parecidos com o atual. Desde a saída de Todt, Schumacher e Brawn nos tempos gloriosos dos anos 2000, a Ferrari entrou em claro declínio e com várias mudanças de no alto clero da equipe. Hoje Mattia Binotto tentar reverter essa tendência de várias trocas de chefes e devolver a Ferrari os bons tempos de vitórias e títulos, algo que não acontece desde 2007, quando Todt ainda estava na equipe. Um jejum incômodo, como acontecia nos anos 1980 e 1990.

O novo carro tem algumas novidades visuais, mas os pilotos permanecem os mesmos. Por enquanto, Charles Leclerc e Carlos Sainz vem se mostrando uma dupla sólida e forte para levar a Ferrari aos bons tempos, mas enquanto não há briga por vitórias, ainda há harmonia, porém, percebe-se uma certa animosidade entre eles, que andaram juntos em muitas corridas e disputaram fortemente em muitas oportunidades. Se Leclerc é visto como o futuro da Ferrari, Sainz superou o monegasco em sua primeira temporada na Ferrari. Há o receio de quando a Ferrari tiver um carro realmente forte para brigar pela vitória, a harmonia dentro dos boxes ferrarista esteja em perigo.

Porém, a Ferrari espera conseguir estar nessa situação de brigar por vitórias e espera dar o pulo do gato com o novo regulamento com sua forte dupla de pilotos. 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

FW44

 


Depois de uma temporada em que retornou ao pódio depois de muito tempo na F1, a Williams vai para 2022 com a expectativa de continuar crescendo, mesmo com a saída de George Russell, piloto que fez um ótimo trabalho em Grove e se mudou para a Mercedes. Com Nicholas Latifi pagando as contas, a Williams esperar que Alex Albon possa liderar o time.

A Williams mudou bastante suas cores em relação ao ano passado, retornando a um belo azul e com o novo patrocínio da Duracell. O carro está belo, mas é na pista onde os resultados são conquistados e a Williams espera ficar de vez no pelotão intermediário, deixando a Haas (ou qualquer outra) sozinha como a pior equipe. Com Russell indo para a Mercedes, a Williams perdeu sua reserva técnica que espera suprir com Alex Albon. O anglo-tailandês ainda está ligado à Red Bull, mas claramente sem chances com os austríacos, Albon ficou um ano no DTM antes do seu retorno à F1 para correr ao lado de Latifi, com quem formou dupla na F2. Albon foi mais uma vítima da velocidade de Verstappen, sem contar a prioridade pela Red Bull ao neerlandês. Quando esteve na Toro Rosso e em alguns momentos na Red Bull, Albon mostrou velocidade e a Williams espera dele a liderança que Russell exerceu tão bem, principalmente no último ano. Já de Latifi é esperado que seu pai bilionário nunca atrase as faturas...

Um fato que chamou atenção no novo Williams foi a retirada do S do Senna depois de 28 anos. Algo que percebido por muitos fãs, mas não deixa de mostrar um certo divórcio da antiga Williams, liderada pela família Williams, com essa nova Williams, tendo a Dorilton como dona. É inegável que a Williams deu um salto em 2021, mas ainda falta muito para o time voltar realmente aos bons tempos.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

AT03

 


A Alpha Tauri desnudou seu terceiro carro de sua passagem na F1, sem contar, lógico, os antepassados do time italiano. O carro praticamente não tem nenhuma grande novidade na pintura, onde ficou claro que apenas colocaram as cores do carro de 2021 no modelo desse ano. Essa simplicidade será o suficiente para a Alpha Tauri dar o pulo do gato?

Assim como a grande maioria do grid, os novos regulamentos para 2022 são as grandes esperanças para a Alpha Tauri brilhar. O problema é que mais da metade do grid pensa exatamente a mesma coisa. Os pilotos são os mesmos de 2021 e ambos tem objetivos distintos na altura de suas carreiras. Pierre Gasly só está na F1 devido ao apoio da Red Bull, mas o francês tem nessa vantagem também um carma, pois mesmo mostrando evolução contínua desde que entrou na F1, Gasly ainda não teve a chance num time fora do seio da Red Bull e Pierre sabe que ser companheiro de equipe de Max Verstappen não é uma das tarefas mais fáceis do mundo. Gasly já venceu corrida, subiu ao pódio e levou a Alpha Tauri nas costas em 2021, mas o francês parece frustrado por não ter dado ainda o passo seguinte para se tornar um piloto de ponta e 2022 será outro ano decisivo para conseguir um bom lugar na F1, seja na Red Bull ou em outra escuderia.

Já Yuki Tsunoda espera evoluir. E precisa disso também! O japonês mostrou alguma velocidade, mas seus erros de principiantes se tornaram notórios, assim como os palavrões via rádio, algo bem incomum para os educados nipônicos. Mesmo ficando bem abaixo de Gasly, Tsunoda conseguiu outra chance na Alpha Tauri, mas mesmo sendo protegido pela Honda, Yuki sabe que a F1 (e Helmut Marko em particular) não dá muitas chances à jovens pilotos rápidos e até agora erráticos como ele.

