segunda-feira, 17 de julho de 2017

Figura(ING): Lewis Hamilton

Não poderia ter sido outro. Lewis Hamilton reviveu os tempos de Nigel Mansell quando o Leão parecia ganhar forças especiais quando aportava em Silverstone e vencia as corridas em casa de forma arrebatadora. Hamilton sempre pareceu ter tudo sobre controle desde os primeiros treinos livres e mesmo incomodado aqui e ali por Bottas e as Ferraris, Lewis parecia ter uma carta na manga pronta para ser utilizada na hora certa. A classificação foi um passeio do inglês, que colocou mais de meio segundo na concorrência. Nas duas últimas corridas Hamilton ensaiou domínios parecidos e ainda havia perspectiva de chuva para o domingo, mas o piloto da Mercedes não deu a mínima chance ao azar que o acometeu em Baku e Zeltweg na sua corrida de casa. Foi um massacre de Lewis que começou desde o apagar das luzes vermelhas até a bandeirada, num final de semana irretocável de Lewis Hamilton, onde ele marcou a pole, melhor volta, liderança em todas as voltas e uma vitória com direito a Grand Chelem. Foi uma vitória importante para a moral de Hamilton, que venceu após uma semana polêmica, após faltar ao evento da FOM em Londres (o único a piloto não-presente) e ainda viu seu rival Vettel ter azar na penúltima volta com um pneu furado, acabando com toda a vantagem do alemão da Ferrari. Apenas um ponto atrás de Vettel e com o melhor carro nas mãos, Lewis Hamilton parte para a segunda metade da temporada preparado para voltar a liderança e não mais perdê-la, ainda mais com uma pilotagem como a de ontem em Silverstone.  

Figurão(ING): Daniil Kvyat

É impressionante a quantidade de oportunidades que Daniil Kvyat tem na carreira mesmo não fazendo por onde merece-las. Nesta semana Daniil foi elogiado pelo chefe da Red Bull Christian Horner, mas no domingo o russo protagonizou o pior pesadelo de uma equipe num final de semana de corrida que é um abandono na primeira volta por um toque entre seus dois pilotos. Kvyat vinha disputando posição com seu companheiro de equipe Carlos Sainz nas primeiras curvas de Silverstone no meio do pelotão e o russo acabou perdendo o controle do seu carro, batendo com força no espanhol na sequência, destruindo todo o final de semana da Toro Rosso. Sainz abandonou no local cuspindo abelha africana, mas ainda tendo que agradecer aos céus por não ter sido atingido por ninguém quando foi abarroado pelo seu companheiro de equipe, enquanto Kvyat permaneceu na corrida sempre em último e por lá terminou, depois de cumprir uma mais do que merecida punição. Apesar de rápido e andar quase no mesmo nível do elogiado Sainz, as presepadas de Kvyat já passaram de todos os limites e foi por incidentes assim que o russo acabou saindo da Red Bull de forma humilhante no ano passado, rebaixo à Toro Rosso e mesmo assim Kvyat permanece com sua pilotagem errática. Enquanto Sainz é especulado em várias equipes grandes para os próximos anos, Kvyat dificilmente sairá conseguirá algo melhor na F1 com corridas como a de ontem.

domingo, 16 de julho de 2017

Ocaso de um ídolo

A corrida de hoje em Toronto da Indy foi decidida mais uma vez por uma bandeira amarela, onde Josef Newgarden teve a sorte de estar no lugar certo para entrar nos boxes no momento certo e vencer com certa facilidade numa corrida onde Helio Castroneves estava liderando, mas deu azar.

A bandeira amarela foi provocada por um erro de principiante de Tony Kanaan. Dos dois brasileiros que militam na Indy há vinte anos, prefiro mil vezes Tony Kanaan em relação à Helio Castroneves, que sempre se mostrou recalcado por nunca ter tido chance na F1, sendo que ele nunca venceu sequer um campeonato de monopostos. Já Tony sempre se mostrou feliz por estar na Indy e seu carisma o faz ser um dos pilotos mais queridos do paddock da Indy. Porém, o único título de Tony na Indy irá completar treze anos e depois de escapar por pouco de sair da Indy quando saiu da Andretti alguns anos atrás, prestes a completar 43 anos, Tony dificilmente permanecerá na Ganassi ou em qualquer equipe grande da Indy. Teo José falou durante a transmissão da Band que Tony reclamou que não é preciso apenas talento para permanecer na Indy, mas de uma bela mala de dinheiro, indicando que sua situação contratual não é das melhores.

