terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Supersub

Poucos pilotos se esforçaram tanto para realizar o seu sonho de correr na F1 como foi o caso de Roberto Moreno. Pupilo de Nelson Piquet pelo fato de ambos terem praticamente as mesmas origens, Moreno correu com competência durante mais de trinta anos pelos autódromos de todos o mundo e seus resultados só não foram melhores pela falta de financiamento em sua carreira, que o fez correr na maior parte do tempo em equipes pequenas e até mesmo mambembes, particularmente na Europa. Nos Estados Unidos, onde conquistou mais sucesso e mora até hoje, Roberto Moreno demorou a conquistar a confiança dos ianques. Várias vezes chamado para substituir pilotos contundidos, o que valeu a fama de Supersub, Moreno sempre mostrou competência e conhecimento técnico, mas só depois dos quarenta anos o carioca pôde mostrar sua capacidade numa equipe forte e numa temporada completa. Completando 55 anos no dia de hoje, vamos revisar a carreira desse verdadeiro guerreiro das pistas.

Roberto Pupo Moreno nasceu no Rio de Janeiro em 11 de fevereiro de 1959, mas ainda criança foi para a nova capital brasileira, Brasília. Desde muito jovem o pequeno Roberto sempre gostou de velocidade e encontrou no seu amigo sete anos mais velho, Nelson Piquet, que logo o chamou de 'Baixo', um parceiro em seus aventuras nas largas avenidas de Brasília. Moreno estreou nas corridas aos 15 anos de idade e logo de cara se tornou campeão candango de kart. Sem poder contar com apoio financeiro de sua família, Moreno passou a trabalhar na oficina Camber juntamente com Piquet e Alex Dias Ribeiro, além de aguçar seu conhecimento técnico ao preparar motores de kart para seus concorrentes, mas isso não impediu que Moreno se tornasse campeão brasileiro em 1976. Amante das motos, Roberto Moreno era conhecido pela agressividade nos carros, mas sua impetuosidade nas motos lhe valeu um sério acidente que o deixou um tempo fora das pistas. Já plenamente recuperado e com seu amigo Piquet na F1, Roberto Moreno resolveu pular as categorias nacionais e ir direto para a Inglaterra, participar da F-Ford. Ainda em 1979 Moreno teria uma amostra do que seria sua carreira. Com pouquíssimo apoio financeiro, Moreno compra um carro da F-Ford, mas não participa de todas as corridas devido a falta de dinheiro, mas ao vencer duas corridas, se torna a revelação do ano.

Com Nelson Piquet lhe dando um apoio moral, Roberto Moreno começa 1980 como piloto oficial da prestigiada equipe Van Diemen, onde se sagra campeão inglês de F-Ford. No final do ano, Moreno venceria o Festival Mundial de F-Ford derrotando mais de cem pilotos. Essa conquista é tão marcante que Moreno sempre lembrava dessa prova para mostrar o seu valor. Mesmo com resultados convincentes, Roberto Moreno não consegue uma equipe decente na F3, onde estreia pela equipe Barron apenas na quarta etapa, vencendo uma corrida na garra em Silverstone, já que o time tinha apenas um mecânico à disposição do brasileiro. Porém, Moreno realiza o seu sonho de correr de F1 quando é contratado pela Lotus para ser piloto de testes em 1981. Nesse mesmo ano, Moreno é convidado a participar do Grande Prêmio da Austrália, em Calder Park. Apesar de receber a alcunha de 'Grande Prêmio', a corrida australiana não tinha carros de F1, mas carros da F-Atlantic. De olho nos gordos prêmios oferecidos, muitos pilotos de F1 iam para a Austrália participar dessa prova, incluindo o então campeão da F1 Nelson Piquet. Roberto Moreno, tendo como empresário o mesmo de Nelson Piquet, também é convidado a correr nesta prova e seu estilo de pilotagem se encaixa perfeitamente ao F-Atlantic, conseguindo a pole e a vitória em 1981, além de faturar as provas de 1983 e 1984. Durante o Grande Prêmio do Canadá de 1982 Nigel Mansell se envolve num acidente com Bruno Giacomelli e acaba fraturando o pulso e para a prova seguinte, em Zandvoort, a Lotus chama seu piloto reserva. Era o sonho de Roberto Moreno se tornando realidade, mas que logo se tornaria um pesadelo. O carro-asa, que caracterizava a F1 em 1982 era um bólido com uma pilotagem muito característica e bruta. Sem o menor preparo físico e sem ter treinado muito no carro, Moreno não consegue se classificar para o Grande Prêmio da Holanda e mesmo o time de Colin Chapman reconhecendo o valor do brasileiro, este revés influenciaria bastante a carreira de Moreno na F1.