Com dois pilotos bem diferentes entre si e com objetivos claros em 2022, a Alpha Tauri tentará, assim como Gasly e Tsunoda, evoluir dentro do pelotão intermediário nessa temporada.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

MCL36

 


Continuando a maratona de lançamentos na F1, hoje foi a vez da McLaren mostrar seu novo carro para 2022 e diferente dos lançamentos anteriores, a McLaren teve mudanças significativas em seu lay-out, com as cores preta e azul celeste aparecendo com destaque junto ao tradicional laranja papaia da equipe. O resultado ficou bonito, mas a esperança de todos na McLaren é que o carro mantenha a equipe nas primeiras posições.

Mesmo perdendo uma posição no Mundial de Construtores em relação à temporada anterior, não se pode falar em declínio da McLaren. O time conseguiu sua primeira vitória em nove anos com direito a dobradinha, fez pole e subiu ao pódio algumas vezes. Muito disso se deveu à Lando Norris, que teve uma ótima temporada e até a metade do ano ocupava uma impressionante terceira posição, à frente de Bottas e Pérez, bem melhor equipados do que o jovem inglês. Norris poderia ter vencido na Rússia, mas acabou traído pela chuva e depois disso, Lando perdeu rendimento, mas não a perspectiva de que o inglês tem um belo futuro pela frente e tanto a McLaren sabe disso, que renovou com ele até 2026. Mesmo brilhando, Norris não deu a esperada vitória para a McLaren. Quem teve esse gostinho foi Daniel Ricciardo, o que não deixa de ser irônico. 

O australiano foi trazido à peso de ouro para liderar o renascimento da McLaren, mas em nenhum momento Ricciardo se sentiu à vontade no carro, sendo superado repetidas vezes por Norris. Não faltaram eliminações vexatórias no Q1, mas Ricciardo soube aproveitar bem a chance que teve em Monza para vencer e devolver à McLaren o sabor delicioso da vitória. Mesmo que seja na sapatilha suada de Daniel...

A McLaren tentará manter a fase ascendente e ficar mais próxima da briga pela vitória. A dupla de pilotos e o pacote técnico será basicamente o mesmo. Com Norris e Ricciardo, a McLaren tem uma parceria muito forte e ambos tem objetivos bem claros para 2022, com Lando esperando manter seu crescimento e subir ao alto do pódio finalmente, enquanto Daniel quer se adaptar mais rapidamente ao carro e ao time, andando no mesmo ritmo de Norris. Com um time em crescimento e dois pilotos de ponta, a McLaren tem tudo para se manter em viés de alta em 2022.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

AMR22

 


A Aston Martin mostrou hoje seu belo carro para tentar reverter sua temporada abaixo das expectativas de 2021, quando a Racing Point se transformou em Aston Martin e mesmo fortemente apoiada pela Mercedes, o time acabou fracassando, apesar de ter o reforço de Sebastian Vettel. Porém, como fala o dono da Aston Martin Lawrence Stroll, 2021 foi apenas o primeiro ano de uma jornada que no final de cinco anos fará da Aston Martin um time verdadeiramente de ponta.

Para fazer isso, Stroll não mediu investimentos e praticamente construiu uma fábrica nova para o time, além de vários funcionários, mesmo que resultando na saída do veterano Otmar Szafnauer, desgastado com o ano nada bom de 2021. Após uma temporada muito em 2020, turbinado pela descarada cópia do carro da Mercedes e ainda se chamando Racing Point, era esperado que a Aston Martin evoluísse no ano seguinte, ainda mais com a chegada de Sebastian Vettel, mas se as sutis mudanças técnicas afetaram a Mercedes, a Aston Martin pareceu sofrer ainda mais e os ingleses conseguiram apenas alguns pódios e pouco destaque no ano. Vettel viveu uma montanha-russa em 2021, enquanto Lance Stroll se mostrou o piloto limitado de sempre. Terceira equipe a mostrar seu carro, a Aston Martin promete uma evolução que espera o colocar entre as equipes de ponta em 2025, ano-alvo de Lawrence Stroll para transformar sua equipe em vencedora.

Em seu segundo ano com a Aston Martin, Vettel espera melhorar sua consistência, pois em várias oportunidades o já veterano alemão teve corridas dignas de quando sua força foi questionada nos tempos da Ferrari. Mesmo com muitos dias ruins, Vettel claramente carregou a equipe nas costas, pois de Lance Stroll pouco se pode esperar. O jovem canadense só está ali por causa do seu pai e isso pode ser uma fraqueza para a Aston Martin à médio prazo. Enquanto o velho Lawrence insistir no seu rebento, mais fica a sensação de que a Aston Martin é uma equipe que serve unicamente para manter Lance na F1 e que faltaria até mesmo profissionalismo para o time que carrega as tradicionais cores que marcam o automobilismo inglês.

