A cada dia que passa, Fernando Alonso fica mais parecido com Michael Schumacher quando chegou à Ferrari em 1996. Assim como o alemão, Alonso sempre trata de elogiar a Ferrari sempre que possível, mesmo quando ocorre um revés. Chegando em Monza, Alonso falou o tempo todo em vitória, triunfo esse que lhe daria condições para brigar pelo título novamente. Pois no santuário de Monza, Alonso foi perfeito, conseguindo a pole com uma volta sensacional a ponto de não ter precisado finalizar sua última volta rápida. Mesmo perdendo a posição de honra na largada para Button e atacado por Massa nas primeiras curvas, Alonso manteve a calma e tratou de fazer o trabalho de trazer a corrida de volta às suas mãos. Atacou Button de todas as formas, mas quando ficou claro que não seria provável passar na pista, tratou de ficar próximo do inglês da McLaren quando se aproximou a rodada de paradas. Quando Button fez sua parada, Alonso acelerou, contou com a ótima atuação da Ferrari no pit-stop (0.8s mais rápido que a McLaren) e saiu à frente do atual Campeão Mundial para não ser mais incomodado para uma vitória consagradora na frente dos tifosi. Ganhar em Monza com a Ferrari coloca o nome de um piloto no coração da apaixonada torcida ferrarista e se antes Alonso fazia isso com palavras, o fez agora com uma bela atuação no principal palco ferrarista. E utilizando as mesmas armas que consagraram Schumacher no seu auge na Ferrari. Apenas coinscidência?
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Figurão (ITA): Lewis Hamilton
O Campeão Mundial de 2008 entra muito bem na famosa frase de Otto Glória, com suas devidas improvisações: Quando Hamilton acerta, é bestial. Quando erra, é uma besta! A McLaren chegou a Monza com pinta de favorita e com a liderança do mundial nas mãos, Hamilton tinha tudo para seguir para as cinco corridas finais com uma boa vantagem sobre os seus rivais aos títulos. Porém, tudo começou a dar errado quando o inglês optou por um acerto sem muita asa no seu carro, mas com a impossibilidade de usar o famoso duto frontal, que tanto resultado deu aos pilotos da McLaren. Se o comportamento com os dois acertos era parecido, a prática mostrou algo bem diferente, com Hamilton levando meio segundo de Button (usando o duto), algo totalmente inédito nessa temporada. Para piorar, Lewis largaria atrás de Webber, seu rival na briga pelo título. O piloto da McLaren deixou claro que seu objetivo na corrida era ficar à frente de Webber, mas quando falamos de Lewis Hamilton, mesmo com quatro temporadas de F1 nas costas, certas coisas não são tão simples assim. Na largada, Hamilton conseguiu seu objetivo de ultrapassar Webber na largada, mas viu uma brecha na briga entre as duas Ferraris e na ânsia de capitalizar a batalha entre Alonso e Massa, Hamilton tentou uma freada banzai na Variante Della Roggia e acabou com a suspensão dianteira quebrada, terminando sua prova ainda antes da metade da primeira volta. Enquanto voltava cabisbaixo aos boxes, Hamilton nem sabia do estrago provocado por seu erro. Se antes de Monza tudo levava a crer que a batalha pelo campeonato seria um mano a mano contra Mark Webber, agora a briga voltava a ter cinco protagonistas, além de Hamilton ter perdido a ponta do campeonato para Webber, com Alonso, Button e Vettel sedentos para capitalizar mais algum erro de Hamilton. Ou seja, na Itália, Lewis Hamilton foi uma tramenda besta!
domingo, 12 de setembro de 2010
Festa de arromba
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Uma vitória ferrarista em Monza, não importando quem esteja atrás do volante do carro vermelho é sinal de uma enorme festa na Itália. Foi uma corrida apertada, onde Jenson Button e seu acerto com muita asa deu um enorme trabalho a Fernando Alonso e a Ferrari, mas o espanhol contou com o excelente trabalho de box do time italiano e ganhou a corrida naquele momento, onde teve que dividir a curva com o inglês na primeira curva, após perder a liderança ainda na largada. Além da enorme festa proporcionada pelos tifosi, Fernando Alonso entra definitivamente na briga pelo título, principalmente pelo abandono prematuro de Hamilton e a má performance de Webber. Como o próprio espanhol comentou, os dois erraram e a briga ficou aberta novamente.
A corrida em Monza, rápida e de alta velocidade, não foi das mais emocionantes, mas principalmente tática entre Ferrari e McLaren. Ao contrário do imaginado, Button largou muito bem na parte suja do grid e mesmo com a fechada de Alonso, o inglês assumiu a ponta da corrida. De forma surpreendente, Massa partiu para cima de Alonso e os dois fizeram o Curvão lado a lado. Hamilton se aproveitou e entrou na briga pelo segundo lugar, quando os três ca
rros se aproximaram juntos da Variante della Roggia. Alonso fechou, Massa recuou e achou a suspensão dianteira direita de Hamilton, quebrando-a e o líder do campeonato estava fora da corrida antes que se completasse a primeira volta da corrida. Button, Alonso e Massa partiram para uma corrida tensa, onde trocavam melhores voltas, mas existia um sentimento que as Ferraris estavam melhores do que Button, que se segurava nas grandes retas, enquanto abria enormemente nas duas de Lesmo. A prova seria decidida nas paradas, que ocorreram já no terço final de prova. Button parou primeiro, com Alonso o fazendo na volta seguinte. O problema não foi exatamente de voltas mais rápidas ou lentas antes da parada, mas, sim, o trabalho de pit de McLaren e Ferrari. Os vermelhos foram bem mais rápidos, o suficiente para Alonso sair do box fracionalmente à frente de Button, que ainda tentou uma manobra nas curvas seguintes, mas Alonso logo mostrou a superioridade do seu carro e abriu uma pequena, mas decisiva, diferença sobre seu adversário.