Mesmo não podendo duvidar do talento do baiano, as temporadas de Tony na Ganassi foram medíocres e a de 2017 em particular vem sendo sofrível. Não bastasse ser mais lento do que Scott Dixon, sem medo de errar, o melhor piloto do grid da Indy na atualidade, Tony vem tomando tempo dos seus outros companheiros de equipe, os fraquíssimos Max Chilton e Charlie Kimball. A corrida de hoje em Toronto foi constrangedora. Kanaan foi ultrapassado pelos novatos Ed Jones e Spencer Pigot numa sessão da pista de Toronto que nem é propriamente um ponto de ultrapassagem. Após sua primeira parada, Tony passou reto na primeira curva após sair dos boxes quando freou forte com pneus frios. Um erro primário do já veteraníssimo piloto brasileiro. 

O erro de Tony acabou atrapalhando Helio Castroneves, que fez uma largada estupenda, mas não entrou nos boxes na hora certa e depois perdeu muito rendimento, sendo ultrapassado por Simon Pagenaud e ficando no meio do pelotão. Scott Dixon mostrou sua estrela de campeão ao se recuperar de um incidente na primeira volta com Will Power, cair para último e se recuperar a ponto de minimizar os estragos do problema com Power e permanecer na liderança do campeonato. Com a segunda vitória de Newgarden em 2017, o americano da Penske entra na apertada briga pelo título que tem Dixon, Pagenaud e Castroneves. A largada de Helio reforça minha sensação que ele fará de tudo para ser campeão esse ano, pois sabe que em 2018 estará no novo projeto da Penske no Endurance e também que essa é sua última chance de ser campeão. Se Helio pelo menos sairá (teoricamente) por cima, o mesmo não acontece com Tony Kanaan.

Antes de reclamar que os pilotos precisam de dinheiro para permanecer na Indy, Kanaan poderia fazer uma auto-crítica e ver que sua temporada com a Ganassi já começa a incomodar seus fãs, como este que escreve esse post e ficou constrangido com a atuação bisonha de Tony Kanaan em Toronto. Provavelmente Tony não lerá esse post e provavelmente não irá prestar a mínima atenção no que escreverei. Antes de ser aposentado, melhor anunciar sua aposentadoria. Corra apenas nas 500 Milhas, Tony. Até mesmo convidado da Ganassi ou da Andretti. Permanecer na Indy dessa maneira pode manchar uma bela carreira, mas que os bons tempos já passaram faz muito tempo.

Ah meu pneu dianteiro esquerdo...

Um mérito da temporada 2017 é que até as corridas chatas estão mais interessantes e com história para contar do que nos outros anos. Confirmando a expectativa, Hamilton completou mais um Grand-Chelem na carreira, conquistando pole, vitória, volta mais rápida e todas as voltas lideradas em sua corrida caseira. Simplesmente um show de Hamilton, corroborando com a virada que a Mercedes deu com relação à Ferrari nessa metade de temporada. Porém, depois de Lewis, muita coisa aconteceu, mesmo que sem muitas ultrapassagens e emoção. Largando em nono, Valtteri Bottas fez uma bela corrida para completar a dobradinha da Mercedes, mas o nórdico se aproveitou dos problemas no pneu dianteiro esquerdo dos dois pilotos da Ferrari, onde o maior prejudicado acabou sendo Vettel, que caiu de terceiro para sétimo, sentindo agora fungando em seu cangote no campeonato Hamilton, apenas um ponto atrás.

Uma das pérolas mais conhecidas do Galvão é dizer que 'quando o tempo fica nublado, aqui chove'. Normalmente ele fala isso em Spa e Silverstone. O problema é que em qualquer lugar do mundo, quando fica nublado... chove! Havia alta expectativa de chuva em Silverstone e o tempo carrancudo na pista inglesa mostrava que uma precipitação poderia acontecer a qualquer momento, o que atrapalharia definitivamente Lewis Hamilton em mais uma tentativa de confirmar seu favoritismo. Porém, ao contrário do axioma de Galvão, não choveu e a corrida transcorreu de forma tranquila. Até demais. Não há muito o que falar da corrida de Hamilton. O inglês largou bem, relargou muito bem após o safety-car aparecer na primeira volta, abriu vantagem, administrou bem as bolhas em seus pneus nas voltas finais e ignorou a concorrência. Uma vitória categórica para Lewis Hamilton, que começou o final de semana bastante criticado por ter faltado a evento da F1 em Londres, mas acabou nos braços da torcida ao conquistar sua quinta vitória no solo sagrado da antiga base de Silverstone, sendo a quarta consecutiva, se igualando duplamente ao lendário Jim Clark nas vitórias no Grande Prêmio da Inglaterra, além de Alain Prost, também vencedor cinco vezes na ilha da velocidade. Porém, o maior prêmio para Hamilton viria no finalzinho da corrida, quando finalmente Sebastian Vettel foi vítima das circunstâncias nesse ano.