Enquanto isso, Lance vai ficando fazendo corridas medíocres na F1 e Vettel tentará novamente dar a volta por cima em sua carreira. A Aston Martin é mais uma das equipes que acreditam que pode dar o pulo do gato com os novos regulamentos, mas os ingleses poderão ter problemas em poder confiar somente em um piloto de verdade.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

RB18


 E habemus carro! Após a Haas mostrar apenas imagens virtuais do seu novo carro, a Red Bull mostrou seu modelo para 2022, onde tentará defender o título de pilotos de Max Verstappen e com a ajuda de Checo Pérez, vencer o Mundial de Construtores após quase dez anos de jejum.

O RB18 tem duas novidades que saltam os olhos. Primeiro é bico baixo, algo não visto na F1 após muitos anos, principalmente num carro de equipe de ponta. Outro é o retorno do número um. Com a FIA não obrigando o campeão a usar o nobre numeral do automobilismo desde 2014, Hamilton, que praticamente ganhou tudo desde então, preferiu manter seu número 44, enquanto Nico Rosberg preferiu o pijama do que enfrentar o rojão de Lewis Hamilton mordido quando foi campeão em 2016. E esse será o grande desafio de Max Verstappen em 2022. O neerlandês de talento comprovado e protagonista de uma disputa titânica com Hamilton terá pela frente um Lewis muito provavelmente motivadíssimo para reconquistar o campeonato e desempatar com Michael Schumacher como o maior campeão da história da F1. Apesar do baita desafio, Verstappen se provou capaz de se ombrear com Hamilton e mais confiante pelo título conquistado de forma épica, Max já é um claro contendor pelo título de 2022.

Em seu segundo ano com a Red Bull, Sérgio Pérez espera fica mais próximo de Max e ajuda-lo na esperada briga apertada com a Mercedes ou até mesmo com outra equipe que possa dar um pulo com os novos regulamentos. Apesar de Checo ter ajudado bastante a causa de Max em 2021, é esperado do mexicano melhores desempenhos, particularmente em ritmo de classificação. A Honda abandonou a F1 antes de ser campeã com a Red Bull, mas pelo jeito os nipônicos estão arrependidos e anunciou que permanecerá produzindo os motores em parceria com a Red Bull até 2025. A Honda permanece na Red Bull com um HRC na carenagem do carro, mesmo o motor ser oficialmente Red Bull. Um apoio e tanto para manter os austríacos como uma grande equipe para 2022.

As notícias vindas do reino da Red Bull falaram em falhas no crash test e Adryan Newey tendo que botar a mão na massa em novos conceitos. Uma mal presságio? O novo regulamento deixou o carro mais limpo e belo, apesar de ainda apresentar um tamanho desproporcional para um monoposto, além dos novos pneus aro 18 terem ficado bonitos no contexto do desenho do carro. Se o carro é belo, resta ver se o RB18 será competitivo o suficiente para dar ao campeão Max Verstappen as armas necessárias para mais uma batalha forte por vir em 2022.  

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

VF-22

 


De forma surpreendente, a equipe que foi a lanterninha de 2021 da F1 foi a primeira a apresentar seu novo carro em 2022. Ok, a Haas mostrou apenas seu lay-out em imagens de computador no que será seu carro de 2022 com o novo e aguardado regulamento, mesmo que as cores do carro da Haas estão praticamente iguais ao do ano passado.

O time comandado por Günther Steiner foi um que apostou tudo no carro de 2022 e tentar dar o pulo do gato nessa temporada com tantas novidades técnicas. Isso significou uma temporada 2021 muito ruim para a Haas, onde seus dois pilotos não marcaram pontos e era claramente o pior carro do ano passado. Por sinal, mesmo sem pontos, a Haas manteve seus dois pilotos para 2022. Mick Schumacher fez o que dele se esperava ao derrotar o limitadíssimo Nikita Mazepin, mas o alemão conseguiu alguns resultados acima da expectativa do seu equipamento ao conseguir ir ao Q2 algumas vezes. O fardo de carregar o sobrenome Schumacher até o momento não afetou Mick e ele é uma aposta de futuro da Ferrari. Já Mazepin é a aposta de Steiner e Gene Haas para pagar as contas da equipe. Sem contar que Steiner terá que administrar melhor o ímpeto dos seus pilotos, que se estranharam algumas vezes. Mazepin mostrou inúmeras vezes não ter nível de estar na F1 e seu temperamento arredio o faz ser um piloto muito impopular dentro do paddock. Antagonistas na geopolítica mundial, Estados Unidos e Rússia tem as mesmas cores em seus bandeiras. E as cores tricolores da Haas não tem nada a ver com o EUA, mas com a Rússia de Mazepin...

A expectativa da Haas é voltar aos pontos e se aproximar do pelotão intermediário em 2022, porém, colocar 2021 de lado foi a estratégia da maioria das equipes da F1 e o desafio da Haas é mostrar que sua aposta arriscada irá se pagar. Principalmente pelo talento de Schumacher, enquanto Mazepin paga as faturas.