Parabéns!
Max Biaggi
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Max Biaggi
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Michele Mouton
Christian Horner exclamou antes do final de semana em Paul Ricard: se vencermos aqui, podemos vencer em qualquer pista! O dirigente inglês se referia ao incrível cartel da Mercedes no circuito nas proximidades de Marselha. Os tedescos lideraram praticamente todas as voltas desde que a F1 retornou ao tradicional circuito de Paul Ricard em 2018 e pareciam imbatíveis por lá. Parecia. A Red Bull mostrou mais uma vez que construiu um carro capaz de vencer a Mercedes e numa das pistas mais favoráveis ao time de Stuttgart, a Red Bull conseguiu uma bela vitória, usando também a tática. Quando Max Verstappen surgiu na frente de Hamilton após sua primeira parada, alguns fantasmas surgiram para a Red Bull. Em Barcelona Max ficou boa parte da corrida em primeiro, mas uma segunda parada da Mercedes fez com que Hamilton trucidasse a vantagem do neerlandês e ganhasse na Catalunha com uma ultrapassagem nas últimas voltas. A Red Bull temia um roteiro parecido e tomou à frente, trazendo Max para uma segunda parada. Agora, os papeis estavam invertidos. Verstappen se tornava o caçador e Hamilton teria que se defender como podia com pneus desgastados. Em certos momentos a tática usada da Red Bull parecia que não daria certo, mas Max usou sua amadurecida pilotagem para ultrapassar Hamilton na penúltima volta e vencer no reino mercediano. Para melhorar, Sergio Pérez bateu Bottas na disputa entre os segundo pilotos e subiu ao pódio pela segunda corrida consecutiva. Desde 2013 que a Red Bull não vencia três corridas consecutivas e a dupla da equipe subiu ao pódio juntos pela primeira vez, mostrando que o esforço em trazer Sergio Pérez está surgindo efeito. Com essa vitória, a frase de Horner pode se tornar verdadeira no futuro e o caminho para o primeiro título de Max Verstappen pode estar aberto.
Após duas corridas com um ritmo surpreendentemente forte, a Ferrari voltou à mediocridade de 2020 de forma também surpreendente em Paul Ricard. As duas corridas seguidas em circuito de rua fez muito bem à Ferrari, que chegou a sonhar com a vitória em Mônaco, fez com que seu piloto novato Carlos Sainz estreasse pela equipe no pódio no principado e por pouco Leclerc foi ao pódio em Baku. Saindo dos circuitos de rua, a Ferrari tinha esperança de se manter como a terceira força da F1 num circuito convencional, mas um ritmo de corrida incrivelmente baixo fez com que uma pulga ficasse atrás da orelha de Mattia Binotto e sua trupe. Na classificação a equipe italiana parecia seguir a toada das duas corridas anteriores, com Sainz liderando a Ferrari para ser o melhor do resto, com Leclerc um pouco mais atrás. Porém, o ritmo de corrida na França foi terrível para os piloto de Maranello, com Leclerc chegando a fazer um segundo pit-stop que o jogou na 16º posição, muito longe dos pontos. Sainz ainda resistiu um pouco mais, passou boa parte da corrida na zona dos pontos, mas com o final da corrida em Le Castellet se aproximando, o espanhol não foi páreo para o melhor ritmo de McLaren, Alpha Tauri, Alpine e Aston Martin, saindo da zona de pontuação. Quando se pensava que a Ferrari poderia estar renascendo com bons resultados consecutivos, agora parece que a scuderia simplesmente se aproveitou das peculiaridades dos circuito de rua de ficar em posições dos quais não pertencem. Binotto saiu de Paul Ricard ainda tentando entender o que aconteceu com a sua decantada reação. Porém, a corrida em Paul Ricard foi nm verdadeiro balde de água fria!
Claro que Alex Palou não teve nada com isso. O jovem espanhol da Ganassi capitalizou o infortúnio de Newgarden para vencer pela segunda vez em 2021 e com a corrida opaca de Pato O'Ward, retornar à liderança do campeonato com alguma folga. Will Power salvou um pouco a honra da Penske com um terceiro lugar, com Scott Dixon recuperando-se de uma classificação difícil para ser quarto e ainda ter os jovens Palou e O'Ward ao alcance no campeonato. Outro destaque vai para a corrida agressiva de Romain Grosjean, onde efetuou várias ultrapassagens no limite, mesmo que a Dale Coyne sempre o fizesse perder posições nos pits.