A apática narração da corrida não transmitiu de forma necessária a tensão das últimas voltas. Todos os pilotos começaram a reclamar de bolhas nos pneus, não da forma como aconteceu semana passada em Zeltweg, mas de forma preocupante. Na penúltima volta, o pneu dianteiro esquerdo do então segundo colocado Kimi Raikkonen dechapou, forçando o finlandês ir aos boxes de forma emergencial. Naqueles momentos cruciais e derradeiros, a Ferrari ficou na mesmo situação da Williams em Adelaide/86 e o resultado foi bem parecido com o carro de número 5. Vettel estava num ritmo lento, com bolhas nos pneus, maximizado pela forte freada que deu ao se defender de Bottas. Com medo de perder o terceiro lugar para Verstappen, Vettel resolveu ficar na pista e apostar para ver. Porém, o piloto da Red Bull também parou e vendo o que tinha acontecido com Raikkonen, era lógico fazer um pit-stop emergencial. Porém, a Ferrari ficou com a boca aberta enquanto o pneu dianteiro esquerdo de Vettel, o mesmo de Kimi, dechapar também bem no meio do circuito na última volta, fazendo com que Sebastian perdesse não apenas o pódio, mas caindo para sétimo. Resultado disso? Agora Lewis Hamilton está apenas um ponto atrás no campeonato e mais motivado do que nunca, pois agora tem o melhor carro do pelotão.

Bottas foi ajudado pelo azar ferrarista, mas o piloto da Mercedes fez por merecer a segunda posição numa corrida cheia de ultrapassagens e com uma estratégia certeira, que já o colocava bastante próximo de Raikkonen quando o pneu do seu compatriota disse adeus. Claro que a vitória de Hamilton deixa bem claro quem é o primeiro piloto da Mercedes, mas Bottas está fazendo uma grande temporada esse ano e poder marcar os pontos necessários para a Mercedes num dia ruim de Hamilton. Raikkonen ainda salvou um terceiro lugar com o problema de Vettel e a parada de Verstappen, mas a cara de derrota de Kimi sintetiza muito bem o sentimento da Ferrari hoje, a grande derrotada do dia. Max Verstappen garantiu o divertimento do começo da prova com outra largada fabulosa que o deixou entre as Ferrari e interferindo decisivamente no campeonato. Não facilitando as coisas para Vettel, Max forçou o alemão parar mais cedo do que o habitual e o tempo a mais com aquele jogo de pneu pode ter sido decisivo para que Vettel tivesse seu pneu furado no final. Porém, Max também sofreu com os pneus e o fez parar uma segunda vez de forma emergencial, mas o jovem garantiu o quarto lugar, diminuindo um pouco a dose de azar que teve nas últimas corridas. No entanto, o melhor piloto da Red Bull e do dia acabou sendo Daniel Ricciardo, que pulou da penúltima fila do grid para a quinta posição na bandeirada numa corrida repleta de ultrapassagens do australiano. Apesar da alegria com seus dois pilotos, a Red Bull sabe com toda certeza que é a terceira força isolada da F1, longe da dupla Mercedes/Ferrari e bem à frente dos demais. Mesmo mantendo Vettel atrás, Verstappen perdeu mais de 10s atrás de Raikkonen quando parou, enquanto Ricciardo ultrapassou os pilotos das demais equipes de forma até constrangedora pela facilidade.