rros se aproximaram juntos da Variante della Roggia. Alonso fechou, Massa recuou e achou a suspensão dianteira direita de Hamilton, quebrando-a e o líder do campeonato estava fora da corrida antes que se completasse a primeira volta da corrida. Button, Alonso e Massa partiram para uma corrida tensa, onde trocavam melhores voltas, mas existia um sentimento que as Ferraris estavam melhores do que Button, que se segurava nas grandes retas, enquanto abria enormemente nas duas de Lesmo. A prova seria decidida nas paradas, que ocorreram já no terço final de prova. Button parou primeiro, com Alonso o fazendo na volta seguinte. O problema não foi exatamente de voltas mais rápidas ou lentas antes da parada, mas, sim, o trabalho de pit de McLaren e Ferrari. Os vermelhos foram bem mais rápidos, o suficiente para Alonso sair do box fracionalmente à frente de Button, que ainda tentou uma manobra nas curvas seguintes, mas Alonso logo mostrou a superioridade do seu carro e abriu uma pequena, mas decisiva, diferença sobre seu adversário. Alonso demonstrou muita força na sua primeira corrida como piloto da Ferrari em Monza e mostra que é mesmo o piloto da Ferrari na briga pelo título, que ficou aberta novamente. O novo líder Mark Webber não marcou os pontos desejados e Alonso agora está num ameaçador terceiro lugar no campeonato, mais empolgado ainda com sua vitória na Itália. Afinal, uma vitória com a Ferrari em Monza sempre é uma motivação a mais e Alonso, já um bicampeão mundial, irá para a parte final do campeonato
mais motivado do que nunca! Se houvesse um segundo pit-stop durante a corrida, muito provavelmente Felipe Massa garantiria a dobradinha ferrsrista em casa, aumentando ainda mais a festança. O brasileiro cometeu alguns erros que o distanciaram de Button e Alonso no momento em que as paradas se aproximaram, mas não restam dúvidas que Massa fez uma corrida sólida e mereceu demais o lugar no pódio. Apenas como curiosidade, Carlos Gil perguntou a Emerson Fittipaldi, no alto de sua experiência, o que achava das ordens de equipe na Ferrari. Muito provavelmente, todos esperavam a reprovação do veterano bicampeão mundial as jogadas executadas pela Ferrari, mas Fittipaldi, coerente do que já exigiu no passado, disse que ordens de equipe são normais e que deveriam ser abertas novamente. A saia-justa na transmissão global foi evidente, mas, sendo pragmáticos, os sete pontos que Alonso com a manobra ferrarista em Hockenheim lhe favoreceu bastante para subir ao terceiro lugar no mundial.
mais motivado do que nunca! Se houvesse um segundo pit-stop durante a corrida, muito provavelmente Felipe Massa garantiria a dobradinha ferrsrista em casa, aumentando ainda mais a festança. O brasileiro cometeu alguns erros que o distanciaram de Button e Alonso no momento em que as paradas se aproximaram, mas não restam dúvidas que Massa fez uma corrida sólida e mereceu demais o lugar no pódio. Apenas como curiosidade, Carlos Gil perguntou a Emerson Fittipaldi, no alto de sua experiência, o que achava das ordens de equipe na Ferrari. Muito provavelmente, todos esperavam a reprovação do veterano bicampeão mundial as jogadas executadas pela Ferrari, mas Fittipaldi, coerente do que já exigiu no passado, disse que ordens de equipe são normais e que deveriam ser abertas novamente. A saia-justa na transmissão global foi evidente, mas, sendo pragmáticos, os sete pontos que Alonso com a manobra ferrarista em Hockenheim lhe favoreceu bastante para subir ao terceiro lugar no mundial.A McLaren era cantada e decantada como grande favorita a prova de Monza, mas o time comandado Whitmarsh perdeu a corrida para a Ferrari, um terrível adversário daqui para frente, além de ter perdido a ponta do Mundial de Pilotos. Jenson Button e sua arriscada escolha por mais aderência nas curvas não pode ser culpado pelo fracasso mclariano na Itália. O inglês largou muito bem, assumiu a ponta da co
rrida, segurou os ataques ferozes de Alonso no final da reta dos boxes e andou sempre no fio da navalha. O problema foi seu pit-stop mais lento, que lhe custou a vitória, mas o inglês também encostou na briga pelo campeonato. Porém, a cara de Button no pódio não era das mais alegres, pois como campeão mundial, ele sabe que perder uma chance como aquela nunca é bom para conquistar um título. É muito fácil criticar Hamilton quando ele atacou com força as Ferraris na primeira volta, mas o inglês foi fiel ao seu estilo e partiu para cima. Era apertado? Era. Era na primeira volta? Era. Porém, Lewis enxergou uma chance e não pensou duas vezes antes de tentar, mas não restam dúvidas que essa tentativa custou caro ao piloto da McLaren. Não apenas por perder a liderança do mundial, como também por ver que o campeonato ficou novamente aberto, com um Alonso empolgado, com toda a força da Ferrari por trás dele, além de um renascido Button. Pior para Hamilton, ótimo para nós!
rrida, segurou os ataques ferozes de Alonso no final da reta dos boxes e andou sempre no fio da navalha. O problema foi seu pit-stop mais lento, que lhe custou a vitória, mas o inglês também encostou na briga pelo campeonato. Porém, a cara de Button no pódio não era das mais alegres, pois como campeão mundial, ele sabe que perder uma chance como aquela nunca é bom para conquistar um título. É muito fácil criticar Hamilton quando ele atacou com força as Ferraris na primeira volta, mas o inglês foi fiel ao seu estilo e partiu para cima. Era apertado? Era. Era na primeira volta? Era. Porém, Lewis enxergou uma chance e não pensou duas vezes antes de tentar, mas não restam dúvidas que essa tentativa custou caro ao piloto da McLaren. Não apenas por perder a liderança do mundial, como também por ver que o campeonato ficou novamente aberto, com um Alonso empolgado, com toda a força da Ferrari por trás dele, além de um renascido Button. Pior para Hamilton, ótimo para nós!A Red Bull foi claramente a Monza marcar pontos e diminuir o possível prejuízo que teria com sua clara desvantagem que teria frente aos rivais diretos. De certa forma, a equipe conseguiu, mas levou outro susto com mais uma péssima largada dos seus dois pilotos, principalmente Webber, que engasgou logo após o apagar das luzes vermelhas.
O australiano fez uma ótima corrida de recuperação, ultrapassando, na marra, Schumacher, Kubica e Hulkenberg, mas Mark não deve acabar o dia muito feliz. A ordem de equipe feita a Vettel foi clara, com o alemão deixando Webber ultrapassá-lo devido a um 'problema de motor'. Faltando mais de 30 voltas, com um motor ruim, dificilmente um piloto sobreviveria em Monza, mas após Webber passá-lo, Vettel voltou a ter um bom ritmo (coinscidência, não?) e arquitetar sua estratégia. O alemão ficou várias e várias voltas na pista, postergando ao máximo sua única parada. Vettel o fez na penúltima volta e com uma trabalho sensacional da Red Bull, ele voltou não apenas à frente de Webber, como também de Rosberg, colocando um carro entre ele e seu companheiro de equipe, evitando ordens de equipe e também encostando na briga pelo título, pois alguns pontos foram descontados frente ao novo líder do Mundial, Webber. Assim como Webber fez em Silverstone, Vettel desafiou os desejos da equipe para se manter vivo na briga pelo título, nem que para isso tirasse pontos do companheiro de equipe mais bem colocado no mundial. A briga interna da Red Bull ainda terá mais desdobramentos até o final da temporada, sem sombra de dúvidas, causando grande impacto na briga pelo título.