No final de 1982, Roberto é convidado a participar da famosa corrida em Macau, que naquela época (e pela última vez), era disputado com carros da F-Atlantic. Moreno utiliza seu conhecimento do carro e vence a prova, o credenciando a disputar o famoso campeonato de F-Atlantic na América do Norte, onde Roberto teria como grande adversário o badalado filho de Mario Andretti, Michael. Em uma disputa acirrada com Michael Andretti, Moreno tem que se conformar com um vice-campeonato, mesmo tendo vencido metade das corridas no calendário. Nessa época a carreira de Roberto Moreno era caracterizada pelo ciganismo, pois o andarilho brasileiro corria onde o chamavam, já que não tinha dinheiro para investir numa temporada completa em qualquer que fosse a categoria, contudo, Moreno tinha um sonho: fazer sucesso na F1. O brasileiro poderia ficar mais um ano na América do Norte, onde tinha conseguido um certo respeito, mas em 1984 Roberto Moreno cruza o Atlântico mais uma vez e disputa o que seria o último Campeonato Europeu de F2. Certame tradicional, a F2 Européia vivia seus últimos suspiros e no final daquela temporada seria substituída pela F3000 Internacional. Correndo ao lado do badalado neozelandês Mike Thackwell na equipe oficial da Ralt, time que tinha o melhor carro e dominou o campeonato, Moreno foi vice-campeão com duas vitórias (Hockenheim e Donington Park), mas em nenhum momento ameaçou o domínio de Thackwell, último campeão da F2. A chegada da F3000, que utilizava os velhos motores aspirados Ford-Cosworth nos chassis da F2, fez com que o campeonato ganhasse um impulso e por incrível que pareça, ninguém se interessou em Roberto Moreno, mas um acidente com o piloto Pancho Carter na F-Indy fez com que o americano tivesse dificuldades em correr em circuitos mistos, pois não conseguia mover o pé direito do acelerador para o freio com a rapidez necessária. Então, em 1985, Roberto Moreno faria algo que lhe caracterizou na F-Indy: substituir pilotos. Moreno fez cinco provas com a equipe Galles no lugar de Carter com resultados encorajadores, tanto que a equipe o contrata para 1986. Porém, Moreno não consegue repetir os bons resultados de antes e novamente toma o rumo da Europa, atrás do seu sonho de correr na F1.

Com ótimas relações com a Ralt, Roberto Moreno voltava ao time oficial da equipe inglesa, agora na F3000. Ao lado de Moreno, estaria o compatriota Maurício Gugelmin, que vinha fazendo muito sucesso nas categorias de base inglesas, além de marcar uma curiosidade. Em 1987 as relações entre Nelson Piquet e Ayrton Senna já não eram nada boas e a rivalidade se estenderia a F3000, já que se Moreno era pupilo de Piquet, Maurício Gugelmin morava juntamente com sua esposa com Ayrton Senna e tinha no brasileiro o seu maior apoiador, a ponto de quase o colocar na Lotus em 1986. Mesmo tendo uma equipe oficial à disposição, a dupla brasileira ficou abaixo das expectativas, pois não brigaram pelo título com Stefano Modena e Luiz Perez-Sala. Moreno superou Gugelmin e ficou em terceiro lugar no campeonato, com uma vitória em Enna-Pergusa, mas o ano terminou de forma surpreendente para Roberto, quando ele foi chamado para substituir o francês Pascal Fabre na equipe AGS de F1 nas últimas corridas de 1987. O time francês era o pior da F1, mas num teste em Paul Ricard, Moreno conseguiu melhorar o carro de tal forma que ele foi capaz de marcar um ponto na prova final na Austrália (com ajuda de uma desclassificação de Senna...), fazendo com que a AGS assumisse o décimo lugar no Mundial de Construtores e recebesse subsídio da FOCA em 1988. Esse feito de Roberto Moreno o fez favorito a correr pela AGS em 1988, mas o patrocinador da equipe exigiu que fosse contratado um piloto francês, no caso Phillipe Streiff, e assim, mais uma vez, a possibilidade de continuidade na carreira de Roberto Moreno caiu por terra.

