segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Figura(MEX): Daniel Ricciardo

 Saído de uma aposentadoria compulsória por pressão da cúpula da Red Bull, Ricciardo sofreu um acidente aparentemente banal em Zandvoort que o tirou das pistas por causa de um pulso fraturado. Foram várias corridas de fora e vendo Liam Lawson o substituir com atuações sólidas na Alpha Tauri, principalmente para um piloto novato e jovem como o neozelandês. Ricciardo retornou em Austin e teve um desempenho sem brilho, mas uma semana depois no México o australiano voltou aos tempos em que era uma das estrelas da F1. Daniel levou seu Alpha Tauri a boas posições em todas as sessões livres e na classificação se manteve entre os dez primeiros com muita facilidade, transformando essa performance num excelente quarto lugar no grid. Ricciardo superava não apenas seu companheiro de equipe Tsunoda, como se colocava à frente de Pérez, o piloto que Daniel estaria substituindo muito em breve. Porém, a corrida no México seria longa e com muita gestão de pneus. Um desafio para um piloto que sofreu de uma decadência muito forte quando saiu da Red Bull em 2018, mas Ricciardo fez uma bela prova, se mantendo entre os primeiros o tempo inteiro, andando próximo de Mercedes e McLaren sem maiores sobressaltos, garantindo o melhor resultado da Alpha Tauri em 2023 com um sétimo lugar. Levando-se em conta os resultados de Pérez e Tsunoda na Cidade do México, Ricciardo pode estar se garantindo ainda mais na F1 em 2024. Daniel pode sonhar com um retorno a uma equipe grande na temporada vindoura, principalmente com exibições como a desse final de semana.

Figurão(MEX): Sergio Pérez

 O que eu vou dizer lá em casa, Pérez? Como diz o icônico narrador Silvio Luiz, o que Pérez dirá para o seu público que lotou o circuito Hermanos Rodríguez para torcer por ele nos três dias de evento para ver Checo se meter num incidente totalmente evitável na primeira curva da corrida e abandonar a prova que tanto se esperava de Sergio. Um acidente que mostra o destempero de um piloto extremamente pressionado por ter um dos melhores carros da história da F1 e não entregar o mínimo esperado por ele. Esse destempero ficou ainda mais claro com o choro de Pérez debaixo do capacete quando chegou aos boxes e percebeu que a sua esperada corrida caseira estava no fim. Sergio Pérez não desaprendeu e nem é o piloto ruim que todos o acusam nesse momento, mas é inegável que sua confiança foi minada por um ambiente totalmente à favor de Verstappen, que bate recordes com uma facilidade desconcertante, enquanto Pérez largava apenas em quinto em sua prova caseira. A tentativa de pular para primeiro (após executar a melhor largada do ano, diga-se) de Pérez foi totalmente desmedida e cobrou um preço alto para um piloto que se vê sem lugar na Red Bull, mesmo com contrato assinado. 

domingo, 29 de outubro de 2023

O que eu vou dizer lá em casa, Pérez?

 


A esperança da Ferrari de segurar Verstappen ao colocar seus dois carros na primeira fila e 'fechar' a pista na longa reta até a primeira curva foi para o espaço com a ótima largada de Max, mas tudo foi literalmente para os ares com a presepada de Sérgio Pérez na frente de sua torcida. Checo tinha feito uma das melhores largadas do ano, quando estava pulando de quinto para terceiro, lado a lado com os dois primeiros, mas um erro de cálculo frustrou a si e as milhares de pessoas que foram ao circuito Hermanos Rodríguez para torcer para Checo, mas acabaram vendo mais uma vitória tranquila de Verstappen.

É inegável que a pressão em cima de Pérez cresce na medida em que os resultados esperados não estão sendo apresentados pelo mexicano. A situação ficou ainda mais crítica com o seu pretenso substituto Daniel Ricciardo está fazendo o seu melhor final de semana em anos no México e ter colocado a Alpha Tauri na frente de Pérez. Hoje, Checo Pérez é dos pilotos mais pressionados no grid. A largada no México é bem atípica, com a primeira curva bem distante da linha de largada, proporcionando muito vácuo para quem vem atrás da primeira fila. Era isso que a Ferrari apostava para tentar, pelo menos por alguns instantes, segurar Max Verstappen atrás deles. Contudo, Max efetuou uma largada de almanaque, imediatamente ultrapassando o segundo colocado Sainz e numa manobra dura, colocou por dentro de Leclerc usando um pequeno espaço. Com os pilotos indo mais para dentro, Pérez foi por fora e 'puxado' pelo vácuo dos carros à frente, deu um enorme pulo, se aproximando da primeira curva ao lado de Max e Leclerc. Eram três pilotos chegando juntos na primeira curva. Isso não poderia dar muito bom...


