segunda-feira, 28 de março de 2011

Enquanto isso no domingo...



Quem não deve ter gostado muito do cancelamento do Grande Prêmio do Bahrein foi a organização da Indy. Enquanto todos os olhos do mundo estavam focados em Melbourne para a estréia da F1, em St. Petersburg, a Indy iniciava sua temporada 2011. Mesmo com a Bandeirantes fazendo uma ampla propaganda, a Indy ficou totalmente de lado nesse final de semana automobilístico.


Ainda numa comparação com a F1, a Indy manteve muitas características da temporada passada, com a dominação da Ganassi e da Penske. O que difere a Indy da F1 nessa primeira corrida de ambas foi que se, na Austrália as novas regras impostas pela FIA não funcionaram a contento, as novas regras da Indy funcionaram para todo mundo ver. Para o pior! Toda a largada lançada é perigosa e o acidente provocado por Helio Castroneves foi a prova disso, com a capotagem de Marco Andretti e vários pilotos de ponta abandonando ainda na primeira volta. Mas a relargada com os carros lado a lado foi imbecilidade do ano e as trinta primeiras voltas com vários acidentes e extremamente truncada por bandeiras amarelas foi o claro indício de que não deu certo, causando reclamações de todos os pilotos.


Numa dessas relargadas, Dario Franchitti ultrapassou o pole Will Power e liderou a corrida de forma absoluta, começando a luta pelo tetra de forma sólida e de melhor forma possível, mesmo com alguns problemas na pré-temporada. Power, o dominador nos mistos em 2010, foi vítima de uma das várias das conturbadas relargadas e chegou a correr em quinto, mas ainda teve tempo para se recuperar e chegar em segundo. Para quem tem sérios problemas em circuitos ovais, quanto mais vitórias Power conseguir, melhor para o australiano e essa vitória, quase certa após ser o mais rápido em todo o fim de semana, pode fazer falta. Os demais pilotos de Penske e Ganassi foram envolvidos no incidente da primeira provocada pela pataquada de Castroneves. por sinal, o brasileiro foi o mais lento dos pilotos da Penske. E de longe.


Isso abriu o caminho para os pilotos das equipes médias e quem se aproveitou disso foi Tony Kanaan. O brasileiro conheceu seus engenheiros e mecânicos nessa semana e estava tão desentrosado, que apertava o botão do push-to-pass em várias voltas por engano, tentando apertar o botão do rádio. Mas Kanaan usou de toda sua experiência para largar bem e se posicionar o melhor possível do que era a loteria das relargadas. Ao final da prova, ele foi pressionado por Simona de Silvestro, a melhor mulher na Indy e numa equipe pequena e se aproveitando também dos acidentes, pulou de 18º para 4º. A suíça foi muito bem e superou com folga Danica Patrick (versão feminina do medíocre Bryan Herta), que quebrou três bicos, e Ana Beatriz Figueiredo, que andou mal, foi a última dos que não tiveram problemas durante a prova, mas dá para aliviar nas críticas por que a moça teve o pulso quebrado ainda na quarta volta e correu assim até o final.


A Indy começou mostrando que a dominação Penske-Ganassi continua e foram os dois pilotos que disputaram o título ano passado que começaram ganhando. Enquanto a Andretti tem a midíatrica (só isso) Patrick como líder da equipe, Kanaan levou seu carro de equipe média rumo ao pódio. O piloto ainda faz diferença, tanto na Europa, como nos Estados Unidos.

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