Ele foi um personagem da década de 1990 e sem coincidência, estreou na F1 logo no primeiro ano do decênio. Eddie Jordan militava no automobilismo britânico desde a década de 1970, inicialmente como piloto e percebendo a própria limitação, o irlandês se tornou chefe de equipe, evoluindo categoria a categoria até chegar à F1 em 1991 com a equipe que levava seu nome, logo de cara lançando um dos carros mais icônicos da história, o Jordan verde da 7up, no mesmo ano em que fazia estrear Michael Schumacher. A equipe Jordan passou por algumas turbulências e dois anos depois revelou Rubens Barrichello, piloto com mais corridas pelo time. A partir de 1996 a Jordan seria patrocinada pela B&H, trazendo os belos carros amarelos que marcaria a arrancada da equipe naquela época, onde conquistaria a primeira vitória em 1998 com Damon Hill e brigaria pelo título no ano seguinte com Heinz-Harald Frentzen. Contudo, aquele seria o último grande momento da Jordan Grand Prix. O time de Eddie entraria em decadência até Jordan vender o time. Eddie Jordan se caracterizou pelo carisma, seu amor pelo rock and roll e curtir a F1 de uma forma diferente de outros chefes de equipe. Várias vezes Eddie tirava fotos com Grid Girls, em cenas que seriam canceladas hoje em dia. O irlandês se manteve na F1 como comentarista e muitas vezes Jordan trouxe grandes novidades no mercado de pilotos. E foi num podcast que Eddie comunicou que lutava contra um câncer agressivo, que acabaria lhe matando aos 76 anos nessa quinta-feira, deixando o automobilismo de luto.
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