Talvez pressionado pela a sua atual situação, Pérez freou mais tarde vindo por fora e fechou para cima de Leclerc, que simplesmente não tinha para onde ir. O toque de rodas dos carros da Red Bull e da Ferrari fez com que Pérez alçasse voo e saísse reto, destruindo claramente seu assoalho, além de ter feito um enorme rombo na lateral do seu carro. Leclerc passou reto pela grama, emergiu da primeira chicane na frente, mas cedeu a primeira posição para Verstappen para não ser punido, além de ter sua asa dianteira avariada. Enquanto isso, Pérez retornava à pista em último antes de entrar nos boxes. O mexicano estava claramente perturbado pela situação, enquanto se ouvia os lamentos da torcida mexicana, que não se cansava de cantar 'Checo, Checo' em todo o final de semana. Aparentemente chorando, Pérez teve que sair do seu carro como o grande derrotado de um dia que parecia ser seu e acabou sendo de Verstappen. Se o neerlandês ainda é alcançado em ritmo de classificação, em ritmo de corrida Max é simplesmente imparável, num mistura de rapidez e conservação de pneus, fazendo com que Verstappen não fosse praticamente ameaçado nesse domingo, mesmo com uma bandeira vermelha bem na metade da corrida.

Kevin Magnussen tinha acabado de sair da pista na saída da última curva e logo depois o dinamarquês da Haas viu a suspensão esquerda do seu carro quebrar bem na sequência de curvas rápidas, fazendo com que Kevin batesse com bastante violência no muro. Magnussen saiu grogue do carro e a bandeira vermelha apareceu para consertar o soft-wall que tanto ajudara Kevin a só sair apenas atordoado após tamanha pancada. Verstappen tinha aproveitado que à princípio apenas o Safety-Car tinha aparecido e foi aos pits pela segunda vez, colocando pneus duros, que iria levar até o final. Max saiu na frente de Leclerc, quando a bandeira vermelha apareceu, fazendo com que os pilotos tivessem que largar parado alguns minutos depois. Uma relargada assim sempre é estressante, principalmente quem largava na frente e com alguns pilotos largando com pneus médios, mas Verstappen neutralizou qualquer chance de algo dar errado com outra ótima largada, abrindo imediatamente 2s sobre Leclerc e no final receberia a bandeirada com 16s de vantagem sobre o segundo colocado. Enquanto Pérez quase que se desculpava com a sua equipe, Verstappen batia mais alguns recordes em sua carreira. Foi a vitória de número dezesseis em 2023, fazendo com que esse ano seja a mais vitoriosa de um piloto na história da F1, mas Max ainda igualou-se à Alan Prost como o quarto maior vencedor de corridas da história, algo que será desempatado muito em breve.


Mesmo com uma avaria na asa dianteira, Leclerc se manteve firme na pista e abriu uma boa diferença para Sainz na primeira metade da corrida. Mesmo com a Ferrari abrindo seu alfabeto de estratégias, os italianos não cometeram nenhuma asneira, mesmo Charles tendo perdido a segunda posição para Hamilton. A Mercedes vem sendo o exato oposto da Ferrari, com um ritmo de corrida bem melhor do que de classificação. Hamilton ultrapassou Ricciardo no primeiro stint, antes de efetuar um undercut em cima de Sainz. No momento de bandeira vermelha, a Mercedes arriscou com pneus médios, talvez pensando que Hamilton, largando no mesmo posto de Verstappen uma hora antes, poderia repetir o feito do piloto da Red Bull e efetuar uma largada relâmpago, mas o plano não funcionou a pleno. Hamilton sequer ultrapassou Leclerc, que estava com pneus duros, mas rapidamente Lewis partiu para cima do ferrarista e numa manobra no limite, ultrapassou Leclerc, mas nem de longe Hamilton sequer se aproximou de Verstappen, mas com o erro de Pérez, se aproximou de forma decisiva no campeonato, podendo deixar a situação de Checo ainda mais desconfortável. Leclerc, que junto de Hamilton fora desclassificado semana passada, completou o pódio e mesmo vaiado pela torcida chicana pelo toque com Pérez, se desculpou e foi perdoado pela multidão, conseguindo bons pontos no campeonato. Numa corrida onde praticamente se defendeu o tempo todo, Sainz terminou em quarto e com a queda abrupta da Aston Martin, empatou com Alonso no campeonato, mas ficou com o quarto lugar no certame pelos critérios de desempate.