E o melhor deles foi Nico Hulkenberg, que chegou em sexto com o seu Renault, sendo o último a se aproveitar do pneu furado de Vettel. O alemão da Renault fez uma bela ultrapassagem sobre Pérez na primeira volta e foi líder dos 'normais' com até alguma facilidade, enquanto seu companheiro de equipe sofre. Correndo em casa, o pobre Jolyon Palmer teve uma quebra da volta de apresentação, enquanto as especulações crescem que Palmer seja substituído por Sainz já na próxima corrida, na Hungria. O jovem espanhol não deve estar nada satisfeito com o seu companheiro de equipe Kvyat, que o colocou para fora da corrida na primeira volta em outra cena de descontrole do russo, provavelmente somente à frente de Palmer no quesito pior piloto de 2017. A Force India fez seu feijão-com-arroz e colocou seus dois pilotos nos pontos, com Ocon na frente graças a uma grande largada do francês. Talvez reflexo dos problemas que os dois tiveram nas últimas corridas, Pérez não fez nenhum ataque mais forte ao companheiro de equipe nas voltas finais, mesmo Ocon claramente com problemas nos pneus. De forma mais discreta, a Williams repetiu sua forma na Áustria, onde sofreu horrores na classificação para garantir um pontinho com Massa na corrida. Felipe chegou forte atrás das Force India no final, mas como ocorre semana passada, não tentou uma única ultrapassagem. Na sua melhor corrida em sua temporada de estreia, Vandoorne andou sempre à frente de Alonso, estava na zona de pontos no primeiro stint de corrida e somente por ter ficado tempo demais na pista, ele perdeu a chance de pontuar, mas ficando bem próximo de Massa no final, num bom ritmo numa pista que não favorece à McLaren. Alonso? Quebrou de novo. Após a bela exibição na Áustria, a Haas não foi bem e ficou fora dos pontos com seus dois pilotos, mas pelo menos não há confusões com seus pilotos, o que vem acontecendo com a Sauber. Não bastasse ser a pior equipe e ver o promissor contrato com a Honda indo para a Toro Rosso, a Sauber ainda está sofrendo com a rivalidade crescente dos seus dois pilotos, que se estranharam mais uma vez na Inglaterra.

A corrida esteve longe de ser emocionante, mas garantiu que, adaptando o que diria Paulo Antunes, temos um campeonato! A Mercedes hoje está na crista da onda, com o melhor carro e um Lewis Hamilton motivadíssimo, além de Bottas crescendo prova a prova. Do outro lado, a Ferrari está lambendo suas feridas pelo erro estratégico de não ter trazido Vettel para os boxes, o deixando à mercê de Hamilton e Mercedes no campeonato. Porém, nada garante que a Mercedes continue tão superior a Ferrari, pois os italianos não estão parados e eles querem voltar a vencer. Quem disse que 2017 está chato?   

sábado, 15 de julho de 2017

Nem a chuva atrapalha

A Mercedes começa a dar indícios que na sua disputa com a Ferrari, a evolução dos prateados vem sendo mais rápida e nem mesmo a chuva que apareceu no Q1 em Silverstone impediu os alemães dominarem a classificação, com Hamilton conseguindo uma pole com larga vantagem sobre as Ferraris, dessa vez liderada por Raikkonen, com Vettel completando o top-3. Assim como aconteceu com Hamilton semana passada na Áustria, Bottas perderá cinco posições por uma troca de câmbio e sua quarta posição não ajudou muito o finlandês, que saíra com isso em nono amanhã.

A chuva fina, como é tradicional na Inglaterra, veio um pouco antes do sinal verde do Q1 e bagunçou um pouco o status quo. Em ótimo forma e tendo o melhor tempo no momento, Daniel Ricciardo teve um problema no turbo, fazendo o australiano da Red Bull largar em último amanhã. A bandeira vermelha consequente deu tempo para a pista secar um pouco e Fernando Alonso fazer mais um milagre, ao colocar pneus slicks, cruzar a linha de chegada faltando menos de 1s para a bandeirada e ficar com o melhor tempo do Q1, para delírio de todos. Com o equipamento que tem, Alonso vai demonstrando com esses pequenos momentos que é um gigante da F1. Com a pista seca, o Q2 transcorreu com mais normalidade e Massa mais uma vez teve problemas de aquecimento de pneus, sendo um dos últimos da sessão, enquanto Stoffel Vandoorne teve seu melhor momento de sua curta carreira na F1 ao se classificar pela primeira vez ao Q3 e lá, conseguindo superar Grosjean e marcar o nono tempo.

Na parte decisiva da classificação, Hamilton colocou todos no bolso e conseguiu sua 67º pole na carreira, ficando apenas uma do recorde de Schumacher. Apesar da polêmica ausência do evento da F1 nas ruas de Londres (sucesso de público e crítica), Lewis mostrou que é o mestre em Silverstone e mesmo vaiado na capital inglesa, Hamilton foi ovacionado em Silverstone. Um bom passo para a vitória amanhã, principalmente com a Ferrari mais de meio segundo atrás e desta vez, com o 'preguiçoso' Raikkonen na frente de Vettel. Verstappen foi um solitário quinto colocado, mais de 1s atrás da Mercedes e da Ferrari, com o motor Renault ainda sofrendo com a confiabilidade, apesar da equipe oficial ter ficado logo atrás com um ótimo Nico Hulkenberg. Provavelmente o plano de Bottas era largar em sétimo amanhã, mas o nódico esqueceu de combinar com a dupla da Ferrari e largará em nono, dificultando um pouco mais sua corrida amanhã.