O australiano fez uma ótima corrida de recuperação, ultrapassando, na marra, Schumacher, Kubica e Hulkenberg, mas Mark não deve acabar o dia muito feliz. A ordem de equipe feita a Vettel foi clara, com o alemão deixando Webber ultrapassá-lo devido a um 'problema de motor'. Faltando mais de 30 voltas, com um motor ruim, dificilmente um piloto sobreviveria em Monza, mas após Webber passá-lo, Vettel voltou a ter um bom ritmo (coinscidência, não?) e arquitetar sua estratégia. O alemão ficou várias e várias voltas na pista, postergando ao máximo sua única parada. Vettel o fez na penúltima volta e com uma trabalho sensacional da Red Bull, ele voltou não apenas à frente de Webber, como também de Rosberg, colocando um carro entre ele e seu companheiro de equipe, evitando ordens de equipe e também encostando na briga pelo título, pois alguns pontos foram descontados frente ao novo líder do Mundial, Webber. Assim como Webber fez em Silverstone, Vettel desafiou os desejos da equipe para se manter vivo na briga pelo título, nem que para isso tirasse pontos do companheiro de equipe mais bem colocado no mundial. A briga interna da Red Bull ainda terá mais desdobramentos até o final da temporada, sem sombra de dúvidas, causando grande impacto na briga pelo título.A Mercedes fez uma corrida discreta como a melhor do resto, mas Rosberg deve ter ficado com uma ponta de decepção por ter perdido o quarto lugar, que ocupou a prova inteira após uma ótima largada, já no finalzinho da corrida. O alemão fez uma prova solitária, onde não atacou e também não foi atacado, apesar de que Webber tenha encostado no final da corrida. Seguindo o que fez sua equipe, Schumacher largou bem, levou uma bela ultrapassagem de Webber, tentou dar o troco, mas após esses dois lances, o heptacampeão desapareceu do mapa, ficando desaparecido a maior parte do tempo, onde nem atacava e nem era atacado, ficando em nono com segurança. A Renault esteve longe de repetir o ótimo desempenho em Spa e Kubica ainda fez um péssimo pit-stop, quando teve problemas na roda dianteira esquerda, sucumbindo mais tarde a Webber, numa manobra bem oportunista do australiano. Longe dos seus melhores dias, Kubica apenas 'levou a criança para casa.' Tentando imitar a manobra de Vettel, Petrov fez sua única parada na antepenúltima volta,
mas não ganhou as posição que desejava e esteve longe de marcar pontos numa corrida de pouquíssimos abandonos.
mas não ganhou as posição que desejava e esteve longe de marcar pontos numa corrida de pouquíssimos abandonos.Hülkenberg mostrou sua evolução ao longo do ano, quando não conseguia responder ao ótimo desempenho de Barrichello e agora o supera com alguma frequencia. O jovem alemão da Williams fez uma ótima prova, andando sempre no limite, mesmo que para isso saísse da pista três vezes, mas contando com a benevolência dos comissários, não foi punido. Por enquanto. Sua luta com Webber foi um dos pontos da prova e mesmo com o australiano reclamando bastante, Hulk foi duro, sem ser desleal. Mais pontos para Hülkenberg, enquanto Barrichello sofria com mais uma largada ruim, mas ao menos garantiu o último pontinho. A Sauber começou o dia com problemas, com Kobayashi largando dos boxes e abandonando ainda no seu início, incógnito. Se for para depender do veterano e decadente Pedro de la Rosa, a Sauber talvez já soubesse do resultado e saiu de Monza com as mãos abanando. Situação parecida viveu a Force India, com Adrian Sutil tendo problemas que a TV não mostrou e lutar com os carros das equipes pequenas para evoluir na corrida, mas quando o alemão encontrou o primeiro carro de uma equipe 'veterana', Sutil ficou empacado atrás da Toro Rosso de Jaime Alguersuari. Mesmo correndo em casa, Vitantonio Liuzzi não fez praticamente nada e a Force India decepcionou numa pista que andou incrivelmente bem um ano antes. A Toro Rosso teve problemas com Alguersuari, pois o espanhol ficou muitas voltas atrás de Jarno Trulli e esteve longe dos pontos. Mas também tem que dar os méritos a Lotus, que proporcionou a Trulli uma corrida muito boa em casa, mesmo com o italiano abandonasse no final. Virgin e Kovalainen só apareceram para levar voltas, enquanto a Hispania contin
uava com seu calvário com Senna abandonando (de novo!) e Yamamoto atropelando um mecânico, fazendo com que os pits ficassem fechados enquanto uma ambulância o socorria.
uava com seu calvário com Senna abandonando (de novo!) e Yamamoto atropelando um mecânico, fazendo com que os pits ficassem fechados enquanto uma ambulância o socorria.Se a corrida não foi das mais emocionantes, seu resultado deixou o campeonato mais aberto do que nunca. Se após Spa era esperado um mano a mano entre Hamilton e Webber até o fim do campeonato para se decidir o campeão, agora vemos novamente uma disputa pelo título novamente aberta, com o diferencial de ter agora um piloto motivadíssimo (Fernando Alonso) e uma equipe em ascenção (Ferrari) chegando junto, regados a uma festa inesquecível no santuário de Monza.
sábado, 11 de setembro de 2010
Dever de casa

Dizem que para trazer o público italiano para Monza nos dias de crise, a Ferrari fazia um carro irregular nos treinos livres, onde a fiscalização era mais frouxa, e conquistava o melhor tempo. Os tifosi se iludiam, mas logo depois caíam na mais depressiva realidade. Com uma F1 cada dia mais politicamente correta, uma história como essa não ocorre mais, mas ver um carro vermelho bem em Monza é garantia de festa na Itália e Fernando Alonso proporcionou a primeira pole ferrarista do ano com uma belíssima volta e quebrou um jejum que já durava quase dois anos.
Não precisa dizer o esmero com que a Ferrari se prepara para sua corrida caseira e por isso não foi surpresa ver os carros de Maranello brigando pela ponta da Classificação em todo o momento. No Q3, a primeira volta de Alonso foi tão boa, que o espanhol nem precisou se esforçar em melhorá-la para ficar com a pole e acabar com uma jejum pessoal ainda mais penoso, com o bicampeão sem saber o que é largar há muito tempo. Muita coisa para uma pessoa como Alonso. Contudo, a festa ferrarista não foi perfeita porque Button se meteu entre os bólidos italianos e irá largar na primeira fila amanhã. A McLaren era a grande favorita a vitória antes de começar a ação no final de semana, mas o time tinha dúvidas em qual acerto usar. Deixou Button com o difusor, enquanto Hamilton usaria uma asa traseira menor, mas sem difusor. Tomando meio segundo do atual campeão mundial, nem precisa dizer que Hamilton deve estar arrependido de sua escolha.
Massa acompanhou Alonso em todo o final de semana, o superando algumas vezes e até parecia que poderia superar o companheiro de equipe pela segunda prova seguida, mas na hora do vamos ver o brasileiro foi superado com folga com Alonso, mas terá boas chances largando em terceiro. Corroborando com as expectativas, a Red Bull realmente não andou como dantes no circuito sem tanto pressão aerodinâmica de Monza, mas na briga pelo título, Webber conseguiu um tempo melhor do que Hamilton e ainda encaçapou Vettel, discretíssimo no dia de hoje. Porém, o australiano contornou a Parabólica na frente de Hamilton, o que poderia atrapalhar o inglês. Numa F1 tão politicamente correta, uma punição (injusta) a Webber não estaria fora de questão.