Um dos destaques da corrida, principalmente após a segunda bandeira vermelha, foi Lando Norris. O piloto da McLaren tivera problemas na classificação e fizera uma primeira metade de corrida discreta, mas em viés de alta. Uma má segunda largada, quando chegou a tirar o pé no meio da reta viu Norris ter que escalar da 17º posição. Relargando com pneus médios, Norris foi ultrapassando quem via pela frente e mesmo quando os demais pilotos que relargaram com os mesmo médios de Lando foram perdendo rendimento, o representante da McLaren seguiu sua corrida de recuperação. A McLaren pediu para Piastri abrir caminho e rapidamente Norris chegou em Russell. Nesse duelo entre os jovens pilotos britânicos, Norris obteve vantagem com sobras, numa bela manobra sobre o piloto da Mercedes, que sofria com os mesmo pneus médios de Norris. Ainda teve tempo para Lando atacar e despachar de forma ainda mais bonita Ricciardo, fazendo com que Norris subisse para um ótimo quinto lugar. Os pontos conquistados pelo inglês já o colocam na briga pelo quarto lugar no Mundial de pilotos, próximo da dupla da Ferrari, já que Alonso, infelizmente, hoje é carta fora do baralho. A Aston Martin, com muita boa vontade, foi sétima força do pelotão desse final de semana, mas mesmo assim nenhum dos seus dois carros completaram a corrida mexicana, completando um ano que termina de forma vexatória para um time que falou em vitórias até o final do ano.


Para completar o péssimo final de semana de Pérez, Ricciardo continuou seu final de semana com uma pilotagem sólida na corrida, fazendo com que o australiano marcasse seus primeiros pontos no ano com um excelente sexto lugar. Tsunoda, que largou no fim do pelotão por ter trocado de motor, fazia uma ótima corrida, quando se envolveu num acidente com Piastri onde se houve um culpado, seria o japonês, que se comportou de forma infantil com sua equipe via rádio. Tsunoda é outro piloto pressionado que vem fazendo besteiras. Albon fez outra corrida muito boa ao levar a Williams aos pontos, enquanto Hulkenberg, em sua corrida de número 200, segurou o quanto pôde as duas Alpines, mas acabou cedendo o último ponto para Ocon, seguido pelo seu companheiro de equipe Gasly. A Alfa Romeo conseguiu colocar seus dois carros no Q3, mas depois acabou vendo Bottas e Zhou perdendo muito rendimento em ritmo de corrida, terminando longe dos pontos.


Mesmo numa corrida dividida em duas, Max Verstappen se manteve impávido em sua temporada próxima da perfeição. Recordes são quebrados a todo momento, enquanto seu companheiro de equipe sofre com uma má fase que não parece ter mais fim. Pérez foi destruído mentalmente por Verstappen, onde não apenas é incapaz de andar no mesmo ritmo de Max, como Checo vai cometendo erros que não usuais a ele. Pelo jeito, não será impossível se os mexicanos não tenham para quem torcer em 2024.

sábado, 28 de outubro de 2023

Instabilidade

 


A palavra mais ouvida na Cidade do México nesse final de semana de Grande Prêmio é instabilidade. Os conhecidos problemas no ar rarefeito fazem com que os carros andem com máxima pressão aerodinâmica, mas com uma pista escorregadia e pneus mais frágeis que os chutes de Silvio Romero, os pilotos encontraram várias dificuldades a ponto de algumas surpresas aparecerem no final de semana. A Ferrari vinha num final de semana discreto até mesmo no grande ponto forte dos italianos, que é o ritmo em volta lançada. Leclerc e Sainz foram atrapalhados no final do TL3 e nas duas primeiras partes da classificação, nenhum dos dois deu pinta que venceria o sempre favorito Max Verstappen. Contudo, Leclerc e Sainz tiraram algum desempenho não se sabe de onde e ficaram com a dobradinha no circuito Hermanos Rodríguez.

Dono de um dos menores circuitos do calendário, o lendário Circuito Hermanos Rodríguez não tem mais como característica o asfalto extremamente ondulado, mas a pista curta trouxe alguns problemas para os pilotos, inclusive com cenas de engarrafamento no final do pit-lane. A primeira vítima acabou sendo Lando Norris, que tinha feito um bom final de semana até ali, mas errou em suas duas tentativas no Q1 e ficou na última fila do grid. Fernando Alonso continuou o declínio da Aston Martin com outra desclassificação no Q2, onde o espanhol novamente rodou, repetindo o que já ocorrera nos treinos livres. Enquanto isso, Verstappen se mostrava o grande favorito ao liderar os três treinos livres e sempre se impor quando entrava na pista.

Porém, meio que do nada, a Ferrari surgiu extremamente forte no Q3 e colocou seus dois pilotos na primeira fila, superando Max por menos de um décimo. Correndo em casa, Pérez fez um papel mais digno nesse final de semana, mas ainda assim sai do seu circuito patrício com a pecha do fracasso, já que Daniel Ricciardo, para muitos o seu substituto na Red Bull em 2024, conseguindo sua melhor classificação com a Alpha Tauri e superando Checo, ficando numa ótima quarta posição. Destaque também para a Alfa Romeo ao colocar seus dois carros no Q3, enquanto a Mercedes, após liderar no Q2, ter ficado bem longe dos líderes no Q3. A longa reta dos boxes produz bastante vácuo e a corrida até a primeira curva no México é uma das mais aguardadas do ano, com muitos mudanças podendo acontecer. Sem contar que os pneus serão um fator chave amanhã. Justamente o ponto fraco da Ferrari. E o forte da Red Bull.