Para piorar, essa informação veio no início de 1988, fechando várias opções para Roberto Moreno para aquela temporada. Em suas várias andanças pelos paddocks mundo afora, Roberto Moreno conheceu nos Estados Unidos o engenheiro inglês Gary Anderson, que tinha trabalhado com o brasileiro na Galles. Anderson estava trabalhando na equipe Bromley, um time meio mambembe de F3000. Inicialmente, Moreno conseguiu um lugar para as primeiras três corridas e justamente na terceira, em Pau, Moreno vence. A estrutura da equipe era tão pequena, que havia apenas dois mecânicos e se por algum motivo fosse necessário fazer um pit-stop, o motorista da equipe e Anderson teriam que completar a turma de mecânicos, mas Moreno fazia milagres e venceu as duas corridas seguintes, em Silverstone e Monza. Impressionado com o desempenho do brasileiro e ainda se lembrando do que Moreno havia feito pela AGS, a Ferrari contrata Roberto Moreno para ser piloto de testes da equipe. A missão de Moreno era desenvolver o complexo câmbio semi-automático da Ferrari. Por sinal, uma missão ingrata, pois havia quem dissesse na época que o câmbio nunca havia completado mais de 100 km contínuos, mas por nessas coisas de corrida, a Ferrari venceu a primeira corrida de 1989 com Mansell. Voltando à Moreno e sua campanha vitoriosa na F3000, o brasileiro venceria nas ruas de Birmigham, disparando no campeonato. Mesmo com Olivier Gouillard vencendo duas das três últimas provas, Roberto Moreno administrou muito bem o campeonato e se tornou o primeiro brasileiro a vencer a F3000 Internacional.

Mesmo com esse feito e ter a experiência de piloto de testes da Ferrari, Roberto Moreno só consegue um lugar na pequena equipe Coloni, que era caracterizado por ter o carro mais pesado do pelotão. Equipe pouco financiada, o time só consegue estrear o carro de 1989 em junho e até então Moreno só havia conseguido se classificar para duas corridas, ambas na última fila. No Estoril, a Coloni consegue fazer uma nova asa dianteira que faz Moreno consegui um miraculoso 15º lugar no grid, mas no warm-up, Moreno se envolve num acidente com Eddie Cheever, quebrando a asa e destruindo qualquer chance uma boa corrida. Para 1990, Roberto Moreno se muda para a Eurobrun, equipe comandada por Walter Brun e que tinha um bom cartaz no Mundial de Marcas, mas que até o momento nunca tinha feito nada na F1 e continuou sem fazer nada em 1990, com Moreno, que não levou dinheiro para a equipe, sofrendo com um carro ruim e um time incompetente. Logo após o Grande Prêmio da Espanha daquele ano, Alessandro Nannini chocou o mundo da F1 quando sofreu um acidente de helicóptero que amputou sua mão direita, encerrando sua carreira na F1. Na época, sua equipe, a Benetton, tinha como projetista John Barnard, que havia trabalhado muito bem com Moreno como piloto de teste da Ferrari e o indica para substituir Nannini nas duas provas restantes. Para melhorar, Roberto Moreno teria como companheiro de equipe o seu velho amigo Nelson Piquet. Em Suzuka, Moreno largou numa ótima oitava posição e com vários pilotos abandonando, inclusive os dois protagonistas do dia, Senna e Alain Prost, a Benetton se viu fazendo uma dobradinha com Piquet em primeiro e Roberto Moreno em segundo. Depois de três anos, Nelson Piquet voltava a vencer na F1, mas a cena mais emocionante do dia era o choro de Roberto Moreno. Foram anos e anos de luta para estar naquele momento e, melhor, ao lado de Nelson Piquet. Mesmo com Ayrton Senna faturando naquele dia, de forma polêmica, o seu bicampeonato mundial, a cena mais marcante naquele dia em Suzuka foi a emoção de Roberto Moreno. Seria a última dobradinha brasileira na F1.