O relacionamento entre Vettel e Hamilton segue cada vez mais tenso. Na entrevista pós-classificação, enquanto Vettel falava e normalmente os outros pilotos ficam do lado e escutam, Hamilton sai de perto e levou seu irmão para perto da torcida, pouco ligando para que o alemão falava enquanto era aplaudido. Amanhã eles não largarão lado a lado, mas o clima inglês pode ser um fator na corrida, mas Hamilton é o favorito em qualquer clima. Aguardemos! 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Figura(AUT): Valtteri Bottas

Quando foi anunciado que Lewis Hamilton perderia cinco posições no grid por causa de uma troca de câmbio, o plano do inglês era simples: fazer a pole, largar em sexto e estar na briga pela vitória rapidamente. Mas como diria Garrincha, esqueceram de combinar isso com os rivais, principalmente com o vizinho de boxe. Valtteri Bottas conseguiu uma bela volta no Q3 e conseguiu uma emocionante pole, superando Vettel e Hamilton por muito pouco, mas garantindo a primeira posição no domingo. A corrida de Bottas no primeiro stint mostrou um piloto cada vez mais seguro de ter um dos melhores carros do grid e com o pneu mais macio ofertado pela Pirelli, foi um dos pilotos que permaneceram mais tempo na pista com os pneus ultramacios. Com o carro ligeiramente menos acertado com o pneu supermacio, Bottas viu bolhas aparecerem em seus pneus e com o ritmo diminuído no seu segundo stint, viu Vettel crescer em seus retrovisores, mas o finlandês não se abateu e segurou os ataques do ferrarista na volta final para vencer pela segunda vez na carreira e na temporada, além de dar uma encostada na briga pelo título, mesmo sendo claro que a batalha pelo campeonato tende a ficar bipolarizada entre Hamilton e Vettel, mas ao contrário do que ocorre na Ferrari e com o protagonista da segunda parte dessa coluna, a Mercedes pode contar com um piloto que pode brigar pela vitória e até tirar pontos de Vettel na luta com Hamilton. Valtteri Bottas evolui constantemente e se mostra um piloto cada vez mais forte, constantemente ficando na briga pela vitória. Mesmo contando com 28 anos, Bottas pode ter um bom futuro com a Mercedes.

Figurão(AUT): Kimi Raikkonen

Preguiçoso. Foi com esse adjetivo nada elogioso que o presidente da Ferrari chamou seu segundo piloto, após mais uma corrida apática de Kimi Raikkonen. O finlandês da Ferrari fez outra corrida esquecível em Zeltweg, sendo que isso é mais uma regra do que uma exceção no 2017 de Raikkonen e meio que representou o que vem sendo a temporada do campeão mundial de 2007. Sempre mais lento do que Vettel em todos os treinos, a corrida não melhorou muito a situação de Kimi, onde uma má largada o deixou atrás de Romain Grosjean, só que a diferença entre os dois carros era tão brutal que não demorou muito para Raikkonen ultrapassar o francês da Haas, mas também não demorou para o piloto da Ferrari ser pressionado por Lewis Hamilton. Era essencial para a Ferrari que Raikkonen segurasse Hamilton o máximo possível e mesmo Zeltweg ser um circuito de muitas retas, também é um circuito de fácil defesa de posição. Kimi segurou as pontas, mas assim que Hamilton se viu com pista livre superou Raikkonen com uma facilidade constrangedora. Até o final da corrida, mesmo com pneus em melhores condições do que o rival da Mercedes, Raikkonen apenas ruminou até o final da corrida numa opaca quinta posição, muito longe de Hamilton e a briga pelo terceiro lugar. Ter um piloto que garanta pontos no Mundial de Construtores é muito importante para a Ferrari, mas Raikkonen poderia ser um fator mais importante roubando pontos de Hamilton no Mundial de pilotos e ajudar Vettel, porém, o que se vê é um piloto que é mais lembrado pelo mau humor no rádio do que vem fazendo dentro da pista.