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Boa surpresa

 


Já faz mais de um mês que a temporada da Indy terminou e mesmo com algumas modificações nas equipes, ninguém esperava pela notícia de hoje. Pietro Fittipaldi, já a alguns anos piloto de testes da Haas na F1, mas atualmente ele pode ser considerado mais um piloto de simulador, anunciou que retornará à Indy em 2024 pela equipe Rahal, só que dessa vez de forma integral, participando de todo o calendário da categoria. Praticamente sem chances da F1, Pietro se virou totalmente para a Indy, num movimento que até demorou a acontecer, até mesmo pelo histórico que seu avô tem na categoria.

Pietro estava correndo no WEC para se manter ativo, mas na Indy a situação é bem distinta, com um monoposto rápido e com reações bem diferentes do que estava acostumado tanto na realidade (WEC) como no virtual (F1). Pietro fez algumas corridas de oval em outros anos na Indy, então a adaptação do neto de Emerson não será tão problemática, já que Fittipaldi está bem acostumado aos circuitos mistos. O porém será interessante ver como a equipe Rahal se comportará no próximo ano. Em 2023 a equipe oscilou bastante, tendo desempenhos pífios nos ovais a ponto de Graham Rahal tenha sido bumpado nas 500 Milhas de Indianápolis, enquanto nos mistos, liderado pelo dinamarquês Christian Lundgaard, a Rahal venceu uma corrida e marcou poles. É esperado um ano mais linear, até pelo bem de Pietro Fittipaldi.

Um fato muito bom é que o Brasil não ficará restrito as 500 Milhas de Indianápolis com o semi-aposentado Helio Castroneves, com Pietro correndo em todas as provas e se mostrar serviço, poderá usar o seu sobrenome famoso para se consolidar na Indy, uma das categorias mais populares no Brasil.

Figura(EUA): Max Verstappen

 Novamente o neerlandês mostrou toda a sua magia, mas junto à isso, Max mostrou sua maturidade nesse domingo em Austin. Após vencer com autoridade a Sprint Race, era esperado que Verstappen dominasse também na corrida principal, mesmo o piloto da Red Bull largando em sexto por ter sua volta anulada no Q3. Porém, Max teve problemas de freios desde o início da prova e por isso não pôde imprimir o ritmo esperado. Verstappen tinha planejado junto à sua equipe desde o apagar das luzes vermelhas que ele iria para uma tática de duas paradas, o que era bem nítido devido ao calor nesse domingo no Texas. Contudo, o ritmo abaixo de Verstappen confundiu os táticos das outras equipes, que imaginaram que Verstappen pararia apenas uma vez, mexendo nas estratégias dos seus pilotos, ora diminuindo o ritmo, ora aumentando. Verstappen se manteve no seu plano e mesmo com os problemas nos freios lhe atrapalhando, Max teve a frieza necessária para assumir a ponta e ainda segurar uma Lewis Hamilton bem mais rápido nas voltas finais. Por sinal, Max teve a frieza para se manter atrás do retardatário Zhou na última volta para usar o DRS na reta oposta e terminar qualquer chance de Hamilton. Um truque de mestre para quem completou cinquenta vitórias e muito bem breve, deverá se colocar no pódio dos maiores vencedores da história da F1.

Figurão(EUA): George Russell

 Com o intuito de mudar algumas vezes e nem sempre termos os mesmo personagens nessa parte da coluna, variar um pouco faz bem e não colocaremos Sérgio Pérez aqui, até mesmo pela ajuda inesperada que ele teve da FIA na desclassificação de Lewis Hamilton na corrida principal, mas o companheiro de equipe do inglês também fez por merecer estar por aqui. George Russell nem de longe faz uma temporada tão forte como a do ano passado, ficando bem longe de Hamilton na maior parte do tempo, mas em Austin essa diferença foi ainda maior, com George tendo um final de semana bem opaco e cheio de punições por track limits e na Sprint Race, por fazer uma clara ultrapassagem por fora da pista. Enquanto Hamilton subiu ao pódio no sábado e no domingo (depois Lewis seria desclassificado), Russell teve duas corridas bem abaixo, sendo ultrapassado pelo compatriota Lando Norris, na ascendente McLaren no Mundial de Piloto, acabando por aparecer apenas em sétimo no campeonato. Para quem se esperava andar forte e no ritmo de Hamilton, Russell está devendo e em Austin, o devedor foi ainda maior.