Antes de sair correndo para abraçar Nelson Piquet, Roberto Moreno havia sido ajudado a sair do carro pelo chefe de equipe da Benetton, o italiano Flavio Briatore. O capo parecia feliz com Moreno, mas logo isso terminaria ao longo de 1991. Roberto teria a sua chance na F1, correndo pela primeira vez numa equipe competitiva a temporada inteira. Porém, tudo saiu de forma errada para Moreno. Barnard sairia da Benetton no meio daquela temporada e os pneus Pirelli, que tinha aprontado tantos resultados surpreendentes para seus clientes nas duas temporadas anteriores, estaria deixando a F1 no final de 1991 para só retornar quase vinte anos depois. A realidade foi que Moreno não conseguiu extrair tudo da chance oferecida e o máximo que conseguiu foram dois quarto lugares e uma melhor volta (a única na F1) em Spa. Na mesma pista belga, Michael Schumacher fazia uma estreia impressionante na F1 pela Jordan e o mesmo Briatore que o recebeu com alegria no pódio em Suzuka, agora não tinha o menor pudor em demitir Roberto Moreno para dar o seu lugar a Schumacher, alegando problemas físicos com o brasileiro. Moreno fica desesperado atrás de cockpits e nas últimas provas de 1991 ele correria por Jordan e Minardi sem sucesso. Aquilo praticamente destruiu a carreira de Roberto Moreno na F1. Para 1992 Moreno é contratado pela Andrea Moda, que havia comprado a sua antiga equipe Coloni. Mesmo dizendo com orgulho que era um dos poucos pilotos contratados no grid, Moreno encararia um verdadeiro mico com o minúsculo time italiano, que entrou para a história como uma das piores equipes a participar da F1. Em 1993 Moreno é contratado pela equipe Alfa Romeo para participar dos saudosos campeonatos italiano e francês de Superturismo. Quando ninguém mais esperava ver Roberto Moreno na F1, ele foi contratado pela equipe Forti Corse para 1995. O time era um consórcio ítalo-brasileiro, financiado por Abílio Diniz e que tinha como principal objetivo colocar o inexpressivo Pedro Paulo Diniz na F1. Moreno serviria como uma espécie de conselheiro para Diniz, mas a lentidão dos carros faria com a Forti Corse se tornasse chacota dentro da F1. Roberto Moreno acabaria sua carreira na F1 de forma melancólica, batendo na entrada dos boxes em Adelaide na última corrida de 1995. Foram 42 Grande Prêmios em 76 tentativas, o famoso pódio em Suzuka/90 como melhor resultado, uma melhor volta justamente em sua última corrida pela Benetton e apenas 15 pontos em 13 anos, entre idas e vindas, na F1.

Após essa última experiência na F1, Moreno se mudou definitivamente para os Estados Unidos e a crescente F-Indy, mas chamada de CART a partir de 1996. O campeonato vinha se caracterizando por ser uma opção mais em conta e mais competitiva em comparação a F1 e vários brasileiros já haviam feito isso com graus diferentes de sucesso. Moreno encontrou vários pilotos com quem duelou na Europa, inclusive seu antigo companheiro de equipe na F3000, Maurício Gugelmin. Contudo, chegar à alguma categoria sem sofrimento não seria o estilo de Roberto Moreno. Conseguindo um patrocínio da Data Control de última hora, tudo o que Moreno consegue é um lugar na pior equipe do campeonato, a Payton-Coyne. Porém, ao contrário da F1, estar na pior equipe não significa estar sempre fadado a ficar nas últimas posições e de forma emocionante, Moreno consegue um terceiro lugar na U.S. 500, prova que a CART organizou para fazer frente as 500 Milhas de Indianápolis e foi um tremendo fracasso. Moreno termina o campeonato apenas em 21º, mas, fato raro em sua carreira, permanece outro ano com uma mesma equipe. Ou pensou que iria fazer isso. O campeonato de 1996 foi vencido pela Chip Ganassi com Jimmy Vasser e o pacote Reynard-Honda-Firestone era o melhor da CART naquele momento. Com sua pequena equipe, Moreno teria que se conformar com o pacote Lola-Ford-Goodyear, considerado o pior da categoria. Para completar, um time pequeno e mal preparado fez com que Moreno abandonasse a equipe após a primeira prova em Homestead, pois o carro estava extremamente perigoso. Porém, logo depois, Christian Fittipaldi sofre um dos seus graves acidentes em Surfers Paradise e fica de fora de algumas provas. Necessitando substituir Christian, a Newman-Hass traz Roberto Moreno e logo de cara o brasileiro consegue um segundo lugar no grid no finado Jacarepaguá, mas quando Christian volta às pistas no meio do ano, Moreno é sacado, mas não por muito tempo, pois Patrick Carpentier fica de fora de duas corridas após um acidente em Fontana e quem é chamado para substituir o canadense na Bettenhausen? O Supersub, Roberto Moreno.

Quando novamente Christian se acidente em 1998, Moreno o substitui mais uma vez. Em 1999, Roberto Moreno corre no mesmo final de semana uma corrida em Gateway pela CART e as 500 Milhas de Indianápolis na IRL. Este ano, ele substituiu pela terceira vez o contundido Christian Fittipaldi e Mark Blundell, na PacWest. Na última corrida do ano em Fontana, Greg Moore havia sofrido um pequeno acidente em sua scooter que o impediu de disputar os treinos. Roberto Moreno já estava na pista californiana para substituir Moore, mas o canadense insistiu em correr, mesmo com a mão machucada. Em poucas voltas, num carro que poderia estar nas mãos de Roberto Moreno, Greg Moore bate espetacularmente no muro externo de Fontana e morre horas depois. 

Seus bons resultados, mesmo quando muitas vezes a chance lhe bate a porta no último segundo, faz com que Roberto Moreno seja um piloto a ser observado e no ano 2000, ele é contratado pela tradicional equipe Patrick em tempo integral. Em Cleveland, Roberto Moreno vence uma corrida pela primeira vez em doze anos e repete as cenas de choro e emoção vistas em Suzuka quase dez anos antes. Num campeonato dominado pelos brasileiros, Roberto Moreno finaliza o campeonato em terceiro, atrás do campeão Gil de Ferran e do vice Adrian Fernández. Em 2002 a Toyota resolve investir ainda mais na CART e assina contratos com a Ganassi e a Patrick. Os japoneses assinaram com a Patrick com o intuito de usar a experiência e a expertise de Roberto Moreno em acertar carros e logo a Toyota, considerada o pato feio da categoria, começa a vencer provas, inclusive uma com Moreno em Vancouver. Mesmo Pat Patrick bastante satisfeito com Moreno, a CART viveu em 2001 seu último bom ano e os patrocinadores passaram para a IRL. A Patrick não pôde seguir com dois carros e Moreno foi dispensado, com Vasser seguindo como único piloto. Moreno ainda voltou à CART em 2003 na equipe Herdez, mas seu verdadeiro objetivo era ser uma espécie de tutor, assim como havia feito com Pedro Paulo Diniz, do mexicano Mario Dominguez. Assim como Diniz, Dominguez era fraco demais para fazer sucesso, mesmo com os valiosos conselhos de Roberto Moreno que, com 44 anos, encerrava sua carreira na Indy com 120 largadas, duas vitórias, duas poles e o terceiro lugar em 2000 como melhor resultado.

Roberto Moreno ainda fez algumas corridas esporádicas na Indy e desenvolveu o novo carro da Panoz para a Champ Car durante 2006 e em 2007, o brasileiro fez sua última apresentação num monoposto classificando o carro de Alex Figge nas 500 Milhas de Indianápolis e substituindo Stephane Gregoire na Chastain na corrida, terminando em último quando bateu ainda nas primeiras voltas. Moreno tentou participar da Stock Car em 2006, no que seria seu primeiro campeonato nacional em sua carreira, mas o projeto foi abortado devido (adivinhem?) a problemas financeiros. Após ser manager do piloto Lucas Foresti, Moreno hoje mora nos Estados Unidos e sempre está pronto para participar de alguma corrida no endurance. Dono de uma carreira complexa, mas que nunca perdeu a esperança de viver como piloto profissional, Roberto Moreno mostrou ao longo de todos esses anos no automobilismo muita competência e conhecimento técnico, mesmo que em alguns momentos lhe faltou velocidade pura e consistência, que o fez sair prematuramente da disputa pelo título de 2000 da CART. Mas Roberto Moreno não tem do que se queixar de sua longa, sofrida e reconhecida carreira.

Parabéns!
Roberto Moreno 

7 comentários:

  1. João,só uma correção: Vasser também fora dispensado pela Patrick depois da temporada 2001,junto com Moreno,mas ao contrário do brasileiro,correu em 2002 pela Rahal.

    Quem correu na Patrick em 2002 foi Townsend Bell que após a etapa de Clevland,foi substituído por Oriol Servia.

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  2. Obrigado pela correção. Essa parte eu fiz de cabeça e como isso já passou faz tempo, podemos nos enganar...
    Tomara que tenha gostado!

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  3. A F1 não fez jus ao talento do Moreno.
    Ele merecia muito mais que as porcarias que guiou.

    E ainda foi despedido por ser feio...

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  4. Adorei sim,João!

    O Moreno sempre foi um dos meus preferidos!

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  5. uma correção na minha carta: Cleveland,aonde coloquei Clevland.

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  6. Uma outra correção,com vários meses de atraso: A Toyota já estava com a Ganassi em 2000.

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  7. Eu disse que a Toyota investiu mais em 2002, não que assinou contrato com a Ganassi e a Toyota nesse ano...

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