No resto, a Mercedes sobrevive praticamente com os rompantes de Rosberg, o melhor do resto hoje, enquanto Michael Schumacher fica no Q2, longe do companheiro de equipe. É a idade chegando, amigo! A Williams pôs seus dois carros no Q3, mas com Nico Hülkenberg ficando à frente de Barrichello o treino todo, mostrando que o jovem alemão, que chegou com tanta expectativa, está melhorando. Após um ótimo final de semana em Spa, Kubica se conformou com posições intermediárias, mas quem deve estar sofrendo uma baita pressão é Vitaly Petrov, muito atrás de Kubica e com seu emprego cada dia mais visado. A Force India esteve longe de repetir o surpreendente desempenho do ano passado, com Sutil não conseguindo sequer passar ao Q3, algo que ele fazia com certa frequencia até bem pouco tempo atrás, enquanto Liuzzi decepciona cada vez mais, apesar do alíbi do carro quebrado. Sauber e Toro Rosso fizeram seus papeis, enquanto a Lotus se aproxima das duas, trazendo a Virgin em seu vácuo. Hispania é mesmo uma carroça!
Pela proximidade dos tempos, a corrida de amanhã tende a ser muito equilibrada, sem podermos apontar A,B ou C como favoritos. Ótima expectativa para amanhã!
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
O lorde das pistas

Dentro das pistas, ele foi um dos grandes mitos da motovelocidade, vencendo várias corridas nas décadas de 70 e início dos 80, com uma pilotagem limpa, mas sendo agressivo quando preciso. Fora das pistas, usou sua beleza para se tornar um grande produto de marketing, sempre aparecendo em capas de revista, não obrigatoriamente especializadas em motos. Assim foi Barry Sheene, um das maiores figuras a pilotar uma moto e dono de um bom humor que o fez se tornar uma lenda na Grã-Bretanha, com sua moto de número sete e com o desenho do Pato Donald em seu capacete negro. Preferencialmente uma Suzuki. Último grande piloto inglês no motociclismo mundial, a carreira de Sheene foi marcada por várias recuperações incríveis, mas infelizmente ele não foi capaz de derrotar seu último grande obstáculo. Se estivesse vivo, Barry estaria completando 60 anos e por isso vamos ver como foi sua carreira.
Barry Sheene nasceu no dia 11 de setembro de 1950 em Londres, filho de Frank, um engenheiro no Royal College of Surgeons, e I
ris. Junto com sua irmã mais velha, Maggie, ele cresceu em Queen's Square e sempre cercado pelas motos. Além de engenheiro, Frank também era um conceituado preparador de motos e um piloto amador, que nunca teve a oportunidade de correr profissionalmente. Inspirado por ídolos ingleses como John Surtees, Greoff Duke e Mike Haywood, o pequeno Barry cresceu os vendo correr de perto e não foi surpresa vê-lo andando numa pequena Ducati 50cc com apenas cinco anos de idade. Durante a adolescência, Barry sempre acompanhava o seu pai nas corridas e também na preparação das motos de corridas dos principais pilotos da Inglaterra. Quando se interessou a correr, no final da década de 60, Frank Sheene prepara uma Bultaco para um teste em Brands Hatch e quando vê seu filho andando muito bem, passa a apoiá-lo de todas as formas, o ajudando na preparação nas motos e no tortuoso caminho rumo a se tornar um grande piloto de motos. Assim, em 1968, com 18 anos de idade, Sheene faz sua primeira corrida no Campeonato Inglês, também em Brands Hatch, e, mesmo não vencendo, chama a atenção de todos que assistiram aquela prova.
ris. Junto com sua irmã mais velha, Maggie, ele cresceu em Queen's Square e sempre cercado pelas motos. Além de engenheiro, Frank também era um conceituado preparador de motos e um piloto amador, que nunca teve a oportunidade de correr profissionalmente. Inspirado por ídolos ingleses como John Surtees, Greoff Duke e Mike Haywood, o pequeno Barry cresceu os vendo correr de perto e não foi surpresa vê-lo andando numa pequena Ducati 50cc com apenas cinco anos de idade. Durante a adolescência, Barry sempre acompanhava o seu pai nas corridas e também na preparação das motos de corridas dos principais pilotos da Inglaterra. Quando se interessou a correr, no final da década de 60, Frank Sheene prepara uma Bultaco para um teste em Brands Hatch e quando vê seu filho andando muito bem, passa a apoiá-lo de todas as formas, o ajudando na preparação nas motos e no tortuoso caminho rumo a se tornar um grande piloto de motos. Assim, em 1968, com 18 anos de idade, Sheene faz sua primeira corrida no Campeonato Inglês, também em Brands Hatch, e, mesmo não vencendo, chama a atenção de todos que assistiram aquela prova.A carreira de Barry era preparada de forma meticulosa por Frank Sheene e por isso o jovem piloto inglês disputou sua primeira temporada completa no Campeonato britânico de 125cc com uma Bultaco. Na temporada seguinte, em 1970, disputa várias corridas em várias motos diferentes durante o ano e acaba conquistando o Campeonato Inglês das 125cc com uma Suzuki. Seria o primeiro contato de Sheene com a marca japonesa. A
os 21 anos, Barry parte para o Campeonato Mundial das 125cc, ainda com sua Suzuki preparada pelo pai e vence sua primeira corrida do Mundial no Grande Prêmio da Bélgica, conseguindo o vice-campeonato com outras duas vitórias, ficando apenas dois pontos atrás do campeão (e também lenda) Angel Nieto. Nesse ano, Sheene participa de sua primeira corrida na Ilha Man e abandona após apenas uma volta. A tradicional corrida começava a causar polêmica pela sua insegurança e Sheene se torna um inimigo fidagal da perigosa pista, participando ativamente para que ela saísse do calendário do Mundial de Motovelocidade. A verdade era que Barry Sheene, mesmo ainda sem ter conquistado o título mundial, já era uma celebridade na Inglaterra. Juntamente com sua beleza e o prematuro sucesso nas pistas, Barry passou a usar sua fama para ganhar bastante dinheiro em ações de marketing, ganhando muito dinheiro no processo. Junto a isso, Sheene também passou a ter uma vida desregrada, passando a fumar, beber e frequentar boates. Por sinal, conta a lenda que o fumo entrou com tanta força na vida de Sheene, que ele tinha um pequeno buraco em seu capacete com desenho do Pato Donald (diz ele, o mascote lhe dava sorte), para colocar o cigarro logo após as corridas, sem precisar tirar o aparato de segurança!