Passando da metade do campeonato, apenas Alex Palou e Pato O'Ward venceram mais de uma vez na Indy e lideram o campeonato, com Scott Dixon representando os 'dinossauros' em terceiro. Com essa falta de sorte, Newgarden ficou num distante quarto lugar no campeonato e com a Penske sofrendo em 2021, vê a nova geração se mantendo forte na Indy.
Detalhe: a criticada chicane no meio da reta Mistral ajudou Verstappen naquelas voltas em que Hamilton vinha on fire para cima dele. Sem a chicane, Lewis passaria direto por Verstappen. Mesmo com pneus duros e com um número de voltas razoável até a bandeirada, Verstappen sentiu que não daria para se manter em primeiro com aquele ritmo. Mesmo estando em primeiro, a Red Bull pensou rápido numa mudança radical de estratégia, trazendo Max para uma segunda e inusual parada, colocando pneus médios, iniciando uma caçada à Hamilton, da mesma forma que o inglês o fez em Barcelona, com vantagem para o inglês. Com o carro mais leve, os pneus médios resistiram bem, enquanto Hamilton teria que administrar como podia com seus pneus duros que teriam que ser levados até a bandeira quadriculada. Max foi triturando a diferença para Hamilton, mas sem forçar demais, dando a sensação que ele não teria tempo para alcançar o rival pelo título. Verstappen logicamente não teve trabalho com Pérez, mas e com Bottas? O finlandês ficou tempo demais andando com ar sujo na sua frente seus pneus não aguentaram o tranco, porém, era esperado de Bottas que ele resistisse mais e não cometesse um ligeiro erro na chicane da Mistral que fez com Max assumisse a segunda posição com facilidade. Max segurou um pouco o ritmo, até mesmo marcou tempos parecidos com o de Hamilton, mas faltando cinco voltas aumentou novamente o ritmo, tirou oito décimos por volta e na antepenúltima volta já estava com Hamilton na alça de mira. Como ocorreu em Barcelona, mas com os papeis invertidos, Max só precisou de um ataque para efetuar o ataque decisivo que o fez líder na penúltima volta da prova e vencer.
Sachsenring sempre foi uma pista para Marc Márquez. Foram simplesmente dez vitórias consecutivas no pequeno circuito alemão, contando as categorias menores para Márquez, sem contar o fato da pista alemã ser conhecida por ter uma infinidade de curvas para a esquerda, não forçando tanto o baleado braço direito do espanhol. Seria a chance ideal para Márquez. O espanhol sempre andou entre os primeiros na Saxônia e seu quinto lugar no grid se transformou num segundo lugar na primeira curva, numa largada bem ao estilo agressivo de Márquez. À sua frente, apenas a surpreendente Aprilia do seu amigo Aleix Espargaró, rapidamente ultrapassada. Márquez liderava pela primeira vez desde sua dramática volta às pistas, mas ainda havia uma corrida inteira pela frente, sem contar o risco da chuva cair a qualquer momento. A direção de prova chegou a autorizar a troca de motos, mas em nenhum momento a pista chegou a ficar verdadeiramente molhada. E pista molhada era justamente o que Márquez não precisava hoje. Sua confiança fora mostrada na largada, mas o piso seco seria ainda melhor para Marc. A chuva não veio, mas um segundo obstáculo crescia.
Após um início de temporada cambaleante, a KTM cresceu muito nas últimas corridas e o português Miguel Oliveira é o líder natural da montadora austríaca. Depois de se livrar de Espargaró, Johan Zarco e Jack Miller, Oliveira se estabeleceu na segunda posição e iniciou uma perseguição à Márquez. Além da moto em ascensão, o próprio lusitano exalava confiança com ótimos resultados e vindo de uma vitória. Oliveira tentou, chegou baixar de 1s de desvantagem, mas Marc Márquez esteve impecável em sua pista favorita e conseguiu sua décima primeira vitória consecutiva na Saxônia. Mais do que isso, conseguiu um retorno triunfal às vitórias. Claramente emocionado, Marc Márquez nos lembrou que nunca devemos duvidas de lendas.