Após sessões de treinos livres sem maiores dramas, a classificação só teve o incidente de Gabriel Bortoleto no final do Q1, que entrou forte demais na entrada da Nouvelle Chicane e quebrou a suspensão dianteira do seu Audi, justamente no melhor final de semana da equipe desde a primeira etapa em Melbourne. Gabriel lamentou bastante e com razão. Hulkenberg parecia que iria ao Q3, mas erros do veterano o deixaram no Q2, tornando um sábado bastante decepcionante para a Audi. O mesmo acontece com a Aston Martin. Após diminuir os problemas de vibrações que assombraram seus pilotos no começo do ano, era esperado um crescimento da Aston Martin, ainda mais em Mônaco, onde o fraco motor Honda não faria tanta diferença, mas Monte Carlo provou que não se pode apontar os dedos unicamente para os nipônicos. O chassi da Aston Martin é ruim e a dupla da equipe verde ficou na última fila, dando mais munição para Alonso reclamar.
Com a Ferrari tendo dominado a sexta-feira, mas Antonelli surpreendido no terceiro treino livre, a classificação se mostrou aberta. Além de Kimi, Max Verstappen usou sua genialidade para sempre se manter entre os líderes, enquanto a dupla da Ferrari, Leclerc em particular, não se mostrava tão à vontade como antes durante a classificação.
Isso fez com que Verstappen se colocasse como favorito a pole, mesmo com Leclerc tirando uma voltassa no final do Q3. O neerlandês superou o piloto da casa, mas Antonelli desbancou Max no apagar das luzes em sua melhor classificação até agora. Se antes Kimi tinha a vantagem do carro, esse não foi o caso nesse sábado e basta olhar o treino para lá de discreto de George Russell para provar que a Mercedes não tinha o carro dominante do final de semana. Antonelli conseguiu a pole no braço, mostrando a que veio na classificação mais determinante do ano.
