sábado, 27 de junho de 2026

Pole polêmica

 


Quando Max Verstappen perdeu seu carro na curva nove e bateu na proteção de pneus no final do Q3, a classificação para o Grande Prêmio da Áustria parecia definida. A bandeira amarela dupla no último setor da pista impossibilitaria a melhora de qualquer piloto no momento decisivo da classificação. À essa altura a Ferrari comemorava nos boxes a primeira fila da equipe italiana, liderados por um surpreendente Charles Leclerc. Contudo, George Russell baixou o tempo de Leclerc e tinha o tempo mais rápido do Q3. Iniciando uma polêmica com algumas prováveis consequências.

A classificação na escaldante Spielberg não mostrava muitas surpresas. No Q1, as três piores equipes do momento ficaram pelo caminho: Williams, Cadillac e Aston Martin. Nessa ordem. A novata Cadillac já começa a alcançar a veterana Williams, mesmo com a equipe americana vendo seus carros se desmancharem ao longo do ano. Pior é a Aston Martin. Num circuito de 70s, a equipe altamente financiada por Lawrence Stroll perde mais de 1s para um time novato e provavelmente com um dos menores orçamentos da F1. Alonso claramente está mais e mais impaciente.

A Mercedes havia dominado os treinos livres, na tentativa de dar uma resposta à vitória da Ferrari em Barcelona. Mesmo usando uma melhoria no motor, a Ferrari fazia um final de semana até mesmo discreto, com a McLaren aparentando estar mais próxima da Mercedes. Mais discreta estava a Red Bull. Com Max Verstappen estando na mesma vibe de Alonso, a equipe caseira não fizera muito para sair do lugar de quarta força da F1 em 2026. Contudo, Max Verstappen mostrou mais uma vez porque a Red Bull faz tanta força para ficar com ele. O neerlandês conseguiu uma volta espetacular no Q3, surpreendendo a todos e superado apenas por poucos centésimos de segundo pela dupla da Mercedes.

Então a dupla da Ferrari apareceu com força e se Hamilton fora mais rápido no geral, Leclerc veio com tudo no momento decisivo e superou seu companheiro de equipe quando importava. Então Max vinha voando com seu carro, pronto para tirar a pole de Leclerc quando perdeu o controle do seu carro e bateu. Logo atrás vinha a dupla da Mercedes. Antonelli dominava Russell no final de semana e tirou o pé. George não. O inglês completou sua volta e garantiu o tempo mais rápido. A sensação era de que Russell perderia a pole, mas de forma surpreendente, a FIA rapidamente declarou que não haveria investigação e na entrevista pós-treino, Russell declarou que tirara o pé e chegou a perder 0,25s. Se tivesse completado a volta sem tirar o pé, como dissera, Russell e até mesmo Antonelli meteria meio segundo nas Ferrari. Basta saber se a Ferrari engolirá isso...  

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