quinta-feira, 24 de março de 2011

Vai começar! (2)


A F-Indy vive um contra-senso interessante na sua vida. Mesmo com carros que datam de 2003, com pilotos eternos, como Dario Franchitti, Scott Dixon e Helio Castroneves, a categoria cresce muito e ganha alguma popularidade após a catastrófica divisão em 1996. Desde que a Champ Car acabou em 2008 e apenas uma categoria de monopostos se destaca nos Estados Unidos, a IRL viu a entrada de novas equipes, patrocínios e pilotos. Por curiosidade, quando Tony George criou a IRL, dizia que a CART corria demais em circuitos mistos e tinha muitos pilotos estrangeiros. A IRL seria a típica corrida americana. Quinze anos depois, a IRL tem vários circuitos mistos e os melhores pilotos são todos off-America...
Mesmo com esse crescimento, os favoritos são os de sempre: Ganassi e Penske. O time de Chip Ganassi contará com o tricampeão Dario Franchitti e o bicampeão Scott Dixon para tentar manter a regularidade mostrada no ano passado, em que a equipe andava bem em todos os circuitos. A novidade é a formação de uma espécie de equipe júnior, com dois pilotos jovens. A Penske continua com seus três pilotos do ano passado. O eterno Helio Castroneves tenta acabar com a sina de não vencer títulos, Ryan Briscoe tenta acabar com a fama de maluquinho e Will Power, que tinha o títulos nas mãos até a penúltima etapa, tenta acabar com a fama de só andar bem em circuitos mistos. Power foi o maior vitorioso em circuitos mistos em 2010, mas foi um desastre nos ovais, perdendo o título para Franchitti nesse detalhe.

As demais equipes são apenas coadjuvantes. A Andretti terá que se superar com a saída de Tony Kanaan para acertar os quatro carros da equipe. Ryan Hunter-Reay é um bom piloto, mas sem o estofo e a experiência do brasileiro. Marco Andretti só está no time por ser filho do dono (e adora dar prejuízo ao pai...). Mike Conway será o piloto-junior da equipe, enquanto Danica Patrick será a chamatriz para a imprensa e o público. Já falei várias vezes. Danica é uma versão de saias do Bryan Herta e se fosse homem, já estaria defenestrada da categoria. Mas como é bonitinha... Além de Patrick, haverá mais duas mulheres no grid. Simona de Silvestro permanecerá mais um ano e a suíça mostrou mais braço do que as mulheres que já passaram pela Indy, algo que Ana Beatriz Figueiredo quer mostrar, apesar de nunca ter feito nada demais por onde passou, a não ser ter sido a 'primeira mulher' a fazer alguma coisa nas corridas. Mas títulos que é bom...

Foi absolutamente tocante a luta para Tony Kanaan permanecer na Indy. O baiano é mais piloto do que Castroneves, mas não tão midiátrico e perdeu o patrocínio que o mantinha na Andretti. O piloto campeão em 2004 correu atrás de grana e conseguiu patrocinadores no Brasil, mas o fim da equipe de Gil de Ferran quase o deixou a pé. Porém, nos últimos momentos, Kanaan conseguiu um contrato com a KV e poderá fazer mais um ano na Indy. Outro que retorna é Sebastien Bourdais, de enorme sucesso na Champ Car, mas de passagem esquecível na F1.

O fato de não termos Milka Duno já um sinal de que o nível de pilotos na Indy melhorou bastante, mas a competitividade vista pela categoria até antes da separação não existe mais. Ganassi e Penske dominam e devem dominar este ano, mas o crescimento da categoria poderá trazer surpresas esse ano.

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