os 21 anos, Barry parte para o Campeonato Mundial das 125cc, ainda com sua Suzuki preparada pelo pai e vence sua primeira corrida do Mundial no Grande Prêmio da Bélgica, conseguindo o vice-campeonato com outras duas vitórias, ficando apenas dois pontos atrás do campeão (e também lenda) Angel Nieto. Nesse ano, Sheene participa de sua primeira corrida na Ilha Man e abandona após apenas uma volta. A tradicional corrida começava a causar polêmica pela sua insegurança e Sheene se torna um inimigo fidagal da perigosa pista, participando ativamente para que ela saísse do calendário do Mundial de Motovelocidade. A verdade era que Barry Sheene, mesmo ainda sem ter conquistado o título mundial, já era uma celebridade na Inglaterra. Juntamente com sua beleza e o prematuro sucesso nas pistas, Barry passou a usar sua fama para ganhar bastante dinheiro em ações de marketing, ganhando muito dinheiro no processo. Junto a isso, Sheene também passou a ter uma vida desregrada, passando a fumar, beber e frequentar boates. Por sinal, conta a lenda que o fumo entrou com tanta força na vida de Sheene, que ele tinha um pequeno buraco em seu capacete com desenho do Pato Donald (diz ele, o mascote lhe dava sorte), para colocar o cigarro logo após as corridas, sem precisar tirar o aparato de segurança!Por esses fatores positivos e negativos, Barry Sheene conseguiu seu primeiro contrato profissional com a Yamaha, mas pensando muito mais nas benesses de fora da pista, o inglês tem um ano não muito bom em 1972. Apesar disso, Sheene é contratado pela Suzuki em 1973, iniciando uma parceria que entraria para a história. Logo de cara, a Suzuki produz uma moto sensacional para a recém-criada categoria 750cc e Sheene domina o campeonato, con
quistando seu primeiro título importante. Para o ano seguinte, a Suzuki se concentra nas 500cc e mesmo com a nova moto só estreando no meio de 1974, Sheene consegue sua primeira vitória na tradicional categoria e termina o campeonato num bom sexto lugar. O fase de Sheene era ascendente, mas sofre um enorme baque no início de 1975. Durante as 200 Milhas de Daytona, Barry vinha a mais 280 km/h quando o pneu traseiro sai do aro e Sheene sofre um seríssimo acidente, lhe quebrando o fêmur esquerdo, o braço e a clavícula direita e duas costelas. O inglês fica duas semanas internado no hospital e apesar da severidade do acidentes, em sete semanas já estava em cima de sua Suzuki. Ainda andando com ajuda de muletas, ele conhece Stephanie McLean, uma modelo da Penthouse e o casal acabaria se casando mais tarde. Barry e Stephanie teriam dois filhos, Sidonie e Freddie.
quistando seu primeiro título importante. Para o ano seguinte, a Suzuki se concentra nas 500cc e mesmo com a nova moto só estreando no meio de 1974, Sheene consegue sua primeira vitória na tradicional categoria e termina o campeonato num bom sexto lugar. O fase de Sheene era ascendente, mas sofre um enorme baque no início de 1975. Durante as 200 Milhas de Daytona, Barry vinha a mais 280 km/h quando o pneu traseiro sai do aro e Sheene sofre um seríssimo acidente, lhe quebrando o fêmur esquerdo, o braço e a clavícula direita e duas costelas. O inglês fica duas semanas internado no hospital e apesar da severidade do acidentes, em sete semanas já estava em cima de sua Suzuki. Ainda andando com ajuda de muletas, ele conhece Stephanie McLean, uma modelo da Penthouse e o casal acabaria se casando mais tarde. Barry e Stephanie teriam dois filhos, Sidonie e Freddie.Mesmo ainda se recuperando do seu acidente, Barry Sheene consegue duas vitórias (Holanda e Suécia) em 1975 e termina o campeonato em sétimo. Agora plenamente recuperado, Barry se
tornou o favorito para 1976, principalmente com a queda de Yamaha e MV Augusta. Principal piloto da Suzuki, Sheene vence cinco corridas (França, Áustria, Nações, Holanda e Suécia) e conquista seu primeiro título mundial, com enorme vantagem sobre os demais. Em 1977, Sheene não dá chances a ninguém e domina o campeonato, com seis vitórias (Venezuela, Alemanha Ocidental, Nações, França, Bélgica e Suécia) em nove provas do calendário do Mundial das 500cc e conquista não apenas o bicampeonato mundial, como também o Campeonato Inglês das 500cc e de Superbike. Não restavam dúvidas que Barry Sheene era o melhor piloto da época e também a maior estrela do Mundial de Motovelocidade, porém uma ameaça vindo dos Estados Unidos acabaria com esse domínio. Kenny Roberts tinha feito sua estréia no Mundial em 1977 e mesmo com o preconceito de alguns pilotos europeus, mas com apoio irrestrito da Yamaha, o americano se destacou no Mundial, em pistas que não conhecia, e despontava como o maior rival de Sheene para a temporada seguinte. E essa expectativa se confirmou em 1978. Roberts faz uma temporada impecável e ajudado por uma virose que fez Sheene não participar das duas primeiras corridas do ano, o americano conseguiu seu primeiro título, com cinco vitórias. Apesar de ter feito duas provas a menos que todo mundo, Sheene ainda conseguiu o vice-campeonato, com dois triunfos, e ainda foi nomeado como Membro do Império Britânico.
tornou o favorito para 1976, principalmente com a queda de Yamaha e MV Augusta. Principal piloto da Suzuki, Sheene vence cinco corridas (França, Áustria, Nações, Holanda e Suécia) e conquista seu primeiro título mundial, com enorme vantagem sobre os demais. Em 1977, Sheene não dá chances a ninguém e domina o campeonato, com seis vitórias (Venezuela, Alemanha Ocidental, Nações, França, Bélgica e Suécia) em nove provas do calendário do Mundial das 500cc e conquista não apenas o bicampeonato mundial, como também o Campeonato Inglês das 500cc e de Superbike. Não restavam dúvidas que Barry Sheene era o melhor piloto da época e também a maior estrela do Mundial de Motovelocidade, porém uma ameaça vindo dos Estados Unidos acabaria com esse domínio. Kenny Roberts tinha feito sua estréia no Mundial em 1977 e mesmo com o preconceito de alguns pilotos europeus, mas com apoio irrestrito da Yamaha, o americano se destacou no Mundial, em pistas que não conhecia, e despontava como o maior rival de Sheene para a temporada seguinte. E essa expectativa se confirmou em 1978. Roberts faz uma temporada impecável e ajudado por uma virose que fez Sheene não participar das duas primeiras corridas do ano, o americano conseguiu seu primeiro título, com cinco vitórias. Apesar de ter feito duas provas a menos que todo mundo, Sheene ainda conseguiu o vice-campeonato, com dois triunfos, e ainda foi nomeado como Membro do Império Britânico.Com a chegada de Roberts, Sheene agora dividiria as atenções com o americano no Mundial das 500cc e os dois se tornam as maiores atrações do campeonato. Durante o Grande Prêmio da Inglaterra de 1979, Sheene e Roberts protagonizam uma disputa espetacular, no que seria considerado a melhor corrida
da década de 70. Porém, a Yamaha estava investindo bem mais do que a Suzuki e Sheene não pode acompanhar o ritmo de Roberts e vê o americano conquistar o bicampeonato. Para piorar, o inglês perde o vice-campeonato para o companheiro de equipe Virginio Ferrari, fazendo Sheene acusar a Suzuki de lhe entregar um equipamento inferior ao dos demais integrantes da equipe. Com isso, a parceria de sete anos termina e Sheene monta uma equipe própria em 1980, com uma moto Yamaha. Como não poderia deixar de ser, Sheene tem um ano difícil e não consegue nenhum resultado de relevo. Para piorar, ainda vê Kenny Roberts conseguir seu terceiro campeonato seguido, o superando como o grande piloto da época, mas Sheene e Roberts eram grandes amigos fora das pistas.
