quarta-feira, 30 de julho de 2008

História: 30 anos do Grande Prêmio da Alemanha de 1978


O circuito de Hockenheim definitivamente substituía Nürburgring e pelo segundo ano consecutivo abrigava o Grande Prêmio da Alemanha, em 1978. Se no presente a Lotus dominava como queria com seu carro-asa, principalmente nas mãos do americano Mario Andretti, uma estréia neste Grande Prêmio marcaria o futuro da F1 nos próximos dez anos. Após o Grande Prêmio da Inglaterra, que sempre era recheado de estréia e mudanças, o Grande Prêmio da Alemanha nos daria muitas novidades entre as esquipes pequenas. Derek Daly, que era uma grande promessa da Grã-Bretanha, não tinha se acertado com a Ensign e por isso a pequena escuderia procurava por um novo piloto. E que fosse barato. Na F3 Inglesa, Nelson Piquet já fazia um enorme sucesso e ainda no meio do ano já tinha feito o seu primeiro teste num F1 com a equipe BS Automotive, com um McLaren M23, o mesmo chassi que deu o título para Emerson Fittipaldi em 1974. Como a equipe não participava de todo o campeonato e ficara tão impressionada com Piquet que acabou o contratando, não foi difícil para a Ensign chamar Nelson Piquet para participar desta corrida. Seria o primeiro de 204 Grande Prêmios de Nelson Piquet.

Enquanto Piquet ainda disputava a sua primeira Classificação, as feras da categorias viam mais uma dobradinha da Lotus, com Andretti superando Ronnie Peterson por muito pouco. Lauda era o melhor do resto, enquanto Scheckter completava a segunda fila. Após vencer com Carlos Reutemann na Inglaterra, a Ferrari decepcionava com o argentino num distante décimo segundo lugar, com Villeneuve três posições atrás. Nelson Piquet largaria apenas em vigésimo primeiro, onze posições atrás do seu ídolo, Emerson Fittipaldi, que conseguia um raro lugar entre os dez primeiros do grid.

Grid:
1) Andretti (Lotus) - 1:51.90
2) Peterson (Lotus) - 1:51.99
3) Lauda (Brabham) - 1:52.29
4) Scheckter (Wolf) - 1:52.68
5) Watson (Brabham) - 1:52.84
6) Jones (Williams) - 1:53.50
7) Laffite (Ligier) - 1:53.54
8) Hunt (McLaren) - 1:53.54
9) Jabouille (Renault) - 1:53.61
10) Fittipaldi (Copersucar) - 1:54.03

O clima estava agradável naquele dia 30 de julho de 1978 em Hockenheim e um grande número de alemães foram ao circuito para ver uma boa corrida. Pois os pilotos tedescos na época não impressionavam a ninguém, ao contrário do que viria mais tarde. O duo da Lotus largou muito bem e se mantém na ponta após a primeira curva, mas era Peterson que liderava à frente de Andretti. Durante a primeira volta Scheckter tem problemas de alimentação e perde rendimento, caindo para as últimas posições. Isso seria a senha para uma grande corrida do sul-africano.

Enquanto as duas Lotus já disparavam pelo circuito que cortava a Floresta Negra, as posições mudavam atrás deles. Logo que Lauda assumiu a terceira posição, ficou claro que nem o potente motor Alfa era capaz de colocar a Brabham num bom lugar e o austríaco perdeu a posição para um surpreendente Alan Jones na terceira volta. Duas voltas depois, uma clara ordem de equipe na Lotus fez com que o piloto número um, Andretti, assumisse a primeira posição, enquanto Peterson amargava uma segunda posição, deixando o americano passar. Pensam que só a Ferrari de Schumacher fazia isso?

O dia não era mesmo da Brabham e John Watson, que corria em quinto, abandonou a corrida ainda em seu começo, com o câmbio quebrado, fazendo com que Hunt assumisse a sua posição. Poucas voltas depois foi a vez de Lauda deixar a prova com o motor quebrado. Enquanto isso, Jody Scheckter fazia uma incrível prova de recuperação e na décima quarta volta já aparecia na sexta posição. E se aproximando do quinto colocado Jacques Laffite! Quando o piloto da Wolf deixou Laffite para trás, Scheckter viu a quarta posição cair no seu colo quando James Hunt foi ao box por causa de um pneu furado. Nesse momento, a corrida ficou estática, sem nenhuma grande mudança entre os líderes.

Quando todos já contavam com mais uma dobradinha da Lotus, Ronnie Peterson encostou seu carro com o câmbio quebrado quando faltavam apenas nove voltas para o fim. Como Jones já tinha abandonado poucas voltas antes, quem assumia a segunda posição era Jody Scheckter, que completou a primeira volta nas últimas posições. Se entre os primeiros tudo estava definido, as demais posições pontuáveis continuavam em disputa. Emerson Fittipaldi estava num ótimo quinto lugar que se transformou num quanto quando Didier Pironi, outro que vinha fazendo uma ótima prova, diminuiu o ritmo com problemas de freio. Na disputa pelo sexto lugar, Villeneuve começou a ter problemas na sua Ferrari e foi ultrapassado pelo herói local Harald Ertl, mas o motor Cosworth da Ensign quebrou no finalzinho, possibilitando ao canadense marcar um ponto. Porém, o sonho de Villeneuve evaporou na última volta, quando foi ultrapassado pelo mexicano Hector Rebaque e saiu da Alemanha de mãos vazias. Esse foi o primeiro ponto do milionário e lento mexicano. Com esses resultados, Andretti disparava ainda mais no campeonato e partia incolúme rumo ao seu primeiro título. Na volta 31 da corrida, Nelson Piquet abandonava a prova com o motor quebrado, mas esse seria o início de uma das carreiras mais vitoriosas da história da F1.

Chegada:
1) Andretti
2) Scheckter
3) Laffite
4) Fittipaldi
5) Pironi
6) Rebaque

Um comentário:

  1. A segunda parte da temporada iria ser muito boa para o Emerson, onde aesar de não ter repetido o pódio, conseguiria dez pontos em cinco corridas. Nada mau para ele!

    E quem diria, o Rebaque conseguiu um ponto... LOL!

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