da década de 70. Porém, a Yamaha estava investindo bem mais do que a Suzuki e Sheene não pode acompanhar o ritmo de Roberts e vê o americano conquistar o bicampeonato. Para piorar, o inglês perde o vice-campeonato para o companheiro de equipe Virginio Ferrari, fazendo Sheene acusar a Suzuki de lhe entregar um equipamento inferior ao dos demais integrantes da equipe. Com isso, a parceria de sete anos termina e Sheene monta uma equipe própria em 1980, com uma moto Yamaha. Como não poderia deixar de ser, Sheene tem um ano difícil e não consegue nenhum resultado de relevo. Para piorar, ainda vê Kenny Roberts conseguir seu terceiro campeonato seguido, o superando como o grande piloto da época, mas Sheene e Roberts eram grandes amigos fora das pistas. Naquele momento, a Yamaha investia quase que unicamente em Roberts e quando o americano sofre um sério acidente no começo de 1981, o time japonês fica praticamente sem piloto para enfrentar o poderio da Suzuki. Então, a Yamaha passa a apoiar mais a equipe privada de Barry Sheene e permite ao inglês sua última vitória na carreira, no Grande Prêm
io da Suécia. Quando Roberts se recupera plenamente do seu acidente, os dois antigos rivais passam a brigar pela primazia dentro da Yamaha e praticamente deixam que os pilotos da Heron Suzuki, Marco Lucchinelli e Randy Mamola, discutissem entre si o título, ficando com o italiano. Roberts ainda supera Sheene, mas a Yamaha contrói uma ótima moto para a temporada de 1982, dando esperanças a Sheene de reconquistar o título. Porém, durante o treino para o Grande Prêmio da Inglaterra em Silverstone, Sheene encontra uma moto muito mais lenta do que ele e o atinge a mais de 250 km/h. Barry é levado às pressas ao hospital com várias fraturas nas pernas, com os cirurgiões tendo que reconstruí-las, usando placas de metal e parafusos. Os médicos disseram-lhe que levaria pelo menos três meses para que ele dobrasse o joelho direito em um ângulo de 90 graus. Sheene desafiou os prognósticos e em duas semanas e meia já dobrava o joelho em 110º! Porém, mais esse grave acidente foi como um aviso para Sheene.
io da Suécia. Quando Roberts se recupera plenamente do seu acidente, os dois antigos rivais passam a brigar pela primazia dentro da Yamaha e praticamente deixam que os pilotos da Heron Suzuki, Marco Lucchinelli e Randy Mamola, discutissem entre si o título, ficando com o italiano. Roberts ainda supera Sheene, mas a Yamaha contrói uma ótima moto para a temporada de 1982, dando esperanças a Sheene de reconquistar o título. Porém, durante o treino para o Grande Prêmio da Inglaterra em Silverstone, Sheene encontra uma moto muito mais lenta do que ele e o atinge a mais de 250 km/h. Barry é levado às pressas ao hospital com várias fraturas nas pernas, com os cirurgiões tendo que reconstruí-las, usando placas de metal e parafusos. Os médicos disseram-lhe que levaria pelo menos três meses para que ele dobrasse o joelho direito em um ângulo de 90 graus. Sheene desafiou os prognósticos e em duas semanas e meia já dobrava o joelho em 110º! Porém, mais esse grave acidente foi como um aviso para Sheene.Apesar do problema em suas pernas e ser chamado até mesmo de 'Homem Biônico', pela quantidade de parafusos em suas pernas, Sheene foi chamado de volta para a equipe oficial da Suzuki em 1983. O time sabia que tinha uma pérola em suas mãos, mas Randy Mamola ainda era muito 'entusiasmado' e perdia algumas corridas com quedas incomuns. Com Sheene, a Suzuki pensava que teria a experiência a seu favor para voltar aos títulos. Porém, faltou a montadora japonesa avisar os adversários. A Honda havia retornado ao Mundial em 1982 com o jovem americano Freddie Spencer e tinha um potencial enorme para voltar aos tempos de glória nos anos 60. Em troca, a Yamaha, agora com o apoio da Marlboro, formava uma equipe forte para reconquistar o título e com Kenny Roberts querendo se aposentar em grande estilo, o time vinha extremamente forte para 1983, inclusive, já escolhendo o sucessor de Roberts: o também americano Eddie Lawson. O ano foi um inesquecível embate entre a Honda de Spencer e a Yamaha de Roberts, com vantagem p
ara o primeiro e, infelizmente, a Suzuki não fez parte da festa e Barry Sheene fez uma temporada muito ruim, derrotado por longe por Mamola, que ficou em terceiro no campeonato. Barry percebe que seu tempo no Mundial das 500cc havia passado e com uma Suzuki particular, participa de sua última temporada no Mundial de motociclismo em 1984, ainda a tempo de um último show, quando conquistou um terceiro lugar em Kyalami, debaixo de muita chuva. Mesmo com um convite da Cagiva para 1985, Barry Sheene resolve encerrar sua carreira no motociclismo aos 34 anos, com 102 Grandes Prêmios, 23 vitórias, 18 poles, 20 voltas mais rápidas, 52 pódios e os títulos mundiais em 1976 e 1977.
ara o primeiro e, infelizmente, a Suzuki não fez parte da festa e Barry Sheene fez uma temporada muito ruim, derrotado por longe por Mamola, que ficou em terceiro no campeonato. Barry percebe que seu tempo no Mundial das 500cc havia passado e com uma Suzuki particular, participa de sua última temporada no Mundial de motociclismo em 1984, ainda a tempo de um último show, quando conquistou um terceiro lugar em Kyalami, debaixo de muita chuva. Mesmo com um convite da Cagiva para 1985, Barry Sheene resolve encerrar sua carreira no motociclismo aos 34 anos, com 102 Grandes Prêmios, 23 vitórias, 18 poles, 20 voltas mais rápidas, 52 pódios e os títulos mundiais em 1976 e 1977.Após se aposentar, Sheene fez um ano no automobilismo, no Campeonato Britânico de Turismo, com um Toyota, mas após uma temporada acaba sua aventura nas quatro rodas e se muda com toda a sua família para a Austrália em 1987, na esperança de sofrer menos com as dores provocadas pela artrite causada pelo acidente em 1982, com o calor australiano. O país da Oceania lhe acolhe de braços abertos e praticamente adota Barry Sheene como um cidadão australiano. Primeiramente, Barry desenvolve uma empresa imobiliária e logo depois é convidado pela TV Australiana como comentarista do Mundial de motovelocidade. Ainda se aproveitando de sua fama, Sheene protagoniza, junto com a esposa, de um filme chamado Space Riders. Quem assistiu, parabéns... Barry Sheene ainda é popular o bastante para conseguir um lugar também como comentarista
da TV Inglesa e rapidamente faz sucesso entre o público inglês pelos seus comentários bem humorados. No final da década de 90, Sheene passa a participar de várias corridas com motos clássicas e em 2001 é nomeado pela FIM como uma 'Lenda do Motociclismo'. Lembrando dos seus tempos de piloto e que lutava pela segurança dos pilotos, Sheene desenvolve uma proteção para as costas dos pilotos de motos, facilmente vista nos macações de hoje, entregando a patente para a Dainese. Infelizmente, a nicotina em excesso cobrou seu preço e em julho de 2002 Barry Sheene descobriu que tinha câncer na garganta e no esôfago. Se lembrando de suas meticulosas recuperações na carreira, Sheene acreditava que podia vencer a doença e usou um tratamento alternativo, a base de alimentos naturais, se recusando a quimioterapia. Sheene vivia sua vida o mais normal possível, mas no dia 10 de março de 2003, o mundo da motovelocidade perdeu uma de suas maiores lendas, o Lorde das pistas.
da TV Inglesa e rapidamente faz sucesso entre o público inglês pelos seus comentários bem humorados. No final da década de 90, Sheene passa a participar de várias corridas com motos clássicas e em 2001 é nomeado pela FIM como uma 'Lenda do Motociclismo'. Lembrando dos seus tempos de piloto e que lutava pela segurança dos pilotos, Sheene desenvolve uma proteção para as costas dos pilotos de motos, facilmente vista nos macações de hoje, entregando a patente para a Dainese. Infelizmente, a nicotina em excesso cobrou seu preço e em julho de 2002 Barry Sheene descobriu que tinha câncer na garganta e no esôfago. Se lembrando de suas meticulosas recuperações na carreira, Sheene acreditava que podia vencer a doença e usou um tratamento alternativo, a base de alimentos naturais, se recusando a quimioterapia. Sheene vivia sua vida o mais normal possível, mas no dia 10 de março de 2003, o mundo da motovelocidade perdeu uma de suas maiores lendas, o Lorde das pistas.quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Transparência, por favor

O resultado do julgamento de ontem foi o mais lógico e esperado possível. Desculpem a franqueza, mas quem caiu na história de que a Ferrari poderia ser punida durante a Assembléia da FIA, comprou gato por lebre. Ordens de equipe sempre existiram e essa regra foi uma das mais absurdas dos últimos tempos, pois os times podem muito bem passar mensagens codificadas a seus pilotos e eles fazer o que quiserem na pista, sem que ninguém possa desconficar de nada. E podem ter certeza que isso sempre aconteceu de 2002 para cá, quando esta regra foi posta em prática. Contudo, a Ferrari se ferra justamente em sua empáfia e quando transmite essas ordens, o faz para todo mundo ver e isso acaba causando problemas para ela própria, como ocorreu em Hockenheim esse ano. Esse tal de Carlos Gracia, uma espécie de cheerleader do Alonso e presidente da Federação Espanhola de Automobilismo, acabou de dizer que Massa deixou o espanhol passar porque estava irritado de tanto a Ferrari dizer que Alonso estava mais rápido. Tenha dó, Ferrari, Gracia e cia limitada!
Contudo, desde ontem vejo várias pessoas revoltadas e dizendo que nunca mais assistirão F1 na vida. É falta de esportividade, falta de ética, a F1 é só um negócio... Pergunto: se fosse favorecendo um brasileiro, haveria esse alvoroço todo? Se fosse Alonso deixando Massa passar, essas mesmas pessoas pensariam assim? O que elas disseram quando Raikkonen deixou Massa passar, no Grande Prêmio da China de 2008? Foi no final do campeonato? O campeonato não se decide na última etapa, nem na penúltima e antepenúltima...
Quando Emerson Fittipaldi saiu da Lotus em 1973, ele mesmo falou que a gota d'água foi uma ordem de equipe não cumprida por Ronnie Peterson durante o Grande Prêmio da Itália daquele ano. O brasileiro ficou colado na traseira do sueco, esperando um sinal de Chapman que não veio e acabou se conformando com a 2º posição. Isso é falta de esportividade?
A famosa entrevista de Nelson Piquet à Playboy no início de 1988 continha uma fala interessante sobre sua nova situação na Lotus. Ele disse que colocou no contrato que seria o primeiro piloto e, em determinadas ocasiões, o segundo piloto teria que deixá-lo passar, não repetindo o erro na Williams. Isso é falta de ética?
No final de 1985, a Lotus procurava um novo piloto e a John Player Special indicou Derek Warwick, o principal piloto inglês da época. Warwick chegou a vestir o macacão negro da Lotus, mas Senna disse que a Lotus não poderia oferecer dois carros bons e forçou a saída de Warwick antes mesmo que eles fossem a pista. A F1 é um negócio?
Amigos, não vamos ser hipócritas. Ordem de equipe e favorecimentos sempre aconteceram, mas não estávamos acostumados as ordens contra os brasileiros. Apenas a favor. Por isso essa cruzada pela dignidade e lisura no ambiente pesado e mesquinho da F1. Como vemos na campanha eleitoral para presidente desse ano, se a acusação de vazamento na Receita ocorresse do modo inverso, trocando o acusado e o acusador, a gritaria seria muito maior e disso tenho certeza. O que precisamos é de transparência em tudo e talvez, na F1, com o fim dessa regra, tudo fique mais claro para todos nós.
Contudo, desde ontem vejo várias pessoas revoltadas e dizendo que nunca mais assistirão F1 na vida. É falta de esportividade, falta de ética, a F1 é só um negócio... Pergunto: se fosse favorecendo um brasileiro, haveria esse alvoroço todo? Se fosse Alonso deixando Massa passar, essas mesmas pessoas pensariam assim? O que elas disseram quando Raikkonen deixou Massa passar, no Grande Prêmio da China de 2008? Foi no final do campeonato? O campeonato não se decide na última etapa, nem na penúltima e antepenúltima...
Quando Emerson Fittipaldi saiu da Lotus em 1973, ele mesmo falou que a gota d'água foi uma ordem de equipe não cumprida por Ronnie Peterson durante o Grande Prêmio da Itália daquele ano. O brasileiro ficou colado na traseira do sueco, esperando um sinal de Chapman que não veio e acabou se conformando com a 2º posição. Isso é falta de esportividade?
A famosa entrevista de Nelson Piquet à Playboy no início de 1988 continha uma fala interessante sobre sua nova situação na Lotus. Ele disse que colocou no contrato que seria o primeiro piloto e, em determinadas ocasiões, o segundo piloto teria que deixá-lo passar, não repetindo o erro na Williams. Isso é falta de ética?
No final de 1985, a Lotus procurava um novo piloto e a John Player Special indicou Derek Warwick, o principal piloto inglês da época. Warwick chegou a vestir o macacão negro da Lotus, mas Senna disse que a Lotus não poderia oferecer dois carros bons e forçou a saída de Warwick antes mesmo que eles fossem a pista. A F1 é um negócio?
Amigos, não vamos ser hipócritas. Ordem de equipe e favorecimentos sempre aconteceram, mas não estávamos acostumados as ordens contra os brasileiros. Apenas a favor. Por isso essa cruzada pela dignidade e lisura no ambiente pesado e mesquinho da F1. Como vemos na campanha eleitoral para presidente desse ano, se a acusação de vazamento na Receita ocorresse do modo inverso, trocando o acusado e o acusador, a gritaria seria muito maior e disso tenho certeza. O que precisamos é de transparência em tudo e talvez, na F1, com o fim dessa regra, tudo fique mais claro para todos nós.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
História: 25 anos do Grande Prêmio da Itália de 1985
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Parecia um sonho se tornando realidade para os tifosi. Um piloto italiano vencendo com a Ferrari. Michele Alboreto tinha toda a torcida da Ferrari lhe empurrando rumo a um título não visto há mais de trinta anos, quando Alberto Ascari levou a Ferrari ao seu primeiro título na história da F1. Uma vidente italiana chegou a anunciar que Alboreto venceria o Mundial de 1985 e parecia que toda a Itália iria para o santuário de Monza, não se importando com a má fase ferrarista nas últimas corridas, a ponto de Alboreto ter perdido a liderança do campeonato para Alain Prost, seu principal rival na luta pelo título. Diante da fanática torcida italiana, Alan Jones voltava a F1 mais de dois após sua última corrida em Long Beach, à bordo do novo projeto do time Lola-Hass.
As enormes retas de Monza favoreceriam a potência dos motores e era justamente no seu propulsor o calcanhar de aquiles ferrarista, com Alboreto e muito menos Stefan Johansson conseguindo extrair algo de bom do motor italiano. Quem tinha os motores mais potentes teria vantagem e por isso não foi surpresa ver Renault (e seu motor especial de Classificação), a ascendente Honda e a BMW dominando os treinos classificatórios. Na briga pelo campeonato, a Ferrari dava um suspiro e colocava Alboreto de volta aos top-10 no grid, mas ainda atrás de Prost.
Grid:
1) Senna (Lotus) - 1:25.084
2) Rosberg (Williams) - 1:25.230
3) Mansell (Williams) - 1:25.486
4) Piquet (Brabham) - 1:25.584
5) Prost (McLaren) - 1:25.790
6) De Angelis (Lotus) - 1:26.044
7) Alboreto (Ferrari) - 1:26.468
8) Tambay (Renault) - 1:27.020
9) Surer (Brabham) - 1:27.153
10) Johansson (Ferrari) - 1:27.473
O dia 8 de setembro de 1985 estava claro e com clima agradável, como sempre vemos, com raríssimas exceções em Monza para o seu Grande Prêmio. A torcida italiana compareceu em peso para torcer para Alboreto, mesmo com a Ferrari longe de estar na mesma fase da metade da temporada. Um circuito rápido, mas com freadas fortes e ultrapassagens possíveis pelo vácuo, a largada não era um momento tão crucial no Grande Prêmio da Itália. Senna, um exímio largador, não se preocupa em fechar Rosberg na luz verde e os dois chegam lado a lado para a primeira curva. Após uns chegas-pra-lá e os dois terem cortado a chicane, levantado muita poeira, Rosberg tomou a ponta da corrida, enquanto Senna perdia tempo na entrada do Curvão e também era ultrapassado por Mansell. Piquet não larga bem e permite Prost assumir a quarta posição, enquant
o Alboreto também ganhava uma posição, mas ainda tinha Elio de Angelis o separando do seu rival pelo título.Na liderança da corrida, rapidamente Rosberg imprimiu um ritmo forte e abriu uma boa vantagem sobre Mansell, que servia de escudo ao seu companheiro de equipe. Senna, como já havia acontecido algumas vezes durante esta temporada, já segurava uma fila de carros atrás da sua Lotus, e quem mais o pressionava no momento era Prost, enquanto Alboreto já não seguia De Angelis tão de perto. A verdade foi que Senna só segurou Prost por duas voltas, com o francês conseguindo a manobra na freada da reta dos boxes, mas rapidamente o piloto da McLaren ganharia outra posição quando Mansell vai aos boxes na volta seguinte com problemas eletrônicos em seu Williams-Honda. O Leão voltaria à pista com duas voltas de atraso, mas sendo um dos pilotos mais rápidos na pista. Claramente com problemas de estabilidade, Senna é ultrapassado pelo seu companheiro de equipe, enquanto, para enorme desgosto dos tifosi, Piquet ultrapassa Alboreto
bem na frente das tribunas principais, deixando o italiano em sexto. Menos mal que Rosberg mantinha uma vantagem significativa sobre Prost. Por enquanto.A corrida fica estável na frente, enquanto Niki Lauda, empolgado com sua emocionante vitória em Zandvoort, fazia uma espetacular corrida de recuperação, após um 16º lugar no grid e na décima volta já estava colado em um impotente Alboreto. Sem muito a fazer, o italiano apenas assiste a McLaren o ultrapassar na reta dos boxes como se estivesse parado. A Ferrari tinha sérios problemas de potência de motor e isso ficava claro bem na frente de sua torcida, que acompanhava incrécula a derrocada de sua maior paixão. Nelson Piquet antecipa sua parada dos boxes e cai para posições intermediárias. Iniciando assim uma bela corrida de recuperação. A Williams dominava a corrida italiana com Rosberg e como não podia atacar o finlandês, seu futuro companheiro de equipe na McLaren, Prost apenas fazia uma prova de espera, enquanto Lauda continuava sua caminhada rumo as primeiras posições ao ultrapassar as duas Lotus, que andavam juntas, em voltas consecutivas. Porém, a caminhada do austríaca seria interrompida de forma repentina quando sua asa dianteira se quebra sozinha, sem aviso, e Lauda tem que ir aos boxes.
Com um ritmo muito forte, não foi surpresa ver Rosberg procurar os pits para trocar seus pneus exatamente na metade da prova, caindo para segundo lugar. Prost assumia a liderança da corrida, mas quando estava prestes a colocar uma volta no triste Alboreto, ainda tentando se manter na zona de
pontos, o francês tem seus retrovisores cheios da Williams de Rosberg. O finlandês não teve muito trabalho em deixar o francês para trás ainda antes da freada da Parabólica. Mais atrás, Piquet confirmava sua ótima corrida de recuperação e conseguia uma ultrapassagem audaciosa para tomar o 3º lugar de Senna, na reta dos boxes. Porém, os dois brasileiros acabariam subindo juntos ao pódio, quando Rosberg tem problemas de motor já na parte final da corrida, praticamente entregando a vitória no colo de Prost. Com uma boa vantagem sobre Piquet, Alain Prost completou a corrida nas pontas dos dedos para conseguir sua quinta vitória no ano. Se não ganhou o título em Monza matematicamente, Prost o venceu psicologicamente, pois Alboreto também abandonou já no final da prova. Foi uma decepção catastrófica dos torcedores da Ferrari, que nunca mais tiveram sequer próximos de ver um italiano prestes a vencer o título, enquanto a carreira de Michele Alboreto entrou em parafuso a partir de então.Chegada:
1) Prost
2) Piquet
3) Senna
4) Surer
5) Johansson
6) De